quarta-feira, 31 de março de 2010

LUCAS – CAPÍTULO 4 – VERSÍCULO 2

PROGRAMA DE 28/03/2010 e 31/03/2010

2 [durante quarenta dias], e tentado pelo diabo. Nada comeu nesses dias e, passado esse tempo, teve fome.

 DURANTE 40 DIAS



Numero de grande significado no Velho Testamento:


- O dilúvio dura quarenta dias (Gên. 7:17);


- Moisés jejua no Sinai, por duas vezes, durante quarenta dias e quarenta noites de cada vez (Deut. 9:9 e 9:18);


- Os israelitas ficam 40 anos a peregrinar pelo deserto (Núm. 14:33) ;


- Elias jejua 40 dias (1 Reis 19:8);


- David e Salomão reinam quarenta anos cada um (1 Reis, 2:11 e 11:42) e outros passos ainda.


- A mulher e o filho – em virtude do sangue do parto – deveriam ficar 40 dias em purificação, comparecendo a Sinagoga ou ao Templo para a cerimônia de purificação, no qual havia o sacrifício de um cordeiro, de duas rolinhas ou pombas.

- Números, 14:34

"Segundo o número dos dias em que espiastes a terra, a saber, QUARENTA dias, levareis sobre vós as vossas iniqüidades por QUARENTA anos, um ano por um dia, e conhecereis a minha oposição."


- Portanto, havia uma correlação com purificação, expiação e aptidão para a Comunhão com Deus através do numero 40, não só referindo-se aos dias, como também aos anos.



Ouça o Programa de 31/03/2010 clicando neste linhk.

LUCAS – CAPÍTULO 4 – VERSÍCULO 2

PROGRAMA DE 28/03/2010 e 31/03/2010

2 [durante quarenta dias], e tentado pelo diabo. Nada comeu nesses dias e, passado esse tempo, teve fome.

 DURANTE 40 DIAS



Numero de grande significado no Velho Testamento:


- O dilúvio dura quarenta dias (Gên. 7:17);


- Moisés jejua no Sinai, por duas vezes, durante quarenta dias e quarenta noites de cada vez (Deut. 9:9 e 9:18);


- Os israelitas ficam 40 anos a peregrinar pelo deserto (Núm. 14:33) ;


- Elias jejua 40 dias (1 Reis 19:8);


- David e Salomão reinam quarenta anos cada um (1 Reis, 2:11 e 11:42) e outros passos ainda.


- A mulher e o filho – em virtude do sangue do parto – deveriam ficar 40 dias em purificação, comparecendo a Sinagoga ou ao Templo para a cerimônia de purificação, no qual havia o sacrifício de um cordeiro, de duas rolinhas ou pombas.

- Números, 14:34

"Segundo o número dos dias em que espiastes a terra, a saber, QUARENTA dias, levareis sobre vós as vossas iniqüidades por QUARENTA anos, um ano por um dia, e conhecereis a minha oposição."


- Portanto, havia uma correlação com purificação, expiação e aptidão para a Comunhão com Deus através do numero 40, não só referindo-se aos dias, como também aos anos.



Ouça o Programa de 31/03/2010 clicando neste linhk.

sábado, 27 de março de 2010

LUCAS - CAPÍTULO 4 - VERSÍCULO 1

1 Jesus, [pleno do Espírito Santo], voltou do Jordão; era conduzido pelo Espírito, através do deserto,


 PLENO DO ESPÍRITO SANTO

Lucas tinha um interesse especial pelo intercâmbio mediúnico, conquanto, a intervenção de “O Espírito” aparece descrita diversas vezes em seus relatos, conforme observaremos nas passagens acerca de Isabel, da anunciação à Maria, de Zacarias, de Simeão, e de Anna. No livro Paulo e Estevão compreenderemos a motivação por tais estudos por parte de Lucas, haja vista que ele testemunhara os fenômenos de materialização luminosa, e de voz direta, que aconteciam intensamente na IGREJA DE ANTIOQUIA, sobretudo por ter podido observar outros fenômenos que ocorreram na presença de Paulo de Tarso, especialmente os de cura.

A Expressão “Pleno do Espírito Santo” desvelava intercâmbio mediúnico. Jesus seria, pois, médium? Pela superioridade de sua natureza espiritual, tinha todas as faculdades psíquicas desenvolvidas em um nível inimaginável, até para a ciência espírita. Nada obstante, em virtude de Sua superioridade sobre todo e qualquer espírito que circunda o orbe da terra, não pode Ser definido como médium, na acepção da palavra, posto que nenhum espírito seria suficientemente evoluído para usá-lo como veículo de comunicação espiritual. Jesus é, no entanto, Médium de Deus, e nesse sentido entenderemos a condição de “Plenitude no Espírito Santo”.

O LIVRO DOS ESPÍRITOS: 625. Qual o tipo mais perfeito que Deus tem oferecido ao homem, para lhe servir de guia e modelo?

“Jesus.” “Para o homem, Jesus constitui o tipo da perfeição moral a que a Humanidade pode aspirar na Terra. Deus no-lo oferece como o mais perfeito modelo e a doutrina que ensinou é a expressão mais pura da lei do Senhor, porque, sendo ele o mais puro de quantos têm aparecido na Terra, o Espírito Divino o animava.”

Livro “O Consolador” – Emmanuel/Chico Xavier: 312 – Como interpretar a afirmativa de João: - “Três são os que fornecem testemunho no céu: o Pai, o Verbo e o Espírito Santo?”.
“-João referia-se ao Criador, a Jesus, que constituía para a Terra a sua mais perfeita personificação, e à legião dos Espíritos redimidos e santificados que cooperam com o Divino Mestre, desde os primeiros dias da organização terrestre, sob a misericórdia de Deus.”

Ademais, não devemos olvidar que “Pleno do Espírito Santo” seria uma expressão de linguagem, significando que Jesus se apresentava ao Seu Ministério sem ocultar a própria condição de Messias prometido. Jesus fora conhecido em sua região apenas como um carpinteiro, doravante, não mais ocultaria Sua condição de Mestre Inigualável.

LUCAS - CAPÍTULO 4 - VERSÍCULO 1

1 Jesus, [pleno do Espírito Santo], voltou do Jordão; era conduzido pelo Espírito, através do deserto,


 PLENO DO ESPÍRITO SANTO

Lucas tinha um interesse especial pelo intercâmbio mediúnico, conquanto, a intervenção de “O Espírito” aparece descrita diversas vezes em seus relatos, conforme observaremos nas passagens acerca de Isabel, da anunciação à Maria, de Zacarias, de Simeão, e de Anna. No livro Paulo e Estevão compreenderemos a motivação por tais estudos por parte de Lucas, haja vista que ele testemunhara os fenômenos de materialização luminosa, e de voz direta, que aconteciam intensamente na IGREJA DE ANTIOQUIA, sobretudo por ter podido observar outros fenômenos que ocorreram na presença de Paulo de Tarso, especialmente os de cura.

A Expressão “Pleno do Espírito Santo” desvelava intercâmbio mediúnico. Jesus seria, pois, médium? Pela superioridade de sua natureza espiritual, tinha todas as faculdades psíquicas desenvolvidas em um nível inimaginável, até para a ciência espírita. Nada obstante, em virtude de Sua superioridade sobre todo e qualquer espírito que circunda o orbe da terra, não pode Ser definido como médium, na acepção da palavra, posto que nenhum espírito seria suficientemente evoluído para usá-lo como veículo de comunicação espiritual. Jesus é, no entanto, Médium de Deus, e nesse sentido entenderemos a condição de “Plenitude no Espírito Santo”.

O LIVRO DOS ESPÍRITOS: 625. Qual o tipo mais perfeito que Deus tem oferecido ao homem, para lhe servir de guia e modelo?

“Jesus.” “Para o homem, Jesus constitui o tipo da perfeição moral a que a Humanidade pode aspirar na Terra. Deus no-lo oferece como o mais perfeito modelo e a doutrina que ensinou é a expressão mais pura da lei do Senhor, porque, sendo ele o mais puro de quantos têm aparecido na Terra, o Espírito Divino o animava.”

Livro “O Consolador” – Emmanuel/Chico Xavier: 312 – Como interpretar a afirmativa de João: - “Três são os que fornecem testemunho no céu: o Pai, o Verbo e o Espírito Santo?”.
“-João referia-se ao Criador, a Jesus, que constituía para a Terra a sua mais perfeita personificação, e à legião dos Espíritos redimidos e santificados que cooperam com o Divino Mestre, desde os primeiros dias da organização terrestre, sob a misericórdia de Deus.”

Ademais, não devemos olvidar que “Pleno do Espírito Santo” seria uma expressão de linguagem, significando que Jesus se apresentava ao Seu Ministério sem ocultar a própria condição de Messias prometido. Jesus fora conhecido em sua região apenas como um carpinteiro, doravante, não mais ocultaria Sua condição de Mestre Inigualável.

LUCAS - CAPÍTULO 4 - INTRODUÇÃO

INTRODUÇÃO


 Conforme encontraremos no livro PAULO E ESTEVÃO, de Emmanuel/Chico Xavier, Lucas foi enviado por Paulo – que se encontrava numa prisão em Cesaréia - para Éfeso, a fim de efetivar o antigo projeto de Paulo, e escrever um evangelho:

“À vista disso, embora respeitado pela franqueza e lealdade, Paulo houve de amargar dois anos de reclusão em Cesaréia, tempo esse aproveitado em relações constantes com as suas igrejas bem-amadas. Inumeráveis mensagens iam e vinham, trazendo consultas e levando pareceres e instruções.

A esse tempo, o ex-doutor de Jerusalém chamou a atenção de Lucas para o velho projeto de escrever uma biografia de Jesus, valendo-se das informações de Maria; lamentou não poder ir a Éfeso, incumbindo-o desse trabalho, que reputava de capital importância para os adeptos do Cristianismo, O médico amigo satisfez-lhe integralmente o desejo, legando à posteridade o precioso relato da vida do Mestre, rico de luzes e esperanças divinas.

Terminadas as anotações evangélicas, o espírito dinâmico do Apóstolo da gentilidade encareceu a necessidade de um trabalho que fixasse as atividades apostólicas logo após a partida do Cristo, para que o mundo conhecesse as gloriosas revelações do Pentecostes, e assim se originou o magnífico relatório de Lucas, que é — Atos dos Apóstolos.”

Livro “PAULO E ESTEVÃO “ – capítulo “O Martírio em Jerusalém”- Emmanuel/Francisco Cândido Xavier

 Lucas procedeu, pois, a uma averiguação, conversando com a Mãe de Jesus, com testemunhas oculares, agregando as informações investigadas aos ensinos que já houvera obtido com Barbabé, Simão Pedro, João, Filipe, e próprio Paulo.

 Nenhum deles presenciou o período de retiro de Jesus no deserto da Judéia. Toda informação viera da tradição oral, a partir da qual fora compilada nos evangelhos.

 Pela simbologia que trazem, e lições importantes, Lucas julgou necessário inseri-las em seus relatos.

 Lucas fizera uma HARMONIZAÇÃO dos conteúdos que estão nos relatos de Marcos (40 dias de tentações), e Mateus (três tentações após 40 dias de jejum)







Imagens das ruínas de Cesaréia Marítima (dias auais), sede do governo Romano na Província da Judéia ao tempo de Jesus.

LUCAS - CAPÍTULO 4 - INTRODUÇÃO

INTRODUÇÃO


 Conforme encontraremos no livro PAULO E ESTEVÃO, de Emmanuel/Chico Xavier, Lucas foi enviado por Paulo – que se encontrava numa prisão em Cesaréia - para Éfeso, a fim de efetivar o antigo projeto de Paulo, e escrever um evangelho:

“À vista disso, embora respeitado pela franqueza e lealdade, Paulo houve de amargar dois anos de reclusão em Cesaréia, tempo esse aproveitado em relações constantes com as suas igrejas bem-amadas. Inumeráveis mensagens iam e vinham, trazendo consultas e levando pareceres e instruções.

A esse tempo, o ex-doutor de Jerusalém chamou a atenção de Lucas para o velho projeto de escrever uma biografia de Jesus, valendo-se das informações de Maria; lamentou não poder ir a Éfeso, incumbindo-o desse trabalho, que reputava de capital importância para os adeptos do Cristianismo, O médico amigo satisfez-lhe integralmente o desejo, legando à posteridade o precioso relato da vida do Mestre, rico de luzes e esperanças divinas.

Terminadas as anotações evangélicas, o espírito dinâmico do Apóstolo da gentilidade encareceu a necessidade de um trabalho que fixasse as atividades apostólicas logo após a partida do Cristo, para que o mundo conhecesse as gloriosas revelações do Pentecostes, e assim se originou o magnífico relatório de Lucas, que é — Atos dos Apóstolos.”

Livro “PAULO E ESTEVÃO “ – capítulo “O Martírio em Jerusalém”- Emmanuel/Francisco Cândido Xavier

 Lucas procedeu, pois, a uma averiguação, conversando com a Mãe de Jesus, com testemunhas oculares, agregando as informações investigadas aos ensinos que já houvera obtido com Barbabé, Simão Pedro, João, Filipe, e próprio Paulo.

 Nenhum deles presenciou o período de retiro de Jesus no deserto da Judéia. Toda informação viera da tradição oral, a partir da qual fora compilada nos evangelhos.

 Pela simbologia que trazem, e lições importantes, Lucas julgou necessário inseri-las em seus relatos.

 Lucas fizera uma HARMONIZAÇÃO dos conteúdos que estão nos relatos de Marcos (40 dias de tentações), e Mateus (três tentações após 40 dias de jejum)







Imagens das ruínas de Cesaréia Marítima (dias auais), sede do governo Romano na Província da Judéia ao tempo de Jesus.

domingo, 14 de março de 2010

TENTAÇÃO NO DESERTO - Exegese de Allan Kardec

Exegese de Allan Kardec contida em “A Gênese”, cap. XV.


52. - Jesus, transportado pelo diabo ao pináculo do Templo, depois ao cume de uma montanha e por ele tentado, constitui uma daquelas parábolas que lhe eram familiares e que a credulidade pública transformou em fatos materiais.


Nota de Allan Kardec: “A explicação que se segue foi tirada textualmente de um ensino dado a este respeito por um Espírito.”


53. - «Jesus não foi arrebatado. Ele apenas quis fazer que os homens compreendessem que a Humanidade se acha sujeita a falir e que deve estar sempre em guarda contra as más inspirações a que, pela sua natureza fraca, é impelida a ceder. A tentação de Jesus é, pois, uma figura e fora preciso ser cego para tomá-la ao pé da letra. Como pretenderíeis que o Messias, o Verbo de Deus encarnado, tenha estado submetido, por algum tempo, embora muito curto fosse este, às sugestões do demônio e que, como o diz o Evangelho de Lucas, o demônio o houvesse deixado por algum tempo, o que daria a supor que o Cristo continuou submetido ao poder daquela entidade? Não; compreendei melhor os ensinos que vos foram dados. O Espírito do mal nada poderia sobre a essência do bem. Ninguém diz ter visto Jesus no cume da montanha, nem no pináculo do Templo. Certamente, tal fato teria sido de natureza a se espalhar por todos os povos. A tentação, portanto, não constituiu um ato material e físico. Quanto ao ato moral, admitiríeis que o Espírito das trevas pudesse dizer àquele que conhecia sua própria origem e o seu poder: «Adora-me, que te darei todos os reinos da Terra?» Desconheceria então o demônio aquele a quem fazia tais oferecimentos? Não é provável. Ora, se o conhecia, suas propostas eram uma insensatez, pois ele não ignorava que seria repelido por aquele que viera destruir-lhe o império sobre os homens.


«Compreendei, portanto, o sentido dessa parábola, que outra coisa aí não tendes, do mesmo modo que nos casos do Filho Pródigo e do Bom Samaritano. Aquela mostra os perigos que correm os homens, se não resistem à voz íntima que lhes clama sem cessar: «Podes ser mais do que és; podes possuir mais do que possuis; podes engrandecer-te, adquirir muito; cede à voz da ambição e todos os teus desejos serão satisfeitos.» Ela vos mostra o perigo e o meio de o evitardes, dizendo às más inspirações: Retira-te, Satanás ou, por outras palavras: Vai-te, tentação!


«As duas outras parábolas que lembrei mostram o que ainda pode esperar aquele que, por muito fraco para expulsar o demônio, lhe sucumbiu às tentações. Mostram a misericórdia do pai de família, pousando a mão sobre a fronte do filho arrependido e concedendo-lhe, com amor, o perdão implorado.


Mostram o culpado, o cismático, o homem repelido por seus irmãos, valendo mais, aos olhos do Juiz Supremo, do que os que o desprezam, por praticar ele as virtudes que a lei de amor ensina.


«Pesai bem os ensinamentos que os Evangelhos contêm; sabei distinguir o que ali está em sentido próprio, ou em sentido figurado, e os erros que vos hão cegado durante tanto tempo se apagarão pouco a pouco, cedendo lugar à brilhante luz da Verdade.»


- João Evangelista, Bordéus, 1862.


ALLAN KARDEC, In: A GÊNESE, capítulo XV, itens 52 e 53.