sábado, 5 de junho de 2010

LUCAS (O Evangelho Segundo) – CAPÍTULO 4 – VERSÍCULO 4 (Programa de 06 e 09 Junho/2010)

4 Replicou-lhe Jesus: “ [ Está escrito ] : Não só de pão viverá o homem ”.


OUÇA NOVAMENTE O ÁUDIO DO PROGRAMA

Clique no PLAY ("setinha") da figura abaixo:


 LIVRO “NA HORA DO TESTEMUNHO”


"Chega um momento em que temos de dar testemunho da nossa convicção, da nossa fidelidade aos princípios que esposamos. Se não formos capazes de defende-los damos uma prova de insegurança moral. A traição aos nossos princípios, aos textos básicos da nossa convicção é um insulto à nossa dignidade pessoal, que se revela inconsistente. Os que assim procedem só têm um meio de reabilitação: a retratação pública e a renúncia aos cargos que exercem no plano doutrinário que traíram.




Este é um livro de mensagens, crônicas, poemas e cartas, que Herculano Pires e Chico Xavier escolheram, para deixarem documentadas suas posições, quanto à importância da defesa da obra de Kardec contra as tentativas de adulteração, que ocorrem dentro do próprio movimento espírita. Leitura obrigatória para os espíritas, previne-os contra a estagnação simplória na crença e a aceitação de “mentores” deste e do outro mundo, que por meios tipicamente farisaicos atrelam facilmente os ingênuos e os vaidosos ao carro fantasioso das suas pretensões". (Editora Pandéia, www.editorapaideia.com.br)

Obra fortemente recomendável à leitura, face aos alertas para todo o Movimento Espírita nela contidas, e às reflexões sobre a imperiosa necessidade de lutarmos pela fidelidade e pela unidade da Doutrina Espírita.

 SIMBOLISMO HISTÓRICO: a missão de Jesus seria matar a fome do espírito. Para saciar a fome e as necessidades materiais dos povos, O Cristo ainda enviaria missionários em todas as épocas da humanidade, que nas diversas esferas das ciências promoveriam a evolução das condições econômicas das sociedades. O tempo – ímpar e valiosíssimo - de Jesus na crosta terrestre deveria ser usado unicamente para o desenvolvimento espiritual e moral da humanidade. Jesus é o “pão da vida”, o “pão vivo que desceu dos céus”, o verbo que “se fez carne” para saciar a fome existencial dos espíritos.

 Pensemos na aplicação dessa passagem, no que diz respeito ao trabalho das religiões cristãs. O Cristo não prometeu satisfazer a fome do corpo, mas sim a do espírito. As religiões cristãs não devem propor transformar pedra em pão, isto é, oferecer a satisfação das necessidades corporais (casa, emprego, carro, prosperidade financeira, prosperidade empresarial) para aqueles que seguirem a Jesus, pois ele próprio não transformou a pedra em pão, não ensinou o caminho da prosperidade material, mas focou exclusivamente na caridade. Os seus seguidores não ficaram ricos, pelo contrário, doaram tudo que possuíam aos mais necessitados.

 SIMBOLISMO ESPIRITUAL: Em relação ao simbolismo espiritual, o espírito deve combater o egoísmo, desapegar-se da materialidade, e matar a fome de sentido e significado existenciais, no alimento espiritual. Jesus intitulou a si mesmo de “pão vivo que desceu do Céu”. Através da vida evangelizada, o espírito transforma os instintos egoísticos em altruísmo.

Vejamos as palavras de Lázaro, contidas em O Evangelho Segundo o Espiritismo, capítulo XI:


A lei de amor
8. O amor resume a doutrina de Jesus toda inteira, visto que esse é o sentimento por excelência, e os sentimentos são os instintos elevados à altura do progresso feito. Em sua origem, o homem só tem instintos; quando mais avançado e corrompido, só tem sensações; quando instruído e depurado, tem sentimentos. E o ponto delicado do sentimento é o amor, não o amor no sentido vulgar do termo, mas esse sol interior que condensa e reúne em seu ardente foco todas as aspirações e todas as revelações sobre-humanas. A lei de amor substitui a personalidade pela fusão dos seres; extingue as misérias sociais. Ditoso aquele que, ultrapassando a sua humanidade, ama com amplo amor os seus irmãos em sofrimento! Ditoso aquele que ama, pois não conhece a miséria da alma, nem a do corpo. Tem ligeiros os pés e vive como que transportado, fora de si mesmo. Quando Jesus pronunciou a divina palavra - amor, os povos sobressaltaram-se e os mártires, ébrios de esperança, desceram ao circo.
O Espiritismo a seu turno vem pronunciar uma segunda palavra do alfabeto divino. Estai atentos, pois que essa palavra ergue a lápide dos túmulos vazios, e a reencarnação, triunfando da morte, revela às criaturas deslumbradas o seu patrimônio intelectual. Já não é ao suplício que ela conduz o homem: condu-lo à conquista do seu ser, elevado e transfigurado. O sangue resgatou o Espírito e o Espírito tem hoje que resgatar da matéria o homem.
Disse eu que em seus começos o homem só instintos possuía. Mais próximo, portanto, ainda se acha do ponto de partida, do que da meta, aquele em quem predominam os instintos.
A fim de avançar para a meta, tem a criatura que vencer os instintos, em proveito dos sentimentos, isto é, que aperfeiçoar estes últimos, sufocando os germes latentes da matéria.
Os instintos são a germinação e os embriões do sentimento; trazem consigo o progresso, como a glande encerra em si o carvalho, e os seres menos adiantados são os que, emergindo pouco a pouco de suas crisálidas, se conservam escravizados aos instintos. O Espírito precisa ser cultivado, como um campo. Toda a riqueza futura depende do labor atual, que vos granjeará muito mais do que bens terrenos: a elevação gloriosa. E então que, compreendendo a lei de amor que liga todos os seres, buscareis nela os gozos suavíssimos da alma, prelúdios das alegrias celestes. - Lázaro. (Paris, 1862.)

LUCAS (O Evangelho Segundo) – CAPÍTULO 4 – VERSÍCULO 4 (Programa de 06 e 09 Junho/2010)

4 Replicou-lhe Jesus: “ [ Está escrito ] : Não só de pão viverá o homem ”.


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 LIVRO “NA HORA DO TESTEMUNHO”


"Chega um momento em que temos de dar testemunho da nossa convicção, da nossa fidelidade aos princípios que esposamos. Se não formos capazes de defende-los damos uma prova de insegurança moral. A traição aos nossos princípios, aos textos básicos da nossa convicção é um insulto à nossa dignidade pessoal, que se revela inconsistente. Os que assim procedem só têm um meio de reabilitação: a retratação pública e a renúncia aos cargos que exercem no plano doutrinário que traíram.




Este é um livro de mensagens, crônicas, poemas e cartas, que Herculano Pires e Chico Xavier escolheram, para deixarem documentadas suas posições, quanto à importância da defesa da obra de Kardec contra as tentativas de adulteração, que ocorrem dentro do próprio movimento espírita. Leitura obrigatória para os espíritas, previne-os contra a estagnação simplória na crença e a aceitação de “mentores” deste e do outro mundo, que por meios tipicamente farisaicos atrelam facilmente os ingênuos e os vaidosos ao carro fantasioso das suas pretensões". (Editora Pandéia, www.editorapaideia.com.br)

Obra fortemente recomendável à leitura, face aos alertas para todo o Movimento Espírita nela contidas, e às reflexões sobre a imperiosa necessidade de lutarmos pela fidelidade e pela unidade da Doutrina Espírita.

 SIMBOLISMO HISTÓRICO: a missão de Jesus seria matar a fome do espírito. Para saciar a fome e as necessidades materiais dos povos, O Cristo ainda enviaria missionários em todas as épocas da humanidade, que nas diversas esferas das ciências promoveriam a evolução das condições econômicas das sociedades. O tempo – ímpar e valiosíssimo - de Jesus na crosta terrestre deveria ser usado unicamente para o desenvolvimento espiritual e moral da humanidade. Jesus é o “pão da vida”, o “pão vivo que desceu dos céus”, o verbo que “se fez carne” para saciar a fome existencial dos espíritos.

 Pensemos na aplicação dessa passagem, no que diz respeito ao trabalho das religiões cristãs. O Cristo não prometeu satisfazer a fome do corpo, mas sim a do espírito. As religiões cristãs não devem propor transformar pedra em pão, isto é, oferecer a satisfação das necessidades corporais (casa, emprego, carro, prosperidade financeira, prosperidade empresarial) para aqueles que seguirem a Jesus, pois ele próprio não transformou a pedra em pão, não ensinou o caminho da prosperidade material, mas focou exclusivamente na caridade. Os seus seguidores não ficaram ricos, pelo contrário, doaram tudo que possuíam aos mais necessitados.

 SIMBOLISMO ESPIRITUAL: Em relação ao simbolismo espiritual, o espírito deve combater o egoísmo, desapegar-se da materialidade, e matar a fome de sentido e significado existenciais, no alimento espiritual. Jesus intitulou a si mesmo de “pão vivo que desceu do Céu”. Através da vida evangelizada, o espírito transforma os instintos egoísticos em altruísmo.

Vejamos as palavras de Lázaro, contidas em O Evangelho Segundo o Espiritismo, capítulo XI:


A lei de amor
8. O amor resume a doutrina de Jesus toda inteira, visto que esse é o sentimento por excelência, e os sentimentos são os instintos elevados à altura do progresso feito. Em sua origem, o homem só tem instintos; quando mais avançado e corrompido, só tem sensações; quando instruído e depurado, tem sentimentos. E o ponto delicado do sentimento é o amor, não o amor no sentido vulgar do termo, mas esse sol interior que condensa e reúne em seu ardente foco todas as aspirações e todas as revelações sobre-humanas. A lei de amor substitui a personalidade pela fusão dos seres; extingue as misérias sociais. Ditoso aquele que, ultrapassando a sua humanidade, ama com amplo amor os seus irmãos em sofrimento! Ditoso aquele que ama, pois não conhece a miséria da alma, nem a do corpo. Tem ligeiros os pés e vive como que transportado, fora de si mesmo. Quando Jesus pronunciou a divina palavra - amor, os povos sobressaltaram-se e os mártires, ébrios de esperança, desceram ao circo.
O Espiritismo a seu turno vem pronunciar uma segunda palavra do alfabeto divino. Estai atentos, pois que essa palavra ergue a lápide dos túmulos vazios, e a reencarnação, triunfando da morte, revela às criaturas deslumbradas o seu patrimônio intelectual. Já não é ao suplício que ela conduz o homem: condu-lo à conquista do seu ser, elevado e transfigurado. O sangue resgatou o Espírito e o Espírito tem hoje que resgatar da matéria o homem.
Disse eu que em seus começos o homem só instintos possuía. Mais próximo, portanto, ainda se acha do ponto de partida, do que da meta, aquele em quem predominam os instintos.
A fim de avançar para a meta, tem a criatura que vencer os instintos, em proveito dos sentimentos, isto é, que aperfeiçoar estes últimos, sufocando os germes latentes da matéria.
Os instintos são a germinação e os embriões do sentimento; trazem consigo o progresso, como a glande encerra em si o carvalho, e os seres menos adiantados são os que, emergindo pouco a pouco de suas crisálidas, se conservam escravizados aos instintos. O Espírito precisa ser cultivado, como um campo. Toda a riqueza futura depende do labor atual, que vos granjeará muito mais do que bens terrenos: a elevação gloriosa. E então que, compreendendo a lei de amor que liga todos os seres, buscareis nela os gozos suavíssimos da alma, prelúdios das alegrias celestes. - Lázaro. (Paris, 1862.)

sábado, 29 de maio de 2010

LUCAS (O Evangelho Segundo) – CAPÍTULO 4 – VERSÍCULOS 3 e 4 (Programa de 30 Maio e 02 Junho/2010)

3 Disse-lhe, então, o diabo: “Se és Filho de Deus, manda que esta pedra se transforme em pão”. 4 Replicou-lhe Jesus: “Está escrito: [ Não só de pão viverá o homem ]”.

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 Interpretação Profunda (esotérica) - no caso uso que estamos empregando ao termo - nada tem a ver com hermetismo, ocultismo, mas sim com a possibilidade de aprofundar uma doutrina com novos conhecimentos, no caso, com as chaves oferecidas pela Doutrina Espírita para a compreensão das parábolas e ensinos de Jesus à luz das Leis Divinas.

Segundo o insigne professor Carlos Torres Pastorino, em sua coleção “Sabedoria do Evangelho”, a primeira tentação guarda como simbolismo a vida do espírito imortal, em sua trajetória evolutiva, nas encarnações sucessivas ou reencarnações, o qual precisa confrontar – na aridez do deserto da existência num planeta de expiações e de provas – com três grandes “tentações”:

I - de EGOÍSMO - transformar as pedras em pães, para saciar a própria fome. Trata-se do desejo animal de satisfazer à fome, isto é, aos apetites egoístas dos instintos inferiores. A resposta de Jesus, extraída de Deuteronômio 8:3, faz-nos compreender que a alimentação espiritual da tríade superior também pode saciar essas fomes.

 Livro “O CONSOLADOR”

Emmanuel, psicografia de Francisco Cândido Xavier

PERGUNTA 68
68 - Como conceituar o estado de espírito do homem moderno, que tanto se preocupa com o “estar bem na vida”, “ganhar bem” e “trabalhar para enriquecer”?

-Esse propósito do homem viciado, dos tempos atuais. Constitui forte expressão de ignorância dos valores espirituais na Terra, onde se verifica a inversão de quase todas as conquistas morais.
Foi esse excesso de inquietação, no mais desenfreado egoísmo, que provocou a crise moral do mundo, em cujos espetáculos sinistros podemos reconhecer que o homem físico, da radiotelefonia e do transatlântico, necessita de mais verdade que dinheiro, de mais luz que de pão.

 Livro "O ESPÍRITO DA VERDADE"

Espíritos Diversos, psicografia de Francisco Cândido Xavier

Capítulo “Prece do pão”
(estudando O Evangelho Segundo o Espiritismo, Cap. XIII – Item 7)
Senhor!

Entre aqueles que te pedem proteção, estou eu também, servo humilde a quem mandaste extinguir o flagelo da fome.

Partilhando o movimento daqueles que te servem, fiz hoje igualmente o meu giro.

Vi-me freqüentemente detido, em lares faustosos, cooperando nas alegrias da mesa farta, mas vi pobres mulheres que me estendiam, debalde, as mãos!...

Vi crianças esquálidas que me olhavam ansiosas, como se estivessem fitando um tesouro perdido.

Encontrei homens tristes, transpirando suor, que me contemplavam agoniados, rogando em silêncio para que lhes socorresse os filhinhos largados ao extremo infortúnio...

Escutei doentes que não precisavam tanto de remédio, mas de mim, para que pudessem atender ao estômago torturado!...

Vi a penúria cansada de pranto e reparei, em muitos corações desvalidos, mudo desespero por minha causa.

Entretanto, Senhor, quase sempre estou encarcerado por aquelas mesmas criaturas que te dizem honrar.

Falam em teu nome, confortadas e distraídas na moldura do supérfluo, esquecendo que caminhaste no mundo, sem reter uma pedra em que repousar a cabeça.

Elogiam-te a bondade e exaltam-te a glória, sem perceberem junto delas, seus próprios irmãos fatigados e desnutridos.

E, muitas vezes, depois de formosas dissertações em torno de teus ensinos, aprisionam-me em gavetas e armários, quando não me trancam sob a tela colorida de vitrines custosas ou no recinto escuro dos armazéns.

Ensina-lhes, Senhor, nas lições da caridade, a dividir-me por amor, para que eu não seja motivo à delinqüência.

E, se possível, multiplica-me, por misericórdia, outra vez, a fim de que eu possa aliviar todos os famintos da Terra, porque um dia, Senhor, quando ensinavas o homem a orar, incluíste-me entre as necessidades mais justas da vida, suplicando também a Deus:

– “O pão nosso de cada dia dai-nos hoje.”

MEIMEI

 Livro “FONTE VIVA”

Emmanuel, psicografia de Francisco Cândido Xavier

Capítulo “NÃO SOMENTE”

Nem só de pão vive o homem. - Jesus. (MATEUS. 4:4).

Não somente agasalho que proteja o corpo, mas também o refúgio de conhecimentos superiores que fortaleçam a alma.

Não só a beleza da máscara fisionômica, mas igualmente a formosura e nobreza dos sentimentos.

Não apenas a eugenia que aprimora os músculos, mas também a educação que aperfeiçoa as maneiras.

Não somente a cirurgia que extirpa o defeito orgânico, mas igualmente o esforço próprio que anula o defeito íntimo.

Não só o domicílio confortável para a vida física, mas também a casa invisível dos princípios edificantes em que o espírito se faça útil, estimado e respeitável.

Não apenas os títulos honrosos que ilustram a personalidade transitória, mas igualmente as virtudes comprovadas, na luta objetiva, que enriqueçam a consciência eterna.

Não somente claridade para os olhos mortais, mas também luz divina para o entendimento imperecível.

Não só aspecto agradável, mas igualmente utilidade viva.

Não apenas flores, mas também frutos.

Não somente ensino continuado, mas igualmente demonstração ativa.

Não só teoria excelente, mas também prática santificante.

Não apenas nós, mas igualmente os outros.

Disse o Mestre: - "Nem só de pão vive o homem".

Apliquemos o sublime conceito ao imenso campo do mundo.

Bom gosto, harmonia e dignidade na vida exterior constituem dever, mas não nos esqueçamos da pureza, da elevação e dos recursos sublimes da vida interior, com que nos dirigimos para a Eternidade.

EMMANUEL

LUCAS (O Evangelho Segundo) – CAPÍTULO 4 – VERSÍCULOS 3 e 4 (Programa de 30 Maio e 02 Junho/2010)

3 Disse-lhe, então, o diabo: “Se és Filho de Deus, manda que esta pedra se transforme em pão”. 4 Replicou-lhe Jesus: “Está escrito: [ Não só de pão viverá o homem ]”.

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 Interpretação Profunda (esotérica) - no caso uso que estamos empregando ao termo - nada tem a ver com hermetismo, ocultismo, mas sim com a possibilidade de aprofundar uma doutrina com novos conhecimentos, no caso, com as chaves oferecidas pela Doutrina Espírita para a compreensão das parábolas e ensinos de Jesus à luz das Leis Divinas.

Segundo o insigne professor Carlos Torres Pastorino, em sua coleção “Sabedoria do Evangelho”, a primeira tentação guarda como simbolismo a vida do espírito imortal, em sua trajetória evolutiva, nas encarnações sucessivas ou reencarnações, o qual precisa confrontar – na aridez do deserto da existência num planeta de expiações e de provas – com três grandes “tentações”:

I - de EGOÍSMO - transformar as pedras em pães, para saciar a própria fome. Trata-se do desejo animal de satisfazer à fome, isto é, aos apetites egoístas dos instintos inferiores. A resposta de Jesus, extraída de Deuteronômio 8:3, faz-nos compreender que a alimentação espiritual da tríade superior também pode saciar essas fomes.

 Livro “O CONSOLADOR”

Emmanuel, psicografia de Francisco Cândido Xavier

PERGUNTA 68
68 - Como conceituar o estado de espírito do homem moderno, que tanto se preocupa com o “estar bem na vida”, “ganhar bem” e “trabalhar para enriquecer”?

-Esse propósito do homem viciado, dos tempos atuais. Constitui forte expressão de ignorância dos valores espirituais na Terra, onde se verifica a inversão de quase todas as conquistas morais.
Foi esse excesso de inquietação, no mais desenfreado egoísmo, que provocou a crise moral do mundo, em cujos espetáculos sinistros podemos reconhecer que o homem físico, da radiotelefonia e do transatlântico, necessita de mais verdade que dinheiro, de mais luz que de pão.

 Livro "O ESPÍRITO DA VERDADE"

Espíritos Diversos, psicografia de Francisco Cândido Xavier

Capítulo “Prece do pão”
(estudando O Evangelho Segundo o Espiritismo, Cap. XIII – Item 7)
Senhor!

Entre aqueles que te pedem proteção, estou eu também, servo humilde a quem mandaste extinguir o flagelo da fome.

Partilhando o movimento daqueles que te servem, fiz hoje igualmente o meu giro.

Vi-me freqüentemente detido, em lares faustosos, cooperando nas alegrias da mesa farta, mas vi pobres mulheres que me estendiam, debalde, as mãos!...

Vi crianças esquálidas que me olhavam ansiosas, como se estivessem fitando um tesouro perdido.

Encontrei homens tristes, transpirando suor, que me contemplavam agoniados, rogando em silêncio para que lhes socorresse os filhinhos largados ao extremo infortúnio...

Escutei doentes que não precisavam tanto de remédio, mas de mim, para que pudessem atender ao estômago torturado!...

Vi a penúria cansada de pranto e reparei, em muitos corações desvalidos, mudo desespero por minha causa.

Entretanto, Senhor, quase sempre estou encarcerado por aquelas mesmas criaturas que te dizem honrar.

Falam em teu nome, confortadas e distraídas na moldura do supérfluo, esquecendo que caminhaste no mundo, sem reter uma pedra em que repousar a cabeça.

Elogiam-te a bondade e exaltam-te a glória, sem perceberem junto delas, seus próprios irmãos fatigados e desnutridos.

E, muitas vezes, depois de formosas dissertações em torno de teus ensinos, aprisionam-me em gavetas e armários, quando não me trancam sob a tela colorida de vitrines custosas ou no recinto escuro dos armazéns.

Ensina-lhes, Senhor, nas lições da caridade, a dividir-me por amor, para que eu não seja motivo à delinqüência.

E, se possível, multiplica-me, por misericórdia, outra vez, a fim de que eu possa aliviar todos os famintos da Terra, porque um dia, Senhor, quando ensinavas o homem a orar, incluíste-me entre as necessidades mais justas da vida, suplicando também a Deus:

– “O pão nosso de cada dia dai-nos hoje.”

MEIMEI

 Livro “FONTE VIVA”

Emmanuel, psicografia de Francisco Cândido Xavier

Capítulo “NÃO SOMENTE”

Nem só de pão vive o homem. - Jesus. (MATEUS. 4:4).

Não somente agasalho que proteja o corpo, mas também o refúgio de conhecimentos superiores que fortaleçam a alma.

Não só a beleza da máscara fisionômica, mas igualmente a formosura e nobreza dos sentimentos.

Não apenas a eugenia que aprimora os músculos, mas também a educação que aperfeiçoa as maneiras.

Não somente a cirurgia que extirpa o defeito orgânico, mas igualmente o esforço próprio que anula o defeito íntimo.

Não só o domicílio confortável para a vida física, mas também a casa invisível dos princípios edificantes em que o espírito se faça útil, estimado e respeitável.

Não apenas os títulos honrosos que ilustram a personalidade transitória, mas igualmente as virtudes comprovadas, na luta objetiva, que enriqueçam a consciência eterna.

Não somente claridade para os olhos mortais, mas também luz divina para o entendimento imperecível.

Não só aspecto agradável, mas igualmente utilidade viva.

Não apenas flores, mas também frutos.

Não somente ensino continuado, mas igualmente demonstração ativa.

Não só teoria excelente, mas também prática santificante.

Não apenas nós, mas igualmente os outros.

Disse o Mestre: - "Nem só de pão vive o homem".

Apliquemos o sublime conceito ao imenso campo do mundo.

Bom gosto, harmonia e dignidade na vida exterior constituem dever, mas não nos esqueçamos da pureza, da elevação e dos recursos sublimes da vida interior, com que nos dirigimos para a Eternidade.

EMMANUEL

domingo, 23 de maio de 2010

O NOVO TESTAMENTO


Amigos, gostaria de indicar a notável tradução de O Novo Testamento feita por Haroldo Dutra Dias.

Trata-se de uma tradução do Novo Testamento diretamente dos manuscritos gregos, com foco na linguagem, mas sem menosprezar as questões culturais, históricas e teológicas.

Pensado e executado em língua portuguesa, o trabalho se distingue pela riqueza de suas notas.

Além disso, expressões idiomáticas, palavras enigmáticas, tradições religiosas, questões culturais e históricas, arqueologia, crítica textual são abordadas de forma direta e suscinta favorecendo o entendimento do texto.

O leitor será conduzido ao cenário do Ministério de Jesus, a fim de "auscultar" suas palavras e ensinamentos como se fosse um morador daquela região, apreendendo a mensagem de amor do Mestre Galileu em toda a sua originalidade, vigor, e riqueza cultural.

A editora é a Edicei - Departamento do Livro do CEI - Conselho Espírita Internacional.

Oportunamente, estudaremos o Novo Testamento no programa usando essa tradução.
Fraternal abraço, Fabiano