sábado, 9 de outubro de 2010

LUCAS (O EVANGELHO SEGUNDO), CAPÍTULO 4 : VERSÍCULO 12 – TERCEIRA TENTAÇÃO (Programa de 10 e 13 de Outubro/2010)

LUCAS (O EVANGELHO SEGUNDO), CAPÍTULO 4 : VERSÍCULO 12 – TERCEIRA TENTAÇÃO NO DESERTO (Programa de 10 e 13 de Outubro/2010).

Tradução BÍBLIA DE JERUSALÉM - Editora Paulus.

Lucas 4:12 - Mas Jesus lhe respondeu: “Foi dito: Não tentarás ao Senhor, teu Deus.


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CLIQUE NO PLAY ("setinha") DA FIGURA ABAIXO:


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A origem e a utilidade dos instintos humanos

 Cada tentação guarda inolvidáveis lições sobre os desafios a que atividade cristã está submetida, assim como sobre a postura para não haver desvios na trajetória da ação evangelizadora.

 Nada obstante, o simbolismo das tentações no deserto oferece ensinos de suma importância para a compreensão dos percalços que podem servir de obstáculos ao sucesso da reencarnação.

 O Espírito Imortal, em sua jornada evolutiva, em encarnações sucessivas, está sob o jugo dos instintos. Esses instintos são – em verdade - conquistas evolucionárias, que permitiram o aprimoramento das espécies. Dessa forma, foram formadas as diversas estruturas cerebrais que guardam o comportamento instintivo nas diversas espécies. Na espécie humana, as informações instintivas são gravadas e acionadas em regiões muito bem estudadas pelas neurociências:

 Desde a década de 90, o neráx é, didaticamente, dividido em três regiões: trata-s do cérebro triuno de Paul MacLean (MacLean PD. The triune brain in evolution. New York: Plenum; 1990)

a. O cérebro reptiliano : ponte, bulbo, mesencéfalo e cerebelo. Nessas áreas cerebrais se processam impulso sexual primário, agressividade, territorialismo, hierarquia, sobrevivência e conservação.

b. O Cérebro límbico, sistema límbico: giro cingulado, lobo temporal, ístimo do giro cingulado, hipotálamo, mesencéfalo, amígdalas cerebrais, núcleos cerebrais, entre outras. É a evolução do cérebro mamífero, onde se processam as emoções e comportamento lúdico: grupo social, organização gregária, afetividade, compaixão, instinto maternal.

c. Cérebro superior, o Neocórtex, estruturas corticais onde são processadas as funções superiores: discernimento, raciocínio, linguagem, memória associativa, pensamentos lógico e abstrato.





 A doutrina Espírita nos revela que todo processo evolutivo está vinculado, em um processo interdependente, onde O Princípio Inteligente jornadeia nos diversos reinos, e nas diversas espécies, ao longo de bilhões de anos, até adquirir a consciência, característica dos hominídeos, como o homo sapiens, passando, nessa condição, o Princípio Inteligente a ser denominado pela ciência espírita como espírito. Então, a razão de existir a evolução biológica é possibilitar a evolução do Princípio Inteligente.

A obra Evolução Em Dois Mundos, André Luiz/Francisco Cândido Xavier, nos revela que em todo o processo de evolução das espécies não apenas as estruturas cerebrais foram sendo aprimoradas pelas Leis Evolutivas (como a Lei de Seleção Natural), mas também o Perispírito foi sendo modificado e aperfeiçoado, acompanhando as transformações biológicas.

 Na espécie humana, os instintos podem ser agrupados nas seguintes categorias: instinto de competição, instinto de preservação, instinto de proteção, e instinto de reprodução.

 O Espiritismo elucida que esses instintos são verdadeira Bênção de Deus, na Obra da Criação.

REFERÊNCIA: O LIVRO DOS ESPÍRITOS - Parte I – Capítulo IV - Perguntas:

73. O instinto independe da inteligência?

“Precisamente, não, por isso que o instinto é uma espécie de inteligência. É uma inteligência sem raciocínio. Por ele é que todos os seres provêem às suas necessidades.”

74. Pode estabelecer-se uma linha de separação entre o instinto e a inteligência, isto é, precisar onde um acaba e começa a outra?

“Não, porque muitas vezes se confundem. Mas, muito bem se podem distinguir os atos que decorrem do instinto dos que são da inteligência.”

75. É acertado dizer-se que as faculdades instintivas diminuem à medida que crescem as intelectuais?

“Não; o instinto existe sempre, mas o homem o despreza. O instinto também pode conduzir ao bem. Ele quase sempre nos guia e algumas vezes com mais segurança do que a razão. Nunca se transvia.”

a) - Por que nem sempre é guia infalível a razão?

“Seria infalível, se não fosse falseada pela má educação, pelo orgulho e pelo egoísmo. O instinto não raciocina; a razão permite a escolha e dá ao homem o livre arbítrio.”

O instinto é uma inteligência rudimentar, que difere da inteligência propriamente dita, em que suas manifestações são quase sempre espontâneas, ao passo que as da inteligência resultam de uma combinação e de um ato deliberado.

O instinto varia em suas manifestações, conforme às espécies e às suas necessidades. Nos seres que têm a consciência e a percepção das coisas exteriores, ele se alia à inteligência, isto é, à vontade e à liberdade.

 Por conseguinte, compreendemos nos Ensinos dos Espíritos que os instintos têm como finalidade alavancar o progresso do Princípio Inteligente, e mais adiante, do Espírito.

 A Luz da Interpretação Profunda da parábola das Tentações no Deserto, o Professor Carlos Torres Pastorino, em sua obra “Sabedoria do Evangelho”, nos conduz em reflexões sobre essas tentações como sendo os instintos. E o diabo, que vem do grego “diabolos”, significa “inimigo”, não sendo, pois, uma figura mitológica. Esse “inimigo” está no interior do ser humano, e simboliza a exacerbação desses instintos, arrastando o espírito para a ruína. Para a exegese profunda, recordemos, mais uma vez, a explicação de OLE: 75 a) - Por que nem sempre é guia infalível a razão? “Seria infalível, se não fosse falseada pela má educação, pelo orgulho e pelo egoísmo. O instinto não raciocina; a razão permite a escolha e dá ao homem o livre arbítrio.” Analisaremos tais questões na próxima semana.




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LUCAS (O EVANGELHO SEGUNDO), CAPÍTULO 4 : VERSÍCULO 12 – TERCEIRA TENTAÇÃO (Programa de 10 e 13 de Outubro/2010)

LUCAS (O EVANGELHO SEGUNDO), CAPÍTULO 4 : VERSÍCULO 12 – TERCEIRA TENTAÇÃO NO DESERTO (Programa de 10 e 13 de Outubro/2010).

Tradução BÍBLIA DE JERUSALÉM - Editora Paulus.

Lucas 4:12 - Mas Jesus lhe respondeu: “Foi dito: Não tentarás ao Senhor, teu Deus.


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A origem e a utilidade dos instintos humanos

 Cada tentação guarda inolvidáveis lições sobre os desafios a que atividade cristã está submetida, assim como sobre a postura para não haver desvios na trajetória da ação evangelizadora.

 Nada obstante, o simbolismo das tentações no deserto oferece ensinos de suma importância para a compreensão dos percalços que podem servir de obstáculos ao sucesso da reencarnação.

 O Espírito Imortal, em sua jornada evolutiva, em encarnações sucessivas, está sob o jugo dos instintos. Esses instintos são – em verdade - conquistas evolucionárias, que permitiram o aprimoramento das espécies. Dessa forma, foram formadas as diversas estruturas cerebrais que guardam o comportamento instintivo nas diversas espécies. Na espécie humana, as informações instintivas são gravadas e acionadas em regiões muito bem estudadas pelas neurociências:

 Desde a década de 90, o neráx é, didaticamente, dividido em três regiões: trata-s do cérebro triuno de Paul MacLean (MacLean PD. The triune brain in evolution. New York: Plenum; 1990)

a. O cérebro reptiliano : ponte, bulbo, mesencéfalo e cerebelo. Nessas áreas cerebrais se processam impulso sexual primário, agressividade, territorialismo, hierarquia, sobrevivência e conservação.

b. O Cérebro límbico, sistema límbico: giro cingulado, lobo temporal, ístimo do giro cingulado, hipotálamo, mesencéfalo, amígdalas cerebrais, núcleos cerebrais, entre outras. É a evolução do cérebro mamífero, onde se processam as emoções e comportamento lúdico: grupo social, organização gregária, afetividade, compaixão, instinto maternal.

c. Cérebro superior, o Neocórtex, estruturas corticais onde são processadas as funções superiores: discernimento, raciocínio, linguagem, memória associativa, pensamentos lógico e abstrato.





 A doutrina Espírita nos revela que todo processo evolutivo está vinculado, em um processo interdependente, onde O Princípio Inteligente jornadeia nos diversos reinos, e nas diversas espécies, ao longo de bilhões de anos, até adquirir a consciência, característica dos hominídeos, como o homo sapiens, passando, nessa condição, o Princípio Inteligente a ser denominado pela ciência espírita como espírito. Então, a razão de existir a evolução biológica é possibilitar a evolução do Princípio Inteligente.

A obra Evolução Em Dois Mundos, André Luiz/Francisco Cândido Xavier, nos revela que em todo o processo de evolução das espécies não apenas as estruturas cerebrais foram sendo aprimoradas pelas Leis Evolutivas (como a Lei de Seleção Natural), mas também o Perispírito foi sendo modificado e aperfeiçoado, acompanhando as transformações biológicas.

 Na espécie humana, os instintos podem ser agrupados nas seguintes categorias: instinto de competição, instinto de preservação, instinto de proteção, e instinto de reprodução.

 O Espiritismo elucida que esses instintos são verdadeira Bênção de Deus, na Obra da Criação.

REFERÊNCIA: O LIVRO DOS ESPÍRITOS - Parte I – Capítulo IV - Perguntas:

73. O instinto independe da inteligência?

“Precisamente, não, por isso que o instinto é uma espécie de inteligência. É uma inteligência sem raciocínio. Por ele é que todos os seres provêem às suas necessidades.”

74. Pode estabelecer-se uma linha de separação entre o instinto e a inteligência, isto é, precisar onde um acaba e começa a outra?

“Não, porque muitas vezes se confundem. Mas, muito bem se podem distinguir os atos que decorrem do instinto dos que são da inteligência.”

75. É acertado dizer-se que as faculdades instintivas diminuem à medida que crescem as intelectuais?

“Não; o instinto existe sempre, mas o homem o despreza. O instinto também pode conduzir ao bem. Ele quase sempre nos guia e algumas vezes com mais segurança do que a razão. Nunca se transvia.”

a) - Por que nem sempre é guia infalível a razão?

“Seria infalível, se não fosse falseada pela má educação, pelo orgulho e pelo egoísmo. O instinto não raciocina; a razão permite a escolha e dá ao homem o livre arbítrio.”

O instinto é uma inteligência rudimentar, que difere da inteligência propriamente dita, em que suas manifestações são quase sempre espontâneas, ao passo que as da inteligência resultam de uma combinação e de um ato deliberado.

O instinto varia em suas manifestações, conforme às espécies e às suas necessidades. Nos seres que têm a consciência e a percepção das coisas exteriores, ele se alia à inteligência, isto é, à vontade e à liberdade.

 Por conseguinte, compreendemos nos Ensinos dos Espíritos que os instintos têm como finalidade alavancar o progresso do Princípio Inteligente, e mais adiante, do Espírito.

 A Luz da Interpretação Profunda da parábola das Tentações no Deserto, o Professor Carlos Torres Pastorino, em sua obra “Sabedoria do Evangelho”, nos conduz em reflexões sobre essas tentações como sendo os instintos. E o diabo, que vem do grego “diabolos”, significa “inimigo”, não sendo, pois, uma figura mitológica. Esse “inimigo” está no interior do ser humano, e simboliza a exacerbação desses instintos, arrastando o espírito para a ruína. Para a exegese profunda, recordemos, mais uma vez, a explicação de OLE: 75 a) - Por que nem sempre é guia infalível a razão? “Seria infalível, se não fosse falseada pela má educação, pelo orgulho e pelo egoísmo. O instinto não raciocina; a razão permite a escolha e dá ao homem o livre arbítrio.” Analisaremos tais questões na próxima semana.




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sábado, 2 de outubro de 2010

LUCAS (O EVANGELHO SEGUNDO), CAPÍTULO 4 : VERSÍCULO 12 – TERCEIRA TENTAÇÃO (Programa de 03 e 06 de Outubro/2010)

LUCAS (O EVANGELHO SEGUNDO), CAPÍTULO 4 : VERSÍCULO 12 – TERCEIRA TENTAÇÃO (Programa de 03 e 06 de Outubro/2010)

Tradução BÍBLIA DE JERUSALÉM

Lucas 4:12 - Mas Jesus lhe respondeu: “Foi dito: Não tentarás ao Senhor, teu Deus.


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LIVRO “OPINIÃO ESPÍRITA”

Emmanuel/Francisco Cândido Xavier

CAPÍTULO 25 - PRÁTICAS ESTRANHAS (Emmanuel estuda O Livro dos Médiuns - Cap. XXXI - Item XXI)

Muitos, companheiros, sob a alegação de que todas as religiões são boas e respeitáveis, julgam que as tarefas espíritas nada perdem por aceitar a enxertia da práticas estranhas à simplicidade que lhes vige na base, lisonjeando indebitamente situações e personalidades humanas, supostas capazes de beneficiar as construções doutrinárias do Espiritismo.

No entanto, examinemos, sem parcialidade, a expressão contraditória de semelhante atitude, analisando-a, na lógica da vida.

Criaturas de todas as plagas dos Universos são filhas do Criador e chegarão, um dia, à perfeição integral. Mas, no passo evolutivo em que nos achamos, não nos é lícito estar com todas, conquanto respeitemos a todas, de vez que inúmeras se encontram em experiências diametralmente opostas aos objetivos que nos propomos alcançar.

Não existem caminhos que não sejam viáveis e todos podem conduzir a determinado ponto do mundo. Contudo, somente os viajores irresponsáveis escolherão perlustrar atalhos perigosos e desfiladeiros obscuros, espinheiros e charcos, no Dédalo de aventuras marginais, ao longo da estrada justa.

Indiscriminadamente, os produtos expostos num mercado são úteis. Mas sob a desculpa do acatamento que se deve a todos, não nos cabe e sem qualquer consideração para com a própria saúde.

Águas de qualquer procedência liquidam a sede. No entanto, com a desculpa de que todas são valiosas, não é aconselhável se beba qualquer uma, sem qualquer preocupação de limpeza, a menos que a pessoa esteja nas vascas da sofreguidão, ameaçada de morte pelo deserto.

Sabemos que a legislação humana obtida à custa de sofrimento estabelece a segregação dos irmãos delinqüentes para o trabalho reeducativo; sustenta a policia rodoviária para garantir a ordem da passagem correta; mantém fiscalização adequada para o devido asseio nos recursos destinados à alimentação pública e cria agentes de filtragem para que as fontes não se façam veículos de endemias e outras calamidades que arrasariam populações indefesas.

Reflitamos nisso e compreenderemos que assegurar a simplicidade dos princípios espíritas, nas casas doutrinárias, para que as sua atividades atinjam a meta da libertação espiritual da Humanidade não é fanatismo e nem rigorismo de espécie alguma, porquanto, agir de outro modo seria o mesmo que devolver um mapa luminoso ao labirinto das sombras, após séculos de esforço e sacrifício para obtê-lo, como se também, a pretexto de fraternidade, fôssemos obrigados a desertar do lar para residir nas penitenciárias; a deixar o caminho certo para seguir pelo cipoal; a largar o prato saudável para ingerir a refeição deteriorada e desprezar a água potável por líquidos de salubridade suspeita.

Em Doutrina Espírita, pois, seja compreensível afirmar que é certo respeitar tudo e beneficiar sem complicar a cada um de nossos irmãos, onde quer que se encontrem, mas não podemos aceitar tudo e nem abraçar tudo, a fim de podermos estar certos.




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LUCAS (O EVANGELHO SEGUNDO), CAPÍTULO 4 : VERSÍCULO 12 – TERCEIRA TENTAÇÃO (Programa de 03 e 06 de Outubro/2010)

LUCAS (O EVANGELHO SEGUNDO), CAPÍTULO 4 : VERSÍCULO 12 – TERCEIRA TENTAÇÃO (Programa de 03 e 06 de Outubro/2010)

Tradução BÍBLIA DE JERUSALÉM

Lucas 4:12 - Mas Jesus lhe respondeu: “Foi dito: Não tentarás ao Senhor, teu Deus.


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LIVRO “OPINIÃO ESPÍRITA”

Emmanuel/Francisco Cândido Xavier

CAPÍTULO 25 - PRÁTICAS ESTRANHAS (Emmanuel estuda O Livro dos Médiuns - Cap. XXXI - Item XXI)

Muitos, companheiros, sob a alegação de que todas as religiões são boas e respeitáveis, julgam que as tarefas espíritas nada perdem por aceitar a enxertia da práticas estranhas à simplicidade que lhes vige na base, lisonjeando indebitamente situações e personalidades humanas, supostas capazes de beneficiar as construções doutrinárias do Espiritismo.

No entanto, examinemos, sem parcialidade, a expressão contraditória de semelhante atitude, analisando-a, na lógica da vida.

Criaturas de todas as plagas dos Universos são filhas do Criador e chegarão, um dia, à perfeição integral. Mas, no passo evolutivo em que nos achamos, não nos é lícito estar com todas, conquanto respeitemos a todas, de vez que inúmeras se encontram em experiências diametralmente opostas aos objetivos que nos propomos alcançar.

Não existem caminhos que não sejam viáveis e todos podem conduzir a determinado ponto do mundo. Contudo, somente os viajores irresponsáveis escolherão perlustrar atalhos perigosos e desfiladeiros obscuros, espinheiros e charcos, no Dédalo de aventuras marginais, ao longo da estrada justa.

Indiscriminadamente, os produtos expostos num mercado são úteis. Mas sob a desculpa do acatamento que se deve a todos, não nos cabe e sem qualquer consideração para com a própria saúde.

Águas de qualquer procedência liquidam a sede. No entanto, com a desculpa de que todas são valiosas, não é aconselhável se beba qualquer uma, sem qualquer preocupação de limpeza, a menos que a pessoa esteja nas vascas da sofreguidão, ameaçada de morte pelo deserto.

Sabemos que a legislação humana obtida à custa de sofrimento estabelece a segregação dos irmãos delinqüentes para o trabalho reeducativo; sustenta a policia rodoviária para garantir a ordem da passagem correta; mantém fiscalização adequada para o devido asseio nos recursos destinados à alimentação pública e cria agentes de filtragem para que as fontes não se façam veículos de endemias e outras calamidades que arrasariam populações indefesas.

Reflitamos nisso e compreenderemos que assegurar a simplicidade dos princípios espíritas, nas casas doutrinárias, para que as sua atividades atinjam a meta da libertação espiritual da Humanidade não é fanatismo e nem rigorismo de espécie alguma, porquanto, agir de outro modo seria o mesmo que devolver um mapa luminoso ao labirinto das sombras, após séculos de esforço e sacrifício para obtê-lo, como se também, a pretexto de fraternidade, fôssemos obrigados a desertar do lar para residir nas penitenciárias; a deixar o caminho certo para seguir pelo cipoal; a largar o prato saudável para ingerir a refeição deteriorada e desprezar a água potável por líquidos de salubridade suspeita.

Em Doutrina Espírita, pois, seja compreensível afirmar que é certo respeitar tudo e beneficiar sem complicar a cada um de nossos irmãos, onde quer que se encontrem, mas não podemos aceitar tudo e nem abraçar tudo, a fim de podermos estar certos.




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sexta-feira, 1 de outubro de 2010

JESUS: EXTRAORDINÁRIA COMBINAÇÃO DE CORAGEM E COMPAIXÃO

JESUS: EXTRAORDINÁRIA COMBINAÇÃO DE CORAGEM E COMPAIXÃO

Artigo publicado na "Revista Despertar Espírita", ano V, n.60, junho de 2008.

A hanseníanse - não obstante já ser uma enfermidade curável – ainda prossegue envolta em muitos preconceitos e medos. No Brasil, até a década de 70, os portadores de hanseníase foram obrigados a viver em “colônias” de isolamento.

Tal carga de temor remonta eras ancestrais. No Velho Testamento, aparece, equivocadamente, sob a denominação de “lepra”. No livro de Moisés - O Levítico - encontramos Leis específicas para a vida dos portadores da doença de Hansen, sobretudo em seus capítulos 13 e 14. Nesses textos, deparamo-nos com a terminologia “imundos”, cujo sinônimo seria “impuro”, para os portadores da chamada “lepra”. Os Sacerdotes do Templo de Jerusalém possuíam autoridade coercitiva para examinar os hebreus que fossem suspeitos de portar as lesões lepromatosas na pele, e ao constatarem a presença da “lepra” os declaravam publicamente como “imundos”, determinando a expulsão desses hansenianos de seus lares, a destruição e queima de seus pertences, a adoção de uma aparência característica com vestimenta de maltrapilhos, com cabelos desgrenhados. Também estariam obrigados a proclamar em altas vozes a própria condição de “imundo”, tudo isso para garantir que não fossem tocados por qualquer pessoa, e que não houvesse aproximação alguma. Além disso, deveriam guardar distância em vários côvados (côvado era uma medida de distância, do inicio do cotovelo até o fim do dedo médio) das pessoas “limpas” sendo obrigados a viver fora dos muros das cidades, convivendo somente junto aos outros “imundos”.

Notadamente, as leis Mosaicas, como aquelas que tratam das condições que tornavam uma pessoa “imunda”, poderiam parecer discriminatórias e até desumanas, se analisadas isoladamente e fora do seu contexto sócio-cultural da época - não obstante - quando estudadas sob a óptica das ciências, como a moderna infectologia médica, seriam consideradas como medidas que serviram ao controle sanitário de gravíssimas doenças infecto-contagiosas. Por isso impunham regras de isolamento, sem as quais haveria a explosão de epidemias com altas taxas de contagiosidade.

Por outro lado, numa análise psicológica, poderíamos considerar que aquele povo escondia seus terríveis medos acerca da “lepra” usando essas leis como escudo, justificando de si para consigo, e para com a sociedade, atos que transbordavam preconceito, discriminação, e – sobretudo- aversão.

Felizmente, veio Jesus como O Amigo Verdadeiro dos excluídos e discriminados. Sua coragem e intrepidez marcaram de forma inapagável todos os seus passos. Através de exemplos de vida que reuniam uma extraordinária combinação de destemor, caráter e altruísmo, pregou de forma inolvidável, e estabeleceu uma nova abordagem ao problema da doença e dos doentes: a compaixão ativa, que de forma diferente da compaixão passiva transcende a esfera puramente emocional e supera todos os óbices, para mudar a vida dos desafortunados.

Com ímpar bravura, mantinha uma constante proximidade com os hansenianos, e com todos os considerados “imundos”, fato esse altamente surpreendente para os padrões religiosos da época, e altamente perturbador para aqueles que esperavam um Messias com as prerrogativas de um rei conquistador, pois além de romper as barreiras do preconceito para com esses “impuros”, de tratá-los com especial ternura e piedade, e de colocá-los na condição de amigos, se lhes aproximava fisicamente para acolhê-los, tocá-los e acariciá-los. Mantinha, contudo, completa obediência às leis de Moisés, demonstrando, por outro lado, sua correta interpretação à luz da Sua doutrina de amor.

Por exemplo, em Mateus (8:1 a 4): “Ora, descendo ele do monte, grandes multidões o seguiram. E eis que um leproso, tendo-se aproximado, adorou-o, dizendo: Senhor, se quiseres, podes purificar-me. E Jesus, estendendo a mão, tocou-lhe, dizendo: Quero, fica limpo! E imediatamente ele ficou limpo da sua lepra. Disse-lhe, então, Jesus: Olha, não o digas a ninguém, mas vai mostrar-te ao sacerdote e fazer a oferta que Moisés ordenou, para servir de testemunho ao povo”. Porquanto, a partir de ações grandemente impregnadas de compaixão ativa, que causaram um profundo impacto nos campos mental, emocional e espiritual daqueles enfermos, produziu curas prodigiosas, não só nos seus corpos adoecidos, como também nas suas almas enfermas e solitárias.

Destarte, O Mestre Devotado persiste fiel aos Seus amigos, levantando os decaídos e recuperando-os de suas mazelas, e permanentemente nos convida ao trabalho, para que também sejamos os braços e as mãos que servirão de instrumentos para que Ele prossiga tocando a humanidade, limpando-a de sua “lepra” moral, urgindo para isso que adotemos para nós os padrões de coragem e comiseração que O Amigo Incansável diariamente viveu e exemplou.

Fraternal abraço, Fabiano Pereira Nunes




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JESUS: EXTRAORDINÁRIA COMBINAÇÃO DE CORAGEM E COMPAIXÃO

JESUS: EXTRAORDINÁRIA COMBINAÇÃO DE CORAGEM E COMPAIXÃO

Artigo publicado na "Revista Despertar Espírita", ano V, n.60, junho de 2008.

A hanseníanse - não obstante já ser uma enfermidade curável – ainda prossegue envolta em muitos preconceitos e medos. No Brasil, até a década de 70, os portadores de hanseníase foram obrigados a viver em “colônias” de isolamento.

Tal carga de temor remonta eras ancestrais. No Velho Testamento, aparece, equivocadamente, sob a denominação de “lepra”. No livro de Moisés - O Levítico - encontramos Leis específicas para a vida dos portadores da doença de Hansen, sobretudo em seus capítulos 13 e 14. Nesses textos, deparamo-nos com a terminologia “imundos”, cujo sinônimo seria “impuro”, para os portadores da chamada “lepra”. Os Sacerdotes do Templo de Jerusalém possuíam autoridade coercitiva para examinar os hebreus que fossem suspeitos de portar as lesões lepromatosas na pele, e ao constatarem a presença da “lepra” os declaravam publicamente como “imundos”, determinando a expulsão desses hansenianos de seus lares, a destruição e queima de seus pertences, a adoção de uma aparência característica com vestimenta de maltrapilhos, com cabelos desgrenhados. Também estariam obrigados a proclamar em altas vozes a própria condição de “imundo”, tudo isso para garantir que não fossem tocados por qualquer pessoa, e que não houvesse aproximação alguma. Além disso, deveriam guardar distância em vários côvados (côvado era uma medida de distância, do inicio do cotovelo até o fim do dedo médio) das pessoas “limpas” sendo obrigados a viver fora dos muros das cidades, convivendo somente junto aos outros “imundos”.

Notadamente, as leis Mosaicas, como aquelas que tratam das condições que tornavam uma pessoa “imunda”, poderiam parecer discriminatórias e até desumanas, se analisadas isoladamente e fora do seu contexto sócio-cultural da época - não obstante - quando estudadas sob a óptica das ciências, como a moderna infectologia médica, seriam consideradas como medidas que serviram ao controle sanitário de gravíssimas doenças infecto-contagiosas. Por isso impunham regras de isolamento, sem as quais haveria a explosão de epidemias com altas taxas de contagiosidade.

Por outro lado, numa análise psicológica, poderíamos considerar que aquele povo escondia seus terríveis medos acerca da “lepra” usando essas leis como escudo, justificando de si para consigo, e para com a sociedade, atos que transbordavam preconceito, discriminação, e – sobretudo- aversão.

Felizmente, veio Jesus como O Amigo Verdadeiro dos excluídos e discriminados. Sua coragem e intrepidez marcaram de forma inapagável todos os seus passos. Através de exemplos de vida que reuniam uma extraordinária combinação de destemor, caráter e altruísmo, pregou de forma inolvidável, e estabeleceu uma nova abordagem ao problema da doença e dos doentes: a compaixão ativa, que de forma diferente da compaixão passiva transcende a esfera puramente emocional e supera todos os óbices, para mudar a vida dos desafortunados.

Com ímpar bravura, mantinha uma constante proximidade com os hansenianos, e com todos os considerados “imundos”, fato esse altamente surpreendente para os padrões religiosos da época, e altamente perturbador para aqueles que esperavam um Messias com as prerrogativas de um rei conquistador, pois além de romper as barreiras do preconceito para com esses “impuros”, de tratá-los com especial ternura e piedade, e de colocá-los na condição de amigos, se lhes aproximava fisicamente para acolhê-los, tocá-los e acariciá-los. Mantinha, contudo, completa obediência às leis de Moisés, demonstrando, por outro lado, sua correta interpretação à luz da Sua doutrina de amor.

Por exemplo, em Mateus (8:1 a 4): “Ora, descendo ele do monte, grandes multidões o seguiram. E eis que um leproso, tendo-se aproximado, adorou-o, dizendo: Senhor, se quiseres, podes purificar-me. E Jesus, estendendo a mão, tocou-lhe, dizendo: Quero, fica limpo! E imediatamente ele ficou limpo da sua lepra. Disse-lhe, então, Jesus: Olha, não o digas a ninguém, mas vai mostrar-te ao sacerdote e fazer a oferta que Moisés ordenou, para servir de testemunho ao povo”. Porquanto, a partir de ações grandemente impregnadas de compaixão ativa, que causaram um profundo impacto nos campos mental, emocional e espiritual daqueles enfermos, produziu curas prodigiosas, não só nos seus corpos adoecidos, como também nas suas almas enfermas e solitárias.

Destarte, O Mestre Devotado persiste fiel aos Seus amigos, levantando os decaídos e recuperando-os de suas mazelas, e permanentemente nos convida ao trabalho, para que também sejamos os braços e as mãos que servirão de instrumentos para que Ele prossiga tocando a humanidade, limpando-a de sua “lepra” moral, urgindo para isso que adotemos para nós os padrões de coragem e comiseração que O Amigo Incansável diariamente viveu e exemplou.

Fraternal abraço, Fabiano Pereira Nunes




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sábado, 25 de setembro de 2010

LUCAS (O EVANGELHO SEGUNDO), CAPÍTULO 4 : VERSÍCULO 12 – TERCEIRA TENTAÇÃO (Programa de 26 e 29 de setembro/2010)

Tradução BÍBLIA DE JERUSALÉM

Lucas 4:12 - Mas Jesus lhe respondeu: “Foi dito: Não tentarás ao Senhor, teu Deus.

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 Jesus utiliza o livro de Moisés, o Deuteronômio 6:16, para dar fundamentação a Sua refutação ao inimigo.

 Recordando os programas anteriores, lembremo-nos que o terceiro Templo de Jerusalém começara a ser construído em 19 aC, com Herodes O Grande, e fora concluído em 62 dC, no entanto, apenas por volta do ano 9dC sua parte principal estaria concluída.

Enormes muros externos rodeavam o Templo, em forma retangular, formando uma área maior que 141.000 m2. Rampas e pórticos davam acesso ao interior das grandes muralhas.

Entre esse muro externo e os muros do Templo, propriamente dito, situava-se o pátio dos gentios, local de acesso livra tanto a hebreus quanto a estrangeiros. Nesse local ficavam os cambistas, figuras de grande importância no Templo, pois eles trocavam o dinheiro do mundo todo pela moeda local. Porquanto, Jesus NÃO expulsou os cambistas, conforme já o explicamos anteriormente. Recordemos que os estrangeiros que adentrassem o interior do templo seriam submetidos à execução imediata. Para adverti-los, havia inscrições me vários idiomas, sobretudo em grego, a língua universal da época.

No interior do retângulo maior situava-se o Templo, que se elevava sobre o Pátio dos Gentios, por conseguinte, existiam escadarias que conduziam a novas muralhas, formadas por colunas e galerias, e que contornavam o prédio do Templo, também de forma retangular. Adentrando-se os muros do templo, encontrar-se-ia o acesso ao pátio das mulheres. Era preciso subir degraus para penetrar no pátio dos homens, simbolizando a superioridades dos homens perante Deus.

PINÁCULO DO TEMPLO: uma das fortificações, ou torres, que ficava acima do pátio do Templo de Jerusalém. Era a torre mais alta. Nessa torre era possível observar todo o povo que transitava nos pátios, e da mesma forma, se alguém saltasse da torre, e flutuasse no ar amparado por anjos, seria visto pelas massas aglomeradas, numa exibição incontestável de poder. Seria um fenômeno deveras impactante.

Um profeta de nome Malaquias havia dito que o Messias faria isso. Sempre necessário termos em mente que mais de oitenta por cento do Antigo Testamento contém linguagem figurada, expressões de linguagem, e figuras de linguagem em seus versículos.


Jesus não viera para provar que tinha poderes incomuns, e que poderia fazer uso desses poderes para – através do espetáculo – provar ser O Messias, atraindo, pois, todo o povo para si.

Jesus nunca usaria Suas formidáveis capacidades psíquicas para demonstrar poder e conquistar adeptos. Todos os prodígios que realizara tinham objetivos específicos, seja curar, ensinar ou amparar algum necessitado. O fenômeno mais impactante não ocorriam em público, mas na companhia de seus discípulos. Ao contrario, obrava em segredo, e pedia que os beneficiados não as divulgassem (curas, tabor).

Ele atraia o povo pela sua caridade enorme, generosa, franca, amiga e ininterrupta.

As religiões cristãs, à semelhança de Jesus, devem se abster de usar fenômenos espetaculares para conquistar adeptos. Todos os fenômenos devem atender – única e exclusivamente – aos imperativos da caridade.

 Livro: Religião dos Espíritos

Capítulo: Fenômeno mediúnico

Emmanuel/Francisco Cândido Xavier

Editora FEB

O fenômeno mediúnico é de todos os tempos e ocioso seria mostrar, num estudo simples, o papel que lhe cabe na gênese de todos os caminhos religiosos.

Importa anotar, porém, que os povos primitivos, sentindo a influência dos desencarnados a lhes pesar no orçamento psíquico, promovem medidas com que supõem garantir-lhes segurança e tranqüilidade no reino da morte.

Egípcios, assírio-caldeus, gregos, israelitas e romanos prestam-lhes homenagens e considerações.

E para vê-los e ouvi-los conservam consigo certa classe de iniciados característicos.

Equivalendo aos médiuns modernos, havia sacerdotes em Tebas, magos em Babilônia, oráculos em Atenas, profetas em Jerusalém e arúspices em Roma.

Administrações e cometimentos, embaixadas e expedições, exércitos e esquadras movimentam-se, quase sempre, sob invocações e predições.

A civilização faraônica adquire mais largo esplendor, ao pé dos túmulos.

A comunidade ninivita consulta adivinhos e astrólogos.

Especifica a tradição que a alma de Teseu, em refulgente armadura, guiava as legiões helênicas, em Maratona.

Conta o Velho Testamento que dedos intangíveis escrevem terrível sentença no festim de Baltasar.

A sociedade patrícia celebra as festas lemurianas, com o intuito de apaziguar os Espíritos errantes.

Contudo, quase todas as manifestações de intercâmbio, entre os vivos da Terra e os vivos da Espiritualidade, evidenciavam-se mescladas de sombra e luz.

No delírio de símbolos e amuletos, em nome dos mortos, estimulavam-se preces e libações, virtudes e vícios, epopéias e bacanais.

Com Jesus, no entanto, recolhe o homem o necessário crivo moral para definir responsabilidades e objetivos.

Em sua luminosa passagem, o fenômeno mediúnico, por toda parte, é intimado à redenção da consciência.

É assim que surpreendemos o Divino Mestre afirmando-se em atitudes claras e decisivas.

Não somente induz Maria de Magdala a que se liberte dos perseguidores invisíveis que a subjugam, mas também a criar, em si própria, as qualidades condignas com que se fará, mais tarde, a mensageira ideal da ressurreição.

Socorre, generoso, os alienados mentais do caminho, desalgemando-os das entidades infelizes que os atenazam; contudo, entretém-se, ele mesmo, com Espíritos glorificados, no cimo do Tabor.

Promete a Simão Pedro auxiliá-lo contra o assalto das trevas e, tolerando-lhe pacientemente as fraquezas na hora da negação, condu-lo, pouco a pouco, à exaltação apostólica.

Honorificando a humildade de Estêvão, que suporta sereno as fúrias que o apedrejam, aciona-lhe os mecanismos da clarividência, e o mártir percebe-lhe a presença sublime, antes de se render à imposição da morte.

Compadece-se de Saulo de Tarso, obsidiado por seres cruéis que o transformam em desalmado verdugo, e aparece-lhe, em espírito, na senda de Damasco, para ensiná-lo, através de longos anos de renunciação e martírio, a converter-se em padrão vivo de bondade e entendimento.

E continuando-lhe o ministério divino, dispomos hoje, na Terra, da Doutrina Espírita a restaurar-lhe as lições como força que educa o fenômeno psíquico, joeirando-lhe as expressões e demonstrando-nos a todos que não bastam mediunidades fulgurantes, endereçadas ao regozijo da inteligência, no palanque das teorias ou no banquete das convicções, e sim que, sobretudo, é inadiável a nossa purificação de espírito para o levantamento do Bem Eterno. Emmanuel/FCX