quinta-feira, 17 de junho de 2010

LUCAS (O Evangelho Segundo) – CAPÍTULO 4 – VERSÍCULOS 5

Lucas (O Evangelho Segundo), capítulo 4, versículo 5 (próximo programa)

5. o diabo, levando-o [ para mais alto ] , mostrou-lhe num instante todos os reinos da terra.

Abaixo, uma visão panorâmica do Deserto da Judéia, em um lugar "mais alto", de onde - em linguagem figurada, na alegoria da segunda tentação no deserto - teriam sido mostrados todos os reinos da terra.


Votos de paz, Fabiano


***




LUCAS (O Evangelho Segundo) – CAPÍTULO 4 – VERSÍCULOS 5

Lucas (O Evangelho Segundo), capítulo 4, versículo 5 (próximo programa)

5. o diabo, levando-o [ para mais alto ] , mostrou-lhe num instante todos os reinos da terra.

Abaixo, uma visão panorâmica do Deserto da Judéia, em um lugar "mais alto", de onde - em linguagem figurada, na alegoria da segunda tentação no deserto - teriam sido mostrados todos os reinos da terra.


Votos de paz, Fabiano


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LUCAS (O Evangelho Segundo) – CAPÍTULO 4 – VERSÍCULOS 5 (Programa de 20 e 23 Junho/2010)

Lucas (O Evangelho Segundo), capítulo 4, versículo 5


5. o diabo, levando-o para mais alto, mostrou-lhe num instante [ todos os reinos da terra ].


OUÇA NOVAMENTE O ÁUDIO DO PROGRAMA

Clique no PLAY ("setinha") da figura abaixo:


"TODOS OS REINOS DA TERRA" 

 O deserto da Judéia é composto por cadeias de montanhas rochosas.

 Na alegoria da segunda tentação, em linguagem figurada (ver em “A GÊNESE”, o Cap. III, itens 1, 2 e 3, Origens do Bem e do Mal; e Cap. XV, itens 52 e 53, Tentação no Deserto), Jesus teria sido transportado para o alto de uma das montanhas desérticas, onde o “inimigo” teria lhe apresentado a divisão dos reinos da Terra.

 Anelando o entendimento do significado do simbolismo da parábola da tentação no deserto, poder-se-ia dizer que a missão de Jesus encontraria uma divisão sócio-política extremamente complexa no mundo, intensamente dominada pelos políticos, reis, exércitos e demais poderes temporais.

 Naquele tempo, as nações estavam partidas em reinos, impérios, e dominadores militares. Destarte, o Império Romano exercia a hegemonia militar da época, controlando quase todos os povos do mediterrâneo e Ásia Menor. Roma foi um estado totalmente militarista, cuja história e o desenvolvimento sempre foram muito relacionados às grandes conquistas de suas legiões, durante os seus 12 séculos de história. Então, o tema central a ser analisado quando se discute a História Militar da Roma Antiga é o sucesso conseguido pelos exércitos romanos em batalhas campais que garantiam sua hegemonia, desde a conquista da península Itálica às batalhas finais contra os bárbaros.

Nos territórios dominados pelos romanos eram estabelecidas províncias, nas quais, para que houvesse qualidade de vida para os funcionários e soldados romanos que nelas vivessem, desenvolvia-se o urbanismo, construíam-se aquedutos, consolidava-se um sistema judiciário, implementava-se o comércio, contudo, para subsidiar essa reforma social, exorbitavam em cobrança de impostos, o que acarretava nas classes menos favorecidas uma pobreza mais intensa ainda. O território hebreu foi anexado aos territórios dominados com o nome de Província da Judéia, e posteriormente fora denominada província sírio-palestina.

Muitos soldados das legiões eram recrutados dentre os habitantes do povo dominado (dentre as recompensas para os que ingressassem, a mais importante era a cidadania romana, obtida  após mais de 20 anos de serviço). No caso da Província da Judéia, em razão da proibição da Lei Judaica a esse respeito, a coorte militar era constituída quase exclusivamente por estrangeiros, o que contribuía para o preconceito nacional, por vezes ódio, contra os gentios.

Para o entendimento do contexto dos personagens citados no Novo Testamento, cabe explicar que um grupamento de oitenta homens (e não cem, como o nome induz-nos a crer) era chefiado por um centurião, formando uma centúria.

O grupamento de 5 a 8 centúrias constituíam uma coorte. A coorte poderia ser comandada por várias autoridades, por exemplo um TRIBUNO (vide a história de Públio Lentulus, o tribuno do romance “Há dois mil anos”) ou um praefectus. O tribuno (em latim tribunus) era o magistrado que atuava junto ao Senado em defesa dos direitos e interesses da plebe. Um destacamento de 6 a 8 coortes formava uma legião romana. As legiões eram comandadas por Generais, em sua maioria. Na Síria havia duas, e posteriormente 4, legiões estacionadas, enquanto que na Judéia – acredita-se - havia apenas uma (ou talvez duas) coorte, a qual era comandada pelo praefectus, ou prefeito da Judéia, que era a maior autoridade delegada do Poder Romano na província. Não obstante, a maior autoridade romana em toda a região era o Governador da Síria.

Abaixo, o Império Romano, ao tempo de Caio Júlio César Octaviano Augusto (Imperador César Augusto de 27ac - 14dc)

Clique na imagem para ampliar.



Abaixo, o Império Romano sob Trajano em 117 d.C.; Províncias imperiais são sombreadas em verde, províncias senatoriais são sombreadas em bege e estados-clientes são sombreados em cinza.

Clique na imagem para ampliar.


Abaixo, a evolução territorial no "mundo romano" ao longo dos séculos.

Legenda
*



Clique na imagem abaixo, e observe as mudanças no mapa! Você verá as diferentes fases do Império Romano na linha do tempo. Muito interessante.


Abaixo, a divisão da Província da Judéia em Tetrarquias, ou governo da quarta parte do território dominado.


Posição das Legiões Romanas nas regiões dominadas




Para estudar mais sobre a Roma Antiga, clique NESTE LINK

Votos de paz, Fabiano


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LUCAS (O Evangelho Segundo) – CAPÍTULO 4 – VERSÍCULOS 5 (Programa de 20 e 23 Junho/2010)

Lucas (O Evangelho Segundo), capítulo 4, versículo 5


5. o diabo, levando-o para mais alto, mostrou-lhe num instante [ todos os reinos da terra ].


OUÇA NOVAMENTE O ÁUDIO DO PROGRAMA

Clique no PLAY ("setinha") da figura abaixo:


"TODOS OS REINOS DA TERRA" 

 O deserto da Judéia é composto por cadeias de montanhas rochosas.

 Na alegoria da segunda tentação, em linguagem figurada (ver em “A GÊNESE”, o Cap. III, itens 1, 2 e 3, Origens do Bem e do Mal; e Cap. XV, itens 52 e 53, Tentação no Deserto), Jesus teria sido transportado para o alto de uma das montanhas desérticas, onde o “inimigo” teria lhe apresentado a divisão dos reinos da Terra.

 Anelando o entendimento do significado do simbolismo da parábola da tentação no deserto, poder-se-ia dizer que a missão de Jesus encontraria uma divisão sócio-política extremamente complexa no mundo, intensamente dominada pelos políticos, reis, exércitos e demais poderes temporais.

 Naquele tempo, as nações estavam partidas em reinos, impérios, e dominadores militares. Destarte, o Império Romano exercia a hegemonia militar da época, controlando quase todos os povos do mediterrâneo e Ásia Menor. Roma foi um estado totalmente militarista, cuja história e o desenvolvimento sempre foram muito relacionados às grandes conquistas de suas legiões, durante os seus 12 séculos de história. Então, o tema central a ser analisado quando se discute a História Militar da Roma Antiga é o sucesso conseguido pelos exércitos romanos em batalhas campais que garantiam sua hegemonia, desde a conquista da península Itálica às batalhas finais contra os bárbaros.

Nos territórios dominados pelos romanos eram estabelecidas províncias, nas quais, para que houvesse qualidade de vida para os funcionários e soldados romanos que nelas vivessem, desenvolvia-se o urbanismo, construíam-se aquedutos, consolidava-se um sistema judiciário, implementava-se o comércio, contudo, para subsidiar essa reforma social, exorbitavam em cobrança de impostos, o que acarretava nas classes menos favorecidas uma pobreza mais intensa ainda. O território hebreu foi anexado aos territórios dominados com o nome de Província da Judéia, e posteriormente fora denominada província sírio-palestina.

Muitos soldados das legiões eram recrutados dentre os habitantes do povo dominado (dentre as recompensas para os que ingressassem, a mais importante era a cidadania romana, obtida  após mais de 20 anos de serviço). No caso da Província da Judéia, em razão da proibição da Lei Judaica a esse respeito, a coorte militar era constituída quase exclusivamente por estrangeiros, o que contribuía para o preconceito nacional, por vezes ódio, contra os gentios.

Para o entendimento do contexto dos personagens citados no Novo Testamento, cabe explicar que um grupamento de oitenta homens (e não cem, como o nome induz-nos a crer) era chefiado por um centurião, formando uma centúria.

O grupamento de 5 a 8 centúrias constituíam uma coorte. A coorte poderia ser comandada por várias autoridades, por exemplo um TRIBUNO (vide a história de Públio Lentulus, o tribuno do romance “Há dois mil anos”) ou um praefectus. O tribuno (em latim tribunus) era o magistrado que atuava junto ao Senado em defesa dos direitos e interesses da plebe. Um destacamento de 6 a 8 coortes formava uma legião romana. As legiões eram comandadas por Generais, em sua maioria. Na Síria havia duas, e posteriormente 4, legiões estacionadas, enquanto que na Judéia – acredita-se - havia apenas uma (ou talvez duas) coorte, a qual era comandada pelo praefectus, ou prefeito da Judéia, que era a maior autoridade delegada do Poder Romano na província. Não obstante, a maior autoridade romana em toda a região era o Governador da Síria.

Abaixo, o Império Romano, ao tempo de Caio Júlio César Octaviano Augusto (Imperador César Augusto de 27ac - 14dc)

Clique na imagem para ampliar.



Abaixo, o Império Romano sob Trajano em 117 d.C.; Províncias imperiais são sombreadas em verde, províncias senatoriais são sombreadas em bege e estados-clientes são sombreados em cinza.

Clique na imagem para ampliar.


Abaixo, a evolução territorial no "mundo romano" ao longo dos séculos.

Legenda
*



Clique na imagem abaixo, e observe as mudanças no mapa! Você verá as diferentes fases do Império Romano na linha do tempo. Muito interessante.


Abaixo, a divisão da Província da Judéia em Tetrarquias, ou governo da quarta parte do território dominado.


Posição das Legiões Romanas nas regiões dominadas




Para estudar mais sobre a Roma Antiga, clique NESTE LINK

Votos de paz, Fabiano


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sábado, 12 de junho de 2010

LUCAS (O Evangelho Segundo) – CAPÍTULO 4 – VERSÍCULO 4 (Programa de 13 e 16 Junho/2010)

4 Replicou-lhe Jesus: “ Está escrito: [ Não só de pão viverá o homem ] ”.



OUÇA NOVAMENTE O ÁUDIO DO PROGRAMA

Clique no PLAY ("setinha") da figura abaixo:




* Livro “FONTE VIVA”

Emmanuel, psicografia de Francisco Cândido Xavier

Capítulo “NÃO SOMENTE”

Nem só de pão vive o homem. - Jesus. (MATEUS. 4:4).

Não somente agasalho que proteja o corpo, mas também o refúgio de conhecimentos superiores que fortaleçam a alma.

Não só a beleza da máscara fisionômica, mas igualmente a formosura e nobreza dos sentimentos.

Não apenas a eugenia que aprimora os músculos, mas também a educação que aperfeiçoa as maneiras.

Não somente a cirurgia que extirpa o defeito orgânico, mas igualmente o esforço próprio que anula o defeito íntimo.

Não só o domicílio confortável para a vida física, mas também a casa invisível dos princípios edificantes em que o espírito se faça útil, estimado e respeitável.

Não apenas os títulos honrosos que ilustram a personalidade transitória, mas igualmente as virtudes comprovadas, na luta objetiva, que enriqueçam a consciência eterna.

Não somente claridade para os olhos mortais, mas também luz divina para o entendimento imperecível.

Não só aspecto agradável, mas igualmente utilidade viva.

Não apenas flores, mas também frutos.

Não somente ensino continuado, mas igualmente demonstração ativa..

Não só teoria excelente, mas também prática santificante.

Não apenas nós, mas igualmente os outros.

Disse o Mestre: - "Nem só de pão vive o homem".

Apliquemos o sublime conceito ao imenso campo do mundo.

Bom gosto, harmonia e dignidade na vida exterior constituem dever, mas não nos esqueçamos da pureza, da elevação e dos recursos sublimes da vida interior, com que nos dirigimos para a Eternidade.


* LIVRO "CEIFA DE LUZ"


Capítulo LEGENDAS DO LITERATO ESPÍRITA

Emmanuel/Francisco Cândido Xavier


"... Nem só de pão viverá o homem, mas de toda palavra que procede de Deus." - JESUS (Mateus, 4:4.)


Optar, como deseje, por essa ou aquela escola literária respeitável, mas vincular a própria obra aos ensinamentos de Jesus.


Emitir com dignidade os conceitos que espose; no entanto, afeiçoar-se quanto possível, ao hábito da prece, buscando a inspiração dos Planos Superiores.


Exaltar o ideal, integrando-se, porém com a realidade.


Cultivar os primores do estilo, considerando, em todo tempo, a responsabilidade da palavra.


Enunciar o que pense; entretanto, abster-se de segregação nos pontos de vista pessoais, em detrimento da verdade.


Aperfeiçoar os valores artísticos; todavia, evitar o hermetismo que obstrua os canais de comunicação com os outros.


Entesourar os recursos da inteligência, mas reconhecer que a cultura intelectual, só por si, nem sempre é fundamento absoluto na obra da sublimação do espírito.


Devotar-se à firmeza na exposição dos princípios que abraça, sem fomentar a discórdia.


Valorizar os amigos, agradecendo-lhes o concurso; no entanto, nunca desprezar os adversários ou subestimar-lhes a importância.


Conservar a certeza do que ensina, mas estudar sempre, a fim de ouvir com equilíbrio, ver com segurança, analisar com proveito e servir mais. 


LUCAS (O Evangelho Segundo) – CAPÍTULO 4 – VERSÍCULO 4 (Programa de 13 e 16 Junho/2010)

4 Replicou-lhe Jesus: “ Está escrito: [ Não só de pão viverá o homem ] ”.



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* Livro “FONTE VIVA”

Emmanuel, psicografia de Francisco Cândido Xavier

Capítulo “NÃO SOMENTE”

Nem só de pão vive o homem. - Jesus. (MATEUS. 4:4).

Não somente agasalho que proteja o corpo, mas também o refúgio de conhecimentos superiores que fortaleçam a alma.

Não só a beleza da máscara fisionômica, mas igualmente a formosura e nobreza dos sentimentos.

Não apenas a eugenia que aprimora os músculos, mas também a educação que aperfeiçoa as maneiras.

Não somente a cirurgia que extirpa o defeito orgânico, mas igualmente o esforço próprio que anula o defeito íntimo.

Não só o domicílio confortável para a vida física, mas também a casa invisível dos princípios edificantes em que o espírito se faça útil, estimado e respeitável.

Não apenas os títulos honrosos que ilustram a personalidade transitória, mas igualmente as virtudes comprovadas, na luta objetiva, que enriqueçam a consciência eterna.

Não somente claridade para os olhos mortais, mas também luz divina para o entendimento imperecível.

Não só aspecto agradável, mas igualmente utilidade viva.

Não apenas flores, mas também frutos.

Não somente ensino continuado, mas igualmente demonstração ativa..

Não só teoria excelente, mas também prática santificante.

Não apenas nós, mas igualmente os outros.

Disse o Mestre: - "Nem só de pão vive o homem".

Apliquemos o sublime conceito ao imenso campo do mundo.

Bom gosto, harmonia e dignidade na vida exterior constituem dever, mas não nos esqueçamos da pureza, da elevação e dos recursos sublimes da vida interior, com que nos dirigimos para a Eternidade.


* LIVRO "CEIFA DE LUZ"


Capítulo LEGENDAS DO LITERATO ESPÍRITA

Emmanuel/Francisco Cândido Xavier


"... Nem só de pão viverá o homem, mas de toda palavra que procede de Deus." - JESUS (Mateus, 4:4.)


Optar, como deseje, por essa ou aquela escola literária respeitável, mas vincular a própria obra aos ensinamentos de Jesus.


Emitir com dignidade os conceitos que espose; no entanto, afeiçoar-se quanto possível, ao hábito da prece, buscando a inspiração dos Planos Superiores.


Exaltar o ideal, integrando-se, porém com a realidade.


Cultivar os primores do estilo, considerando, em todo tempo, a responsabilidade da palavra.


Enunciar o que pense; entretanto, abster-se de segregação nos pontos de vista pessoais, em detrimento da verdade.


Aperfeiçoar os valores artísticos; todavia, evitar o hermetismo que obstrua os canais de comunicação com os outros.


Entesourar os recursos da inteligência, mas reconhecer que a cultura intelectual, só por si, nem sempre é fundamento absoluto na obra da sublimação do espírito.


Devotar-se à firmeza na exposição dos princípios que abraça, sem fomentar a discórdia.


Valorizar os amigos, agradecendo-lhes o concurso; no entanto, nunca desprezar os adversários ou subestimar-lhes a importância.


Conservar a certeza do que ensina, mas estudar sempre, a fim de ouvir com equilíbrio, ver com segurança, analisar com proveito e servir mais. 


sábado, 5 de junho de 2010

LUCAS (O Evangelho Segundo) – CAPÍTULO 4 – VERSÍCULO 4 (Programa de 06 e 09 Junho/2010)

4 Replicou-lhe Jesus: “ [ Está escrito ] : Não só de pão viverá o homem ”.


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Clique no PLAY ("setinha") da figura abaixo:


 LIVRO “NA HORA DO TESTEMUNHO”


"Chega um momento em que temos de dar testemunho da nossa convicção, da nossa fidelidade aos princípios que esposamos. Se não formos capazes de defende-los damos uma prova de insegurança moral. A traição aos nossos princípios, aos textos básicos da nossa convicção é um insulto à nossa dignidade pessoal, que se revela inconsistente. Os que assim procedem só têm um meio de reabilitação: a retratação pública e a renúncia aos cargos que exercem no plano doutrinário que traíram.




Este é um livro de mensagens, crônicas, poemas e cartas, que Herculano Pires e Chico Xavier escolheram, para deixarem documentadas suas posições, quanto à importância da defesa da obra de Kardec contra as tentativas de adulteração, que ocorrem dentro do próprio movimento espírita. Leitura obrigatória para os espíritas, previne-os contra a estagnação simplória na crença e a aceitação de “mentores” deste e do outro mundo, que por meios tipicamente farisaicos atrelam facilmente os ingênuos e os vaidosos ao carro fantasioso das suas pretensões". (Editora Pandéia, www.editorapaideia.com.br)

Obra fortemente recomendável à leitura, face aos alertas para todo o Movimento Espírita nela contidas, e às reflexões sobre a imperiosa necessidade de lutarmos pela fidelidade e pela unidade da Doutrina Espírita.

 SIMBOLISMO HISTÓRICO: a missão de Jesus seria matar a fome do espírito. Para saciar a fome e as necessidades materiais dos povos, O Cristo ainda enviaria missionários em todas as épocas da humanidade, que nas diversas esferas das ciências promoveriam a evolução das condições econômicas das sociedades. O tempo – ímpar e valiosíssimo - de Jesus na crosta terrestre deveria ser usado unicamente para o desenvolvimento espiritual e moral da humanidade. Jesus é o “pão da vida”, o “pão vivo que desceu dos céus”, o verbo que “se fez carne” para saciar a fome existencial dos espíritos.

 Pensemos na aplicação dessa passagem, no que diz respeito ao trabalho das religiões cristãs. O Cristo não prometeu satisfazer a fome do corpo, mas sim a do espírito. As religiões cristãs não devem propor transformar pedra em pão, isto é, oferecer a satisfação das necessidades corporais (casa, emprego, carro, prosperidade financeira, prosperidade empresarial) para aqueles que seguirem a Jesus, pois ele próprio não transformou a pedra em pão, não ensinou o caminho da prosperidade material, mas focou exclusivamente na caridade. Os seus seguidores não ficaram ricos, pelo contrário, doaram tudo que possuíam aos mais necessitados.

 SIMBOLISMO ESPIRITUAL: Em relação ao simbolismo espiritual, o espírito deve combater o egoísmo, desapegar-se da materialidade, e matar a fome de sentido e significado existenciais, no alimento espiritual. Jesus intitulou a si mesmo de “pão vivo que desceu do Céu”. Através da vida evangelizada, o espírito transforma os instintos egoísticos em altruísmo.

Vejamos as palavras de Lázaro, contidas em O Evangelho Segundo o Espiritismo, capítulo XI:


A lei de amor
8. O amor resume a doutrina de Jesus toda inteira, visto que esse é o sentimento por excelência, e os sentimentos são os instintos elevados à altura do progresso feito. Em sua origem, o homem só tem instintos; quando mais avançado e corrompido, só tem sensações; quando instruído e depurado, tem sentimentos. E o ponto delicado do sentimento é o amor, não o amor no sentido vulgar do termo, mas esse sol interior que condensa e reúne em seu ardente foco todas as aspirações e todas as revelações sobre-humanas. A lei de amor substitui a personalidade pela fusão dos seres; extingue as misérias sociais. Ditoso aquele que, ultrapassando a sua humanidade, ama com amplo amor os seus irmãos em sofrimento! Ditoso aquele que ama, pois não conhece a miséria da alma, nem a do corpo. Tem ligeiros os pés e vive como que transportado, fora de si mesmo. Quando Jesus pronunciou a divina palavra - amor, os povos sobressaltaram-se e os mártires, ébrios de esperança, desceram ao circo.
O Espiritismo a seu turno vem pronunciar uma segunda palavra do alfabeto divino. Estai atentos, pois que essa palavra ergue a lápide dos túmulos vazios, e a reencarnação, triunfando da morte, revela às criaturas deslumbradas o seu patrimônio intelectual. Já não é ao suplício que ela conduz o homem: condu-lo à conquista do seu ser, elevado e transfigurado. O sangue resgatou o Espírito e o Espírito tem hoje que resgatar da matéria o homem.
Disse eu que em seus começos o homem só instintos possuía. Mais próximo, portanto, ainda se acha do ponto de partida, do que da meta, aquele em quem predominam os instintos.
A fim de avançar para a meta, tem a criatura que vencer os instintos, em proveito dos sentimentos, isto é, que aperfeiçoar estes últimos, sufocando os germes latentes da matéria.
Os instintos são a germinação e os embriões do sentimento; trazem consigo o progresso, como a glande encerra em si o carvalho, e os seres menos adiantados são os que, emergindo pouco a pouco de suas crisálidas, se conservam escravizados aos instintos. O Espírito precisa ser cultivado, como um campo. Toda a riqueza futura depende do labor atual, que vos granjeará muito mais do que bens terrenos: a elevação gloriosa. E então que, compreendendo a lei de amor que liga todos os seres, buscareis nela os gozos suavíssimos da alma, prelúdios das alegrias celestes. - Lázaro. (Paris, 1862.)