sábado, 18 de dezembro de 2010

Refletindo Sobre o Significado do Natal

Programas de 19 a 29 de dezembro de 2010

Reflexões sobre o Natalício de Jesus


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Refletindo Sobre o Significado do Natal

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Reflexões sobre o Natalício de Jesus


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segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

LUCAS, O EVANGELHO SEGUNDO (Programa de 12 e 15 de Dezembro/2010)

O NOVO TESTAMENTO - TRADUÇÃO "BÍBLIA DE JERUSALÉM"


LUCAS (O EVANGELHO SEGUNDO), CAPÍTULO 4 : VERSÍCULO 14 – JESUS INAUGURA SUA PREGAÇÃO


MINISTÉRIO DE JESUS NA GALILÉIA


Jesus Inaugura sua pregação


14 [Jesus voltou então para a Galiléia], com a força do Espírito, e sua fama espalhou-se por toda a região circunvizinha.


PREÂMBULO (continuação)

Revelações históricas contidas nos livros do espírito Irmão X (Humberto de Campos), psicografia de Francisco Cândido Xavier: análise de estilo, mecânica, conteúdo e problemas de "filtragem mediúnica".

 Crítica Bíblica é o "estudo e a investigação das escrituras bíblicas que procura discernir e discriminar julgamentos sobre essas escrituras".
 
 As quatro abordagens aos estudos do Novo Testamento:

a) Crítica da Forma

b) Crítica das Fontes

c) Crítica da Redação

d) Gênero Literário

Para estudar a temática da "crítica bíblica" clique neste link amarelo

 Ordenação “Teórica” dos Capítulos de Boa Nova

a) Capítulos de relevância redacional

b) Capítulos de relevância histórica

c) Capítulos de relevância teológica

 Capítulos de relevância redacional

Cap. 7 – “A Luta Contra o Mal”

Cap. 10 – “Perdão”

Cap. 11 – “O Sermão do Monte”

Cap. 13 – “Pecado e Punição”

Cap. 17 – “Jesus na Samaria”

Cap. 18 – “A Oração Dominical”

Cap. 22 – “Mulher e Ressureição”

Cap. 23 – “O Servo Bom”

Exemplos: Cap. 18 – “A Oração Dominical”

Confirma a disposição cronológica do ensinamento da passagem segundo Lc, 11:1-4 – deslocando-a do Sermão da Montanha – porém, confirma a redação da oração segundo a narrativa de Mt, 6:9-13.

 Capítulos de relevância histórica

Cap. 1 – “Boa Nova”

Cap. 2 – “Jesus e o Precursor”

Cap. 3 – “Primerias Pregações”

Cap. 5 – “Os Discípulos”

Cap. 8 – “Bom Ânimo”

Cap. 9 – “Velhos e Moços”

Cap. 15 – “Joana de Cusa”

Cap. 16 – “O Testemunho de Tomé”

Cap. 20 – “Maria de Magdala”

Cap. 25 – “A Última Ceia”

Cap. 26 – “A Negação de Pedro”

Cap. 27 – “A Oração do Horto”

Cap. 28 – “O Bom Ladrão”

Cap. 29 – “Os Quinhentos da Galiléia”

Cap. 30 – “Maria”

Exemplo: Cap. 2 – “Jesus e o Precursor”

a) conta detalhes da infância de Jesus.

b) descreve o relacionamento familiar de Jesus.

c) confirma a tradição cristã de Jesus como carpinteiro dos 12 anos ao início do seu ministério (conforme Lc, 2:48-52)

Exemplo: Cap. 25 – “A Última Ceia”

a) confirma que a “última ceia” ocorreu no “primeiro dia das festas da Páscoa” (dia 14 de Nissam, que abre a festa dos pães asmos).

b) Relata que Judas Iscariotes estava presente na conversa íntima e final que Jesus teve com os discípulos.

c) redacionalmente, resolve os anacronismos que ocorrem entre as narrativas da última ceia de Mt, 26:17-30 / Mc, 14:12-26 / Lc, 22:1-27 / Jo, 13:1-31.

 Capítulos de relevância interpretativa

Cap. 4 – “A Família Zebedeu”

Cap. 6 – “Fidelidade a Deus”

Cap. 12 – “Amor e Renúncia”

Cap. 14 – “A Lição a Nicodemos”

Cap. 19 – “Comunhão com Deus”

Cap. 21 – “A Lição da Vigilância”

Cap. 22 – “Mulher e Ressureição”

Cap. 24 – “A Ilusão do Discípulo”

Exemplos: Cap. 14 – “A Lição a Nicodemos”

a. aborda, além do conceito farisaico sobre ressurreição/reencarnação, temas centrais da interpretação da Toráh, tais como o “Shemá”.

b) Deuteronômio, 6:4-9 - 4Ouve, Israel, o SENHOR, nosso Deus, é o único SENHOR. 5Amarás, pois, o SENHOR, teu Deus, de todo o teu coração, e de toda a tua alma, e de todo o teu poder. 6E estas palavras que hoje te ordeno estarão no teu coração; 7e as intimarás a teus filhos e delas falarás assentado em tua casa, e andando pelo caminho, e deitando-te, e levantando-te. 8Também as atarás por sinal na tua mão, e te serão por testeiras entre os teus olhos. 9E as escreverás nos umbrais de tua casa e nas tuas portas.

c) Êxodo, 20:1-17 (Deut, 5:6-21) - 1Então, falou Deus todas estas palavras, dizendo: 2Eu sou o SENHOR, teu Deus, que te tirei da terra do Egito, da casa da servidão. 3Não terás outros deuses diante de mim. 4Não farás para ti imagem de escultura, nem alguma semelhança do que há em cima nos céus, nem em baixo na terra, nem nas águas debaixo da terra. 5Não te encurvarás a elas nem as servirás; porque eu, o SENHOR, teu Deus, sou Deus zeloso, que visito a maldade dos pais nos filhos até à terceira e quarta geração daqueles que me aborrecem 6e faço misericórdia em milhares aos que me amam e guardam os meus mandamentos. 7Não tomarás o nome do SENHOR, teu Deus, em vão; porque o SENHOR não terá por inocente o que tomar o seu nome em vão. 8Lembra-te do dia do sábado, para o santificar. 9Seis dias trabalharás e farás toda a tua obra, 10mas o sétimo dia é o sábado do SENHOR, teu Deus; não farás nenhuma obra, nem tu, nem o teu filho, nem a tua filha, nem o teu servo, nem a tua serva, nem o teu animal, nem o teu estrangeiro que está dentro das tuas portas. 11Porque em seis dias fez o SENHOR os céus e a terra, o mar e tudo que neles há e ao sétimo dia descansou; portanto, abençoou o SENHOR o dia do sábado e o santificou. 12Honra a teu pai e a tua mãe, para que se prolonguem os teus dias na terra que o SENHOR, teu Deus, te dá. 13Não matarás. 14Não adulterarás. 15Não furtarás. 16Não dirás falso testemunho contra o teu próximo. 17Não cobiçarás a casa do teu próximo; não cobiçarás a mulher do teu próximo, nem o seu servo, nem a sua serva, nem o seu boi, nem o seu jumento, nem coisa alguma do teu próximo.

d) Levítico, 19:18 - 18Não te vingarás, nem guardarás ira contra os filhos do teu povo; mas amarás o teu próximo como a ti mesmo. Eu sou o SENHOR.

e) Mateus, 22:37-40 - 37E Jesus disse-lhe: Amarás o Senhor, teu Deus, de todo o teu coração, e de toda a tua alma, e de todo o teu pensamento. 38Este é o primeiro e grande mandamento. 39E o segundo, semelhante a este, é: Amarás o teu próximo como a ti mesmo. 40Desses dois mandamentos dependem toda a lei e os profetas.

f) Marcos, 12:30-33 - 30Amarás, pois, ao Senhor, teu Deus, de todo o teu coração, e de toda a tua alma, e de todo o teu entendimento, e de todas as tuas forças; este é o primeiro mandamento. 31E o segundo, semelhante a este, é: Amarás o teu próximo como a ti mesmo. Não há outro mandamento maior do que estes. 32E o escriba lhe disse: Muito bem, Mestre, e com verdade disseste que há um só Deus e que não há outro além dele; 33e que amá-lo de todo o coração, e de todo o entendimento, e de toda a alma, e de todas as forças e amar o próximo como a si mesmo é mais do que todos os holocaustos e sacrifícios.

g) Mateus, 5:23-25 - 23Portanto, se trouxeres a tua oferta ao altar e aí te lembrares de que teu irmão tem alguma coisa contra ti, 24deixa ali diante do altar a tua oferta, e vai reconciliar-te primeiro com teu irmão, e depois vem, e apresenta a tua oferta. 25Concilia-te depressa com o teu adversário, enquanto estás no caminho com ele, para que não aconteça que o adversário te entregue ao juiz, e o juiz te entregue ao oficial, e te encerrem na prisão.

h) INTERPRETAÇÃO: Livro “Boa Nova”, Irmão X/Francisco Cândido Xavier, Capítulo “A LIÇÃO A NICODEMOS”:

[...] “André sentiu que uma nova compreensão lhe felicitava o espírito simples e perguntou:

- Mestre, já que o corpo é como que à roupa material das almas, por que não somos todos iguais no mundo? Vejo belos jovens, junto de aleijados e paralíticos...

- Acaso não tenho ensinado - disse Jesus - que tem de chorar todo aquele que se transforma em instrumento de escândalo? Cada alma conduz consigo mesma o inferno ou o céu que edificou no âmago da consciência. Seria justo conceder-se uma segunda veste mais perfeita e mais bela ao espírito rebelde que estragou a primeira? Que diríamos da sabedoria de Nosso Pai, se facultasse as possibilidades mais preciosas aos que as utilizaram na véspera para o roubo, o assassínio, a destruição? Os que abusaram da túnica da riqueza vestirão depois as dos 1 âmulos e escravos mais humildes, como as mãos que feriram podem vir a ser cortadas.

- Senhor, compreendo agora o mecanismo do resgate - murmurou Tiago, externando a alegria do seu entendimento. - Mas, observo que, desse modo, o

Mundo precisará sempre do clima do escândalo e do sofrimento, desde que o devedor, para saldar seu débito, não poderá fazê-lo sem que outro lhe tome o lugar com a mesma dívida.

O Mestre apreendeu a amplitude da objeção e esclareceu os discípulos, perguntando:

- Dentro da lei de Moisés, como se verifica o processo da redenção?

Tiago meditou um instante e respondeu:

- Também na lei está escrito que o homem pagará 'olho por olho, dente por dente".

- Também tu, Tiago, estás procedendo como Nicodemos - replicou Jesus com generoso sorriso. - Como todos os homens, aliás, tens raciocinado, mas não tens sentido. Ainda não ponderaste, talvez, que o primeiro mandamento da lei é uma determinação de amor. Acima do "não adulterarás", do "não cobiçarás", está o "amar a Deus sobre todas as coisas, de todo o coração e de todo o entendimento". Como poderá alguém amar o Pai, aborrecendo-lhe a obra?

Contudo, não estranho a exigüidade de visão espiritual com que examinaste o texto dos profetas. Todas as criaturas hão feito o mesmo. Investigando as revelações do céu com o egoísmo que lhes é próprio, organizaram a justiça como o edifício mais alto do idealismo humano. E, entretanto, coloco o amor acima da justiça do mundo e tenho ensinado que só ele cobre a multidão dos pecados. Se nos prendemos à lei de talião, somos obrigados a reconhecer que onde existe um assassino haverá, mais tarde, um homem que necessita ser assassinado; com a lei do amor, porém, compreendemos que o verdugo e a vítima são dois irmãos filhos de um mesmo Pai. Basta que ambos sintam isso para que a fraternidade divina afaste os fantasmas do escândalo e do sofrimento.

-Ante as elucidações do Mestre, os dois discípulos estavam maravilhados. Aquela lição profunda esclarecia-os para sempre.

Tiago, então, aproximou-se e sugeriu a Jesus que proclamasse aquelas verdades novas na pregação do dia seguinte. O Mestre dirigiu-lhe um olhar de admiração e interrogou: - Será que não compreendeste? Pois, se um doutor da lei saiu daqui sem que eu lhe pudesse explicar toda a verdade, como queres que proceda de modo contrário, para com a compreensão simplista do espírito popular? Alguém constrói uma casa iniciando pelo teto o trabalho? Além disso, mandarei mais tarde o Consolador, a fim de esclarecer e dilatar os meus ensinos.

Eminentemente impressionados, André e Tiago calaram as derradeiras interrogações. Aquela palestra particular, entre o Senhor e os discípulos, permaneceria guardada na sombra leve da noite em Jerusalém; mas, a lição a Nicodemos estava dada. A lei da reencarnação estava proclamada para sempre, no Evangelho do Reino.”

 Capítulos “transcendentais”

Cap. 15 – “Joana de Cusa”

Cap. 20 – “Maria de Magdala”

Cap. 30 – “Maria”




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LUCAS, O EVANGELHO SEGUNDO (Programa de 12 e 15 de Dezembro/2010)

O NOVO TESTAMENTO - TRADUÇÃO "BÍBLIA DE JERUSALÉM"


LUCAS (O EVANGELHO SEGUNDO), CAPÍTULO 4 : VERSÍCULO 14 – JESUS INAUGURA SUA PREGAÇÃO


MINISTÉRIO DE JESUS NA GALILÉIA


Jesus Inaugura sua pregação


14 [Jesus voltou então para a Galiléia], com a força do Espírito, e sua fama espalhou-se por toda a região circunvizinha.


PREÂMBULO (continuação)

Revelações históricas contidas nos livros do espírito Irmão X (Humberto de Campos), psicografia de Francisco Cândido Xavier: análise de estilo, mecânica, conteúdo e problemas de "filtragem mediúnica".

 Crítica Bíblica é o "estudo e a investigação das escrituras bíblicas que procura discernir e discriminar julgamentos sobre essas escrituras".
 
 As quatro abordagens aos estudos do Novo Testamento:

a) Crítica da Forma

b) Crítica das Fontes

c) Crítica da Redação

d) Gênero Literário

Para estudar a temática da "crítica bíblica" clique neste link amarelo

 Ordenação “Teórica” dos Capítulos de Boa Nova

a) Capítulos de relevância redacional

b) Capítulos de relevância histórica

c) Capítulos de relevância teológica

 Capítulos de relevância redacional

Cap. 7 – “A Luta Contra o Mal”

Cap. 10 – “Perdão”

Cap. 11 – “O Sermão do Monte”

Cap. 13 – “Pecado e Punição”

Cap. 17 – “Jesus na Samaria”

Cap. 18 – “A Oração Dominical”

Cap. 22 – “Mulher e Ressureição”

Cap. 23 – “O Servo Bom”

Exemplos: Cap. 18 – “A Oração Dominical”

Confirma a disposição cronológica do ensinamento da passagem segundo Lc, 11:1-4 – deslocando-a do Sermão da Montanha – porém, confirma a redação da oração segundo a narrativa de Mt, 6:9-13.

 Capítulos de relevância histórica

Cap. 1 – “Boa Nova”

Cap. 2 – “Jesus e o Precursor”

Cap. 3 – “Primerias Pregações”

Cap. 5 – “Os Discípulos”

Cap. 8 – “Bom Ânimo”

Cap. 9 – “Velhos e Moços”

Cap. 15 – “Joana de Cusa”

Cap. 16 – “O Testemunho de Tomé”

Cap. 20 – “Maria de Magdala”

Cap. 25 – “A Última Ceia”

Cap. 26 – “A Negação de Pedro”

Cap. 27 – “A Oração do Horto”

Cap. 28 – “O Bom Ladrão”

Cap. 29 – “Os Quinhentos da Galiléia”

Cap. 30 – “Maria”

Exemplo: Cap. 2 – “Jesus e o Precursor”

a) conta detalhes da infância de Jesus.

b) descreve o relacionamento familiar de Jesus.

c) confirma a tradição cristã de Jesus como carpinteiro dos 12 anos ao início do seu ministério (conforme Lc, 2:48-52)

Exemplo: Cap. 25 – “A Última Ceia”

a) confirma que a “última ceia” ocorreu no “primeiro dia das festas da Páscoa” (dia 14 de Nissam, que abre a festa dos pães asmos).

b) Relata que Judas Iscariotes estava presente na conversa íntima e final que Jesus teve com os discípulos.

c) redacionalmente, resolve os anacronismos que ocorrem entre as narrativas da última ceia de Mt, 26:17-30 / Mc, 14:12-26 / Lc, 22:1-27 / Jo, 13:1-31.

 Capítulos de relevância interpretativa

Cap. 4 – “A Família Zebedeu”

Cap. 6 – “Fidelidade a Deus”

Cap. 12 – “Amor e Renúncia”

Cap. 14 – “A Lição a Nicodemos”

Cap. 19 – “Comunhão com Deus”

Cap. 21 – “A Lição da Vigilância”

Cap. 22 – “Mulher e Ressureição”

Cap. 24 – “A Ilusão do Discípulo”

Exemplos: Cap. 14 – “A Lição a Nicodemos”

a. aborda, além do conceito farisaico sobre ressurreição/reencarnação, temas centrais da interpretação da Toráh, tais como o “Shemá”.

b) Deuteronômio, 6:4-9 - 4Ouve, Israel, o SENHOR, nosso Deus, é o único SENHOR. 5Amarás, pois, o SENHOR, teu Deus, de todo o teu coração, e de toda a tua alma, e de todo o teu poder. 6E estas palavras que hoje te ordeno estarão no teu coração; 7e as intimarás a teus filhos e delas falarás assentado em tua casa, e andando pelo caminho, e deitando-te, e levantando-te. 8Também as atarás por sinal na tua mão, e te serão por testeiras entre os teus olhos. 9E as escreverás nos umbrais de tua casa e nas tuas portas.

c) Êxodo, 20:1-17 (Deut, 5:6-21) - 1Então, falou Deus todas estas palavras, dizendo: 2Eu sou o SENHOR, teu Deus, que te tirei da terra do Egito, da casa da servidão. 3Não terás outros deuses diante de mim. 4Não farás para ti imagem de escultura, nem alguma semelhança do que há em cima nos céus, nem em baixo na terra, nem nas águas debaixo da terra. 5Não te encurvarás a elas nem as servirás; porque eu, o SENHOR, teu Deus, sou Deus zeloso, que visito a maldade dos pais nos filhos até à terceira e quarta geração daqueles que me aborrecem 6e faço misericórdia em milhares aos que me amam e guardam os meus mandamentos. 7Não tomarás o nome do SENHOR, teu Deus, em vão; porque o SENHOR não terá por inocente o que tomar o seu nome em vão. 8Lembra-te do dia do sábado, para o santificar. 9Seis dias trabalharás e farás toda a tua obra, 10mas o sétimo dia é o sábado do SENHOR, teu Deus; não farás nenhuma obra, nem tu, nem o teu filho, nem a tua filha, nem o teu servo, nem a tua serva, nem o teu animal, nem o teu estrangeiro que está dentro das tuas portas. 11Porque em seis dias fez o SENHOR os céus e a terra, o mar e tudo que neles há e ao sétimo dia descansou; portanto, abençoou o SENHOR o dia do sábado e o santificou. 12Honra a teu pai e a tua mãe, para que se prolonguem os teus dias na terra que o SENHOR, teu Deus, te dá. 13Não matarás. 14Não adulterarás. 15Não furtarás. 16Não dirás falso testemunho contra o teu próximo. 17Não cobiçarás a casa do teu próximo; não cobiçarás a mulher do teu próximo, nem o seu servo, nem a sua serva, nem o seu boi, nem o seu jumento, nem coisa alguma do teu próximo.

d) Levítico, 19:18 - 18Não te vingarás, nem guardarás ira contra os filhos do teu povo; mas amarás o teu próximo como a ti mesmo. Eu sou o SENHOR.

e) Mateus, 22:37-40 - 37E Jesus disse-lhe: Amarás o Senhor, teu Deus, de todo o teu coração, e de toda a tua alma, e de todo o teu pensamento. 38Este é o primeiro e grande mandamento. 39E o segundo, semelhante a este, é: Amarás o teu próximo como a ti mesmo. 40Desses dois mandamentos dependem toda a lei e os profetas.

f) Marcos, 12:30-33 - 30Amarás, pois, ao Senhor, teu Deus, de todo o teu coração, e de toda a tua alma, e de todo o teu entendimento, e de todas as tuas forças; este é o primeiro mandamento. 31E o segundo, semelhante a este, é: Amarás o teu próximo como a ti mesmo. Não há outro mandamento maior do que estes. 32E o escriba lhe disse: Muito bem, Mestre, e com verdade disseste que há um só Deus e que não há outro além dele; 33e que amá-lo de todo o coração, e de todo o entendimento, e de toda a alma, e de todas as forças e amar o próximo como a si mesmo é mais do que todos os holocaustos e sacrifícios.

g) Mateus, 5:23-25 - 23Portanto, se trouxeres a tua oferta ao altar e aí te lembrares de que teu irmão tem alguma coisa contra ti, 24deixa ali diante do altar a tua oferta, e vai reconciliar-te primeiro com teu irmão, e depois vem, e apresenta a tua oferta. 25Concilia-te depressa com o teu adversário, enquanto estás no caminho com ele, para que não aconteça que o adversário te entregue ao juiz, e o juiz te entregue ao oficial, e te encerrem na prisão.

h) INTERPRETAÇÃO: Livro “Boa Nova”, Irmão X/Francisco Cândido Xavier, Capítulo “A LIÇÃO A NICODEMOS”:

[...] “André sentiu que uma nova compreensão lhe felicitava o espírito simples e perguntou:

- Mestre, já que o corpo é como que à roupa material das almas, por que não somos todos iguais no mundo? Vejo belos jovens, junto de aleijados e paralíticos...

- Acaso não tenho ensinado - disse Jesus - que tem de chorar todo aquele que se transforma em instrumento de escândalo? Cada alma conduz consigo mesma o inferno ou o céu que edificou no âmago da consciência. Seria justo conceder-se uma segunda veste mais perfeita e mais bela ao espírito rebelde que estragou a primeira? Que diríamos da sabedoria de Nosso Pai, se facultasse as possibilidades mais preciosas aos que as utilizaram na véspera para o roubo, o assassínio, a destruição? Os que abusaram da túnica da riqueza vestirão depois as dos 1 âmulos e escravos mais humildes, como as mãos que feriram podem vir a ser cortadas.

- Senhor, compreendo agora o mecanismo do resgate - murmurou Tiago, externando a alegria do seu entendimento. - Mas, observo que, desse modo, o

Mundo precisará sempre do clima do escândalo e do sofrimento, desde que o devedor, para saldar seu débito, não poderá fazê-lo sem que outro lhe tome o lugar com a mesma dívida.

O Mestre apreendeu a amplitude da objeção e esclareceu os discípulos, perguntando:

- Dentro da lei de Moisés, como se verifica o processo da redenção?

Tiago meditou um instante e respondeu:

- Também na lei está escrito que o homem pagará 'olho por olho, dente por dente".

- Também tu, Tiago, estás procedendo como Nicodemos - replicou Jesus com generoso sorriso. - Como todos os homens, aliás, tens raciocinado, mas não tens sentido. Ainda não ponderaste, talvez, que o primeiro mandamento da lei é uma determinação de amor. Acima do "não adulterarás", do "não cobiçarás", está o "amar a Deus sobre todas as coisas, de todo o coração e de todo o entendimento". Como poderá alguém amar o Pai, aborrecendo-lhe a obra?

Contudo, não estranho a exigüidade de visão espiritual com que examinaste o texto dos profetas. Todas as criaturas hão feito o mesmo. Investigando as revelações do céu com o egoísmo que lhes é próprio, organizaram a justiça como o edifício mais alto do idealismo humano. E, entretanto, coloco o amor acima da justiça do mundo e tenho ensinado que só ele cobre a multidão dos pecados. Se nos prendemos à lei de talião, somos obrigados a reconhecer que onde existe um assassino haverá, mais tarde, um homem que necessita ser assassinado; com a lei do amor, porém, compreendemos que o verdugo e a vítima são dois irmãos filhos de um mesmo Pai. Basta que ambos sintam isso para que a fraternidade divina afaste os fantasmas do escândalo e do sofrimento.

-Ante as elucidações do Mestre, os dois discípulos estavam maravilhados. Aquela lição profunda esclarecia-os para sempre.

Tiago, então, aproximou-se e sugeriu a Jesus que proclamasse aquelas verdades novas na pregação do dia seguinte. O Mestre dirigiu-lhe um olhar de admiração e interrogou: - Será que não compreendeste? Pois, se um doutor da lei saiu daqui sem que eu lhe pudesse explicar toda a verdade, como queres que proceda de modo contrário, para com a compreensão simplista do espírito popular? Alguém constrói uma casa iniciando pelo teto o trabalho? Além disso, mandarei mais tarde o Consolador, a fim de esclarecer e dilatar os meus ensinos.

Eminentemente impressionados, André e Tiago calaram as derradeiras interrogações. Aquela palestra particular, entre o Senhor e os discípulos, permaneceria guardada na sombra leve da noite em Jerusalém; mas, a lição a Nicodemos estava dada. A lei da reencarnação estava proclamada para sempre, no Evangelho do Reino.”

 Capítulos “transcendentais”

Cap. 15 – “Joana de Cusa”

Cap. 20 – “Maria de Magdala”

Cap. 30 – “Maria”




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domingo, 5 de dezembro de 2010

LUCAS (O EVANGELHO SEGUNDO), CAPÍTULO 4 : VERSÍCULO 14 – JESUS INAUGURA SUA PREGAÇÃO (Programa de 05 e 08 de Dezembro/2010)

O NOVO TESTAMENTO - TRADUÇÃO "BÍBLIA DE JERUSALÉM"

LUCAS (O EVANGELHO SEGUNDO), CAPÍTULO 4 : VERSÍCULO 14 – JESUS INAUGURA SUA PREGAÇÃO

MINISTÉRIO DE JESUS NA GALILÉIA

Jesus Inaugura sua pregação

14 [Jesus voltou então para a Galiléia], com a força do Espírito, e sua fama espalhou-se por toda a região circunvizinha.
 

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 Comparação do estilo do escritor Humberto de Campos com o estilo do espírito Irmão X:

“(....) Sob os limoeiros copados, cujas ramas, aqui e ali, roçavam o chão, as crianças brincavam, correndo em algazarra, simulando combates de judeus e romanos. Por cima das ramagens, o céu era todo azul e ouro, e uma brisa fresca soprava, como uma carícia, das bandas do lago. Balouçado por ela, o limoal escrevia em hebraico, aqui e ali, no solo pedregoso, com letras de luz abertas na sombra, pequenos poemas misteriosos. Tudo era, em torno, festivo e jovial. As próprias aves, tontas de luz, cantavam mais alto. (....). Humberto de Campos (encarnado), In: O Monstro e Outros Contos. Cap. 60.

“(....) A manhã era bela, no seu manto diáfano de radiosas neblinas. As águas transparentes vinham beijar os eloendros da praia, como se brincassem ao sopro das virações perfumadas da Natureza. Os pescadores entoavam uma cantiga rude e, dispondo inteligentemente as barcaças móveis, deitavam as redes, em meio de profunda alegria. (....)” . Humberto de Campos (espírito). In : Boa Nova. Cap. 3. Primeiras Pregações

 “Os escritores dos evangelhos não fizeram nenhuma tentativa de desenvolver a vida de Cristo histórica ou cronologicamente. Eles também não fizeram nenhuma tentativa de apresentar uma biografia de Cristo. Os escritores, usando o mesmo material existente, selecionaram e arrajaram, segundo sua ênfase e interpretação individual, aquilo que representava o retrato particular de Cristo que eles desejam transmitir. Os evangelhos apresentam a vida de Cristo tematicamente e, por isso, devem ser vistos como complementares e suplementares, em vez de contraditórios”. PENTECOST, J. Dwight. The Words and Works of Jesus Christ: a Study of the Life of Christ. (Citado por Darrel L. Bock. Jesus segundo as escrituras)

 O que significa, em teologia, a “Harmonização” dos Evangelhos? Trata-se da ciência que busca colocar os textos dos Evangelhos em ordem cronológica.

 Critérios usados nos precessos de ordenação cronológica das passagens evangélicas (isto é, “harmonização”), segundo Haroldo Dutra Dias (da UEM, articulista da Revista Reformador):

1. Não mutilar nenhum dos 4 Evangelhos;

2. Conforme a necessidade, comparar as perícopes, texto a texto, frase a frase, expressão a expressão e palavra a palavra;

3. Seguir ordem cronológica, quando é possível ter referências cronológicas concretas, o que raramente acontece;

4. Partir do princípio de que certas referências temporais presentes nos Evangelhos («então», «em seguida», «depois», «naqueles dias», «naquele tempo», «naquele dia», etc.) têm pouca relação temporal ou mesmo nenhuma com os acontecimentos que lhes deram origem. (Um exemplo flagrante: Lc 24, referindo-se ao que aconteceu ao longo de 40 dias, narra-o como se tudo tivesse acontecido no mesmo dia);

5. Como não há possibilidade de conhecer a ordem cronológica exata dos acontecimentos evangélicos, qualquer ordem para eles adotada será, forçosamente, convencional. Assim, seguir, sempre que possível, a ordem presente na maioria dos Evangelhos, em detrimento da minoria;

6. Quando não é possível desempatar pela maioria nem por nenhum critério objetivo, optar por apresentar as perícopes nos vários momentos em que são encontradas nos Evangelhos;

7. Não considerar que a ordem seguida por Lucas seja melhor que a de Marcos e a de João, apesar do que afirma no Prólogo (Lc 1,3-4). (Por exemplo, em Lc 3, 19-22, a prisão de João Baptista está antes do batismo de Jesus, o que é um estranho anacronismo!) Por sua vez, o Evangelho de Mateus, pela sua própria estrutura, segue, visivelmente, uma ordem temática, o que significa que não tem a preocupação de seguir uma ordem cronológica;

8. Por falta de critérios objetivos em contrário, quando um discurso de Jesus se encontra em momentos diferentes, conforme a ordem seguida por cada um dos Evangelhos, transcrevê-lo nesses vários momentos. O mais lógico é aceitar que Jesus repetiu muitos dos seus discursos e/ou partes deles em momentos diferentes da sua vida pública, embora seja impossível conhecer o respectivo contexto. Isto compreende-se, visto que o ensino era baseado na repetição e na memorização;

9. Não havendo evidências para identificar duas ou mais perícopes (um pouco) parecidas como narrações do mesmo acontecimento, considerar como narrações de acontecimentos eventualmente muito semelhantes, mas não do mesmo. Ao longo da sua vida pública, Jesus deve ter passado por muitas situações semelhantes, nas quais teria agido de forma semelhante e às quais teria havido reacções semelhantes;

10. Faltando outros critérios, seguir a coerência dos deslocamentos geográficos na Palestina;

11. Quando não é possível seguir os critérios anteriores, seguir a coerência narrativa, textual e gramatical;

12. Em último recurso, valer-se do paralelismo com outros textos ou expressões dos Evangelhos em particular ou da Bíblia em geral;

13. Não harmonizar expressões como “Reino dos Céus”, típica de Mateus, com a expressão «Reino de Deus», usada pelos outros evangelistas, partindo do pressuposto de que têm o mesmo significado.

 Vejamos alguns exemplo práticos dos critérios de “harmonização" dos textos dos Evangelhos, contidos no livro BOA NOVA(Irmão X/Francisco Candido Xavier), apresentados por Haroldo Dutra Dias:

 1. Capítulo 13 “Pecado e Punição”

Descreve a história e desdobramentos apóstólicos da passagem da “mulher adúltera”.

Desconecta a histórica tradição que identifica a “adúltera” como sendo “Maria Madalena”.

Resolve o problema da “Crítica Textual”.

Aborda a questão da interpretação e aplicação da Toráh: Êxodo, 21:24-25 - 24olho por olho, dente por dente, mão por mão, pé por pé, 25queimadura por queimadura, ferida por ferida, golpe por golpe. Levítico, 24:19-21 - 19Quando também alguém desfigurar o seu próximo, como ele fez, assim lhe será feito: 20quebradura por quebradura, olho por olho, dente por dente; como ele tiver desfigurado a algum homem, assim se lhe fará. 21Quem, pois, matar um animal restituí-lo-á; mas quem matar um homem será morto. Deuteronômio, 19:21 - 21O teu olho não poupará: vida por vida, olho por olho, dente por dente, mão por mão, pé por pé. Levítico, 20:10 - 10Também o homem que adulterar com a mulher de outro, havendo adulterado com a mulher do seu próximo, certamente morrerá o adúltero e a adúltera. Deuteronômio, 22:22-25 - 22Quando um homem for achado deitado com mulher casada com marido, então, ambos morrerão, o homem que se deitou com a mulher e a mulher; assim, tirarás o mal de Israel. 23Quando houver moça virgem, desposada com algum homem, e um homem a achar na cidade e se deitar com ela, 24então, trareis ambos à porta daquela cidade e os apedrejareis com pedras, até que morram; a moça, porquanto não gritou na cidade, e o homem, porquanto humilhou a mulher do seu próximo; assim, tirarás o mal do meio de ti. 25E, se algum homem, no campo, achar uma moça desposada, e o homem a forçar, e se deitar com ela, então, morrerá só o homem que se deitou com ela.

2. Capítulo 10 “O Perdão”

Descreve a história e desdobramentos apóstólicos da pregação e rejeição de Jesus em sua cidade natal – Nazaré –unificando a narrativa de Mt,13:54-58 e Mc, 6:1-6 – muito similares – com a de Lucas (4:16-30) – que acrescenta mais dados – antecipando em 60 anos as propostas de harmonizações evangélicas recentes, como a de Darrel L. Bock.

Contextualiza cronologicamente a famosa passagem do “perdoar setenta vezes sete vezes” (Lc, 17:4 / Mt, 18:21-22) no início do ministério de Jesus.




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LUCAS (O EVANGELHO SEGUNDO), CAPÍTULO 4 : VERSÍCULO 14 – JESUS INAUGURA SUA PREGAÇÃO (Programa de 05 e 08 de Dezembro/2010)

O NOVO TESTAMENTO - TRADUÇÃO "BÍBLIA DE JERUSALÉM"

LUCAS (O EVANGELHO SEGUNDO), CAPÍTULO 4 : VERSÍCULO 14 – JESUS INAUGURA SUA PREGAÇÃO

MINISTÉRIO DE JESUS NA GALILÉIA

Jesus Inaugura sua pregação

14 [Jesus voltou então para a Galiléia], com a força do Espírito, e sua fama espalhou-se por toda a região circunvizinha.
 

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 Comparação do estilo do escritor Humberto de Campos com o estilo do espírito Irmão X:

“(....) Sob os limoeiros copados, cujas ramas, aqui e ali, roçavam o chão, as crianças brincavam, correndo em algazarra, simulando combates de judeus e romanos. Por cima das ramagens, o céu era todo azul e ouro, e uma brisa fresca soprava, como uma carícia, das bandas do lago. Balouçado por ela, o limoal escrevia em hebraico, aqui e ali, no solo pedregoso, com letras de luz abertas na sombra, pequenos poemas misteriosos. Tudo era, em torno, festivo e jovial. As próprias aves, tontas de luz, cantavam mais alto. (....). Humberto de Campos (encarnado), In: O Monstro e Outros Contos. Cap. 60.

“(....) A manhã era bela, no seu manto diáfano de radiosas neblinas. As águas transparentes vinham beijar os eloendros da praia, como se brincassem ao sopro das virações perfumadas da Natureza. Os pescadores entoavam uma cantiga rude e, dispondo inteligentemente as barcaças móveis, deitavam as redes, em meio de profunda alegria. (....)” . Humberto de Campos (espírito). In : Boa Nova. Cap. 3. Primeiras Pregações

 “Os escritores dos evangelhos não fizeram nenhuma tentativa de desenvolver a vida de Cristo histórica ou cronologicamente. Eles também não fizeram nenhuma tentativa de apresentar uma biografia de Cristo. Os escritores, usando o mesmo material existente, selecionaram e arrajaram, segundo sua ênfase e interpretação individual, aquilo que representava o retrato particular de Cristo que eles desejam transmitir. Os evangelhos apresentam a vida de Cristo tematicamente e, por isso, devem ser vistos como complementares e suplementares, em vez de contraditórios”. PENTECOST, J. Dwight. The Words and Works of Jesus Christ: a Study of the Life of Christ. (Citado por Darrel L. Bock. Jesus segundo as escrituras)

 O que significa, em teologia, a “Harmonização” dos Evangelhos? Trata-se da ciência que busca colocar os textos dos Evangelhos em ordem cronológica.

 Critérios usados nos precessos de ordenação cronológica das passagens evangélicas (isto é, “harmonização”), segundo Haroldo Dutra Dias (da UEM, articulista da Revista Reformador):

1. Não mutilar nenhum dos 4 Evangelhos;

2. Conforme a necessidade, comparar as perícopes, texto a texto, frase a frase, expressão a expressão e palavra a palavra;

3. Seguir ordem cronológica, quando é possível ter referências cronológicas concretas, o que raramente acontece;

4. Partir do princípio de que certas referências temporais presentes nos Evangelhos («então», «em seguida», «depois», «naqueles dias», «naquele tempo», «naquele dia», etc.) têm pouca relação temporal ou mesmo nenhuma com os acontecimentos que lhes deram origem. (Um exemplo flagrante: Lc 24, referindo-se ao que aconteceu ao longo de 40 dias, narra-o como se tudo tivesse acontecido no mesmo dia);

5. Como não há possibilidade de conhecer a ordem cronológica exata dos acontecimentos evangélicos, qualquer ordem para eles adotada será, forçosamente, convencional. Assim, seguir, sempre que possível, a ordem presente na maioria dos Evangelhos, em detrimento da minoria;

6. Quando não é possível desempatar pela maioria nem por nenhum critério objetivo, optar por apresentar as perícopes nos vários momentos em que são encontradas nos Evangelhos;

7. Não considerar que a ordem seguida por Lucas seja melhor que a de Marcos e a de João, apesar do que afirma no Prólogo (Lc 1,3-4). (Por exemplo, em Lc 3, 19-22, a prisão de João Baptista está antes do batismo de Jesus, o que é um estranho anacronismo!) Por sua vez, o Evangelho de Mateus, pela sua própria estrutura, segue, visivelmente, uma ordem temática, o que significa que não tem a preocupação de seguir uma ordem cronológica;

8. Por falta de critérios objetivos em contrário, quando um discurso de Jesus se encontra em momentos diferentes, conforme a ordem seguida por cada um dos Evangelhos, transcrevê-lo nesses vários momentos. O mais lógico é aceitar que Jesus repetiu muitos dos seus discursos e/ou partes deles em momentos diferentes da sua vida pública, embora seja impossível conhecer o respectivo contexto. Isto compreende-se, visto que o ensino era baseado na repetição e na memorização;

9. Não havendo evidências para identificar duas ou mais perícopes (um pouco) parecidas como narrações do mesmo acontecimento, considerar como narrações de acontecimentos eventualmente muito semelhantes, mas não do mesmo. Ao longo da sua vida pública, Jesus deve ter passado por muitas situações semelhantes, nas quais teria agido de forma semelhante e às quais teria havido reacções semelhantes;

10. Faltando outros critérios, seguir a coerência dos deslocamentos geográficos na Palestina;

11. Quando não é possível seguir os critérios anteriores, seguir a coerência narrativa, textual e gramatical;

12. Em último recurso, valer-se do paralelismo com outros textos ou expressões dos Evangelhos em particular ou da Bíblia em geral;

13. Não harmonizar expressões como “Reino dos Céus”, típica de Mateus, com a expressão «Reino de Deus», usada pelos outros evangelistas, partindo do pressuposto de que têm o mesmo significado.

 Vejamos alguns exemplo práticos dos critérios de “harmonização" dos textos dos Evangelhos, contidos no livro BOA NOVA(Irmão X/Francisco Candido Xavier), apresentados por Haroldo Dutra Dias:

 1. Capítulo 13 “Pecado e Punição”

Descreve a história e desdobramentos apóstólicos da passagem da “mulher adúltera”.

Desconecta a histórica tradição que identifica a “adúltera” como sendo “Maria Madalena”.

Resolve o problema da “Crítica Textual”.

Aborda a questão da interpretação e aplicação da Toráh: Êxodo, 21:24-25 - 24olho por olho, dente por dente, mão por mão, pé por pé, 25queimadura por queimadura, ferida por ferida, golpe por golpe. Levítico, 24:19-21 - 19Quando também alguém desfigurar o seu próximo, como ele fez, assim lhe será feito: 20quebradura por quebradura, olho por olho, dente por dente; como ele tiver desfigurado a algum homem, assim se lhe fará. 21Quem, pois, matar um animal restituí-lo-á; mas quem matar um homem será morto. Deuteronômio, 19:21 - 21O teu olho não poupará: vida por vida, olho por olho, dente por dente, mão por mão, pé por pé. Levítico, 20:10 - 10Também o homem que adulterar com a mulher de outro, havendo adulterado com a mulher do seu próximo, certamente morrerá o adúltero e a adúltera. Deuteronômio, 22:22-25 - 22Quando um homem for achado deitado com mulher casada com marido, então, ambos morrerão, o homem que se deitou com a mulher e a mulher; assim, tirarás o mal de Israel. 23Quando houver moça virgem, desposada com algum homem, e um homem a achar na cidade e se deitar com ela, 24então, trareis ambos à porta daquela cidade e os apedrejareis com pedras, até que morram; a moça, porquanto não gritou na cidade, e o homem, porquanto humilhou a mulher do seu próximo; assim, tirarás o mal do meio de ti. 25E, se algum homem, no campo, achar uma moça desposada, e o homem a forçar, e se deitar com ela, então, morrerá só o homem que se deitou com ela.

2. Capítulo 10 “O Perdão”

Descreve a história e desdobramentos apóstólicos da pregação e rejeição de Jesus em sua cidade natal – Nazaré –unificando a narrativa de Mt,13:54-58 e Mc, 6:1-6 – muito similares – com a de Lucas (4:16-30) – que acrescenta mais dados – antecipando em 60 anos as propostas de harmonizações evangélicas recentes, como a de Darrel L. Bock.

Contextualiza cronologicamente a famosa passagem do “perdoar setenta vezes sete vezes” (Lc, 17:4 / Mt, 18:21-22) no início do ministério de Jesus.




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sábado, 27 de novembro de 2010

LUCAS (O EVANGELHO SEGUNDO), CAPÍTULO 4 : VERSÍCULO 14 – JESUS INAUGURA SUA PREGAÇÃO (Programa de 28 Novembro e 01 de Dezembro/2010)

O NOVO TESTAMENTO - TRADUÇÃO "BÍBLIA DE JERUSALÉM"

LUCAS (O EVANGELHO SEGUNDO), CAPÍTULO 4 : VERSÍCULO 14 – JESUS INAUGURA SUA PREGAÇÃO

MINISTÉRIO DE JESUS NA GALILÉIA

Jesus Inaugura sua pregação

14 [Jesus voltou então para a Galiléia], com a força do Espírito, e sua fama espalhou-se por toda a região circunvizinha.


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 Humberto de Campos, na introdução do Livro BOA NOVA, assevera que : “(....) os planos espirituais têm também o seu folclore. Os feitos heróicos e abençoados, muitas vezes anônimos no mundo, praticados por seres desconhecidos, encerram aqui profundas lições, em que encontramos forças novas. Todas as expressões evangélicas têm, entre nós, a sua história viva. Nenhuma delas é símbolo superficial. Inumeráveis observações sobre o Mestre e seus continuadores palpitam nos corações estudiosos e sinceros.

Dos milhares de episódios desse folclore do céu, consegui reunir trinta e trazer ao conhecimento do amigo generoso que me concede a sua atenção. Concordo em que é pouco; mas isso deve valer como tentativa útil, pois estou certo de que não me faltou o auxilio indispensável. (....)”. Humberto de Campos: In: Boa Nova. Prefácio. Na Escola do Evangelho.

 Folclore: Conhecimento, saber, educação, instrução do Povo; Conjunto de costumes, lendas, provérbios, manifestações artísticas em geral, preservado, através da tradição oral, por um povo. In: Dicionário Houaiss.

 IRMÃO X, pseudônimo do espírito HUMBERTO DE CAMPOS, que se comunicara utilizando a mediunidade de Francisco Candido Xavier

 Notas biográficas de Humberto de Campos

Nasceu em Miritiba, Maranhão, em 1886.

Órfão de pai aos 7 anos, infância pobre.

Aos 17 anos, no Pará, começa a trabalhar como jornalista.

Aos 24, primeiro livro: “Poeira”.

Em 1920, torna-se deputado estadual e terceiro ocupante da cadeira de nº 20 da Academia Brasileira de Letras.

Na década de 30: doença, mudança de estilo – de “mordaz e cômico” para “defensor dos menos favorecidos” – cegueira.

Morre em dezembro de 1934.

 Biografia ”Espiritual” de Humberto de Campos

Março de 1935: primeiras mensagens psicográficas: “A Palavra dos Mortos” e “De um casarão do Outro Mundo”.

1937: primeiras obras psicográficas.

1944: processo da viúva de Humberto de Campos contra a FEB.

1945: Utilização do pseudônimo “Irmão X” (Humberto de Campos, quando encarnado, usara o pseudônimo "Conselheiro X").

 Bibliografia do espírito de Humberto de Campos

1. Palavras do Infinito

2. Crônicas de Além-Túmulo

3. Brasil, Coração do Mundo, Pátria do Evangelho

4. Novas Mensagens

5. Boa Nova

6. Reportagens de Além-Túmulo

7. Lázaro Redivivo

8. Luz Acima

9. Pontos e Contos

10. Contos e Apólogos

11. Contos Desta e Doutra Vida

12. Cartas e Crônicas

13. Estante da Vida

14. Relatos da Vida

15. Histórias e Anotações

 Opinião crítica de Agrippino Grieco (crítico literário possuidor de uma biblioteca com mais de 50.000 títulos, chamado “O Leão da Crítica”, amigo pessoal de Humberto de Campos, católico, autor dos livros “Francisco de Assis” e “Poesia Cristã”): Jornal Diário da Tarde. 31 de julho de 1939

"Mas o certo é que, como crítico literário, não pude deixar de impressionar-me com o que realmente existe no pensamento e na forma daqueles dois autores patrícios, nos versos de um e na prosa do outro. Se é mistificação, parece-me muito conduzida. Tendo lido as paródias de Albert Sorel, Paul Reboux e Charles Muller, julgo ser difícil (isso o digo com a maior lealdade) levar tão longe a técnica do "pastiche".

 Opinião crítica de Agrippino Grieco: Jornal Diário Mercantil. 5 de agosto de 1939

“O que não me deixou dúvidas, sob o ponto de vista literário, foi a constatação fácil da linguagem inconfundível de Humberto de Campos na página que li. Como crítico, se, sem que eu conhecesse sua procedência, me houvessem apresentado, tê-la-ia atribuído ao autor de ‘Sombras que sofrem’, ‘Crônicas’, ‘Memórias’, e outras inúmeras preciosidades das nossas letras contemporâneas”.

 Opinião crítica de Agrippino Grieco: Jornal Diário da Noite. 21 de setembro de 1939

“Quanto a mim, não podendo aceitar sem maior exame a certeza de um ‘pastiche’, de uma paródia, tive, como crítico literário que há trinta estuda a mecânica dos estilos, a sensação espontânea de percorrer um manuscrito glorioso. Eram em tudo os processos de Humberto de Campos, a sua amenidade, a sua vontade de parecer austero, o seu tom entre ligeiro e conselheiral. Alusões à Grécia e ao Egito, à Acrópole, a Tirésias, ao véu de Ísis muito ao agrado do autor dos ‘Carvalhos e Roseirais’. Uma referência a Saint-Beuve, crítico predileto de nós ambos, mestre do gosto e clareza que Humberto não se cansava de exaltar em suas palestras, que não me canso de exaltar em minhas palestras. Conjunto bem articulado. Uma crônica, em suma, que, dada a ler a qualquer leitor de mediana instrução, logo lhe arrancaria este comentário: ‘É Humberto puro!’”.

 Declaração de D.Ana de Campos Vera (mãe de Humberto de Campos), após ler a mensagem psicográfica “Carta a minha Mãe”, constante do intróito de Parnaso de Além Túmulo. BARBOSA, Elias. Humberto de Campos e Chico Xavier: a Mecânica do Estilo. Araras, SP, 1ª Edição, IDE, 2005. pág 13.

“(....) o estilo é o mesmo do meu filho”.

 
 
 
 
 
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