sábado, 10 de dezembro de 2011

Artigo: Jesus, O Médico da Alma



Jesus, O Médico da Alma.

Autor: Fabiano Pereira Nunes

Artigo publicado na REVISTA CULTURA ESPÍRITA, do Instituto de Cultura Espírita do Brasil, ano III, n. 33, dezembro de 2011, p. 16.

 Em todos os períodos da era comum da história, as curas produzidas por Jesus foram objeto de infatigáveis estudos dos mais notáveis pesquisadores - da ciência e da religião - que anelaram, até a atualidade, desvelar os prodigiosos fenômenos de curas relatados nos evangelhos.

Nada obstante, será na singular abordagem de Jesus às doenças da alma humana que encontraremos a mais excelente demonstração de superioridade intelecto-espiritual.

Observaremos, por exemplo, que estando Jesus na casa de Levi (1) vieram muitos publicanos e pecadores, que se assentaram à mesa com Jesus e seus discípulos. Naquele período histórico, os publicanos constituíam uma das classes sociais mais detestadas pelo povo Hebreu, em virtude de serem os rendeiros públicos responsáveis pela arrecadação de impostos, a serviço do Império Romano. Frequentemente, exorbitavam da tributação com ganância inescrupulosa, e para agravar a situação, esse pagamento de impostos constituía uma afronta às Escrituras Sagradas. Por tais motivos, eram considerados pelos Israelitas como traidores execráveis. Os fariseus (2), notando que Jesus partilhava amizade e afeto com  homens “impuros”, perguntaram aos Seus discípulos: "Por que come o vosso Mestre com os publicanos e os pecadores?" O Raboni, ao ouvir o que diziam, respondeu: "Não são os que têm saúde que precisam de médico, mas sim os doentes. Ide, pois, e aprendei o que significa: misericórdia é que eu quero, e não sacrifício. Com efeito, eu não vim chamar justos, mas pecadores"(2).

Em ímpar combinação de compaixão, coragem e caridade, Jesus inovara o entendimento da problemática da viciação moral, interpretando-a como enfermidade que carece de atenção, identificação e cuidados especiais, e situando-a como o principal fator causal da infelicidade do homem. Notável presciência do Excelso Médium de Deus, posto que, modernamente, as ciências médicas lograram novas elucidações para o drama da viciosidade moral.

De acordo com a Organização Mundial de Saúde, cerca de 25% dos pacientes consultados por médicos clínicos-gerais apresentam transtornos psiquiátricos em atividade. E ocupando lugar de grande relevância no cenário das disfunções psíquicas estão os Transtornos de Caráter (3).

Difíceis de reconhecer - e de diferenciar dos traços não patológicos da personalidade - os Transtornos de Caráter caracterizam-se por padrões disfuncionais de cognição (percepção e entendimento) e de emoções ao lidar com as situações cotidianas da vida, acarretando um modelo de comportamento altamente perturbador, nocivo, repetitivo, com consequente ruptura das relações interpessoais e sociais do indivíduo.

Dentre os padrões patológicos de comportamento que caracterizam os diferentes tipos de Transtornos de Caráter(3) encontraremos: desconfiança e suspeição paranoicas; afastamento das relações sociais, com faixa restrita de emoções; comportamento excêntrico com desconfortos agudos e instabilidade no relacionamento íntimo; desrespeito aos direitos dos outros, compulsão em prejudicar ou magoar as pessoas; instabilidade na percepção da autoimagem, inibição social e hipersensibilidade à avaliação negativa de outrem; hiperatividade emocional, comportamento teatral e sedução; grandiosidade persistente, falta de empatia e excessiva necessidade de admiração; comportamento nocivamente submisso e aderente; rígida e intransigente preocupação com detalhes desnecessários.

Como os pacientes portadores dos Transtornos de Caráter não estão conscientes de suas enfermidades, o reconhecimento e tratamento dessa moléstia são bastante difíceis. A psicofarmacologia não está indicada nesses distúrbios, sendo a terapêutica mais atual a psicoterapia interpessoal, objetivada em fazer o paciente tomar consciência dos padrões comportamentais nocivos, dos seus impactos pessoais e sociais, assim como em aprender a dominar essa conduta.

O Espiritismo,  em sua condição de cristianismo da idade moderna(4), é a nova ciência(5) que veio revelar aos homens, com provas irrecusáveis, a existência e a natureza do mundo espiritual e as suas relações com o mundo corporal, desvelando os conhecimentos que edificam uma aliança entre as ciências e a religião(6). Descortinando um novo ponto de vista (7) – o da vida futura, espiritual, eterna e evolucional – revoluciona a maneira de se encarar a existência, as vicissitudes e os valores humanos. Por conferir, pelo entendimento das Leis Divinas, lucidez, resignação e fé racional, dá ao espírito os instrumentos necessários para resistir aos vícios, se constituindo, ainda, num poderoso preventivo contra as doenças morais, e as doenças mentais (8), sendo, por conseguinte, formidável adjuvante da ciência para o enfrentamento do drama dos Transtornos do Caráter.

Portanto, ao confrontarmo-nos com os desafios das doenças do corpo e da mente, recorramos sempre ao Amigo Fiel, assim como às ciências médicas e ao espiritismo, que são os instrumentos que o Sublime Médico da alma humana se utiliza para nos amparar e educar.

 1.BÍBLIA. Português. Bíblia de Jerusalém. Nova edição rev. e ampl. São Paulo: Paulus, 2002. 3 a. Impressão: 2004. O Evangelho Segundo Lucas 5:27-32 p. 1797

2.    BÍBLIA. Português. Bíblia de Jerusalém. Nova edição rev. e ampl. São Paulo: Paulus, 2002. 3 a. Impressão: 2004. O Evangelho Segundo Mateus 9:10-13 p. 1719

3.    SCHIFFER, R. B.: Os Distúrbios Psiquiátricos na Prática Médica. In: Cecil Medicina, editores AUSIELLO, D; GOLDMAN, L. 23. Ed. Tradução de Adriana Pitella Sudré, et al. Rio de Janeiro: Elsevier. 2009. Seção XXV, cap. 420, p. 3038-50.

4.    KARDEC, Allan. A Revista Espírita. Jornal de Estudos Psicológicos. Ano sexto, novembro de 1863. Tradução de Evandro Noleto Bezerra. 3. Ed. Rio de Janeiro: FEB, 2006. p. 476.

5.    Idem. O Evangelho Segundo o Espiritismo. Tradução de Albertina Escudeiro Sêco. 5. Ed., Rio de Janeiro: CELD Ed, 2010. Cap. I, item 5. p. 54.

6.    Idem. Ibidem. Cap. I, item 8. p. 55-6.

7.    Idem. Ibidem. Cap. II, item 5. p. 66-8.

8.    Idem. O Livro dos Espíritos. Tradução de Maria Lúcia Alcântara de Carvalho. 2. Ed., Rio de Janeiro: CELD Ed, 2011. Introdução ao Estudo da Doutrina Espírita, Item XV.  p.51-52.

Artigo: Jesus, O Médico da Alma



Jesus, O Médico da Alma.

Autor: Fabiano Pereira Nunes

Artigo publicado na REVISTA CULTURA ESPÍRITA, do Instituto de Cultura Espírita do Brasil, ano III, n. 33, dezembro de 2011, p. 16.

 Em todos os períodos da era comum da história, as curas produzidas por Jesus foram objeto de infatigáveis estudos dos mais notáveis pesquisadores - da ciência e da religião - que anelaram, até a atualidade, desvelar os prodigiosos fenômenos de curas relatados nos evangelhos.

Nada obstante, será na singular abordagem de Jesus às doenças da alma humana que encontraremos a mais excelente demonstração de superioridade intelecto-espiritual.

Observaremos, por exemplo, que estando Jesus na casa de Levi (1) vieram muitos publicanos e pecadores, que se assentaram à mesa com Jesus e seus discípulos. Naquele período histórico, os publicanos constituíam uma das classes sociais mais detestadas pelo povo Hebreu, em virtude de serem os rendeiros públicos responsáveis pela arrecadação de impostos, a serviço do Império Romano. Frequentemente, exorbitavam da tributação com ganância inescrupulosa, e para agravar a situação, esse pagamento de impostos constituía uma afronta às Escrituras Sagradas. Por tais motivos, eram considerados pelos Israelitas como traidores execráveis. Os fariseus (2), notando que Jesus partilhava amizade e afeto com  homens “impuros”, perguntaram aos Seus discípulos: "Por que come o vosso Mestre com os publicanos e os pecadores?" O Raboni, ao ouvir o que diziam, respondeu: "Não são os que têm saúde que precisam de médico, mas sim os doentes. Ide, pois, e aprendei o que significa: misericórdia é que eu quero, e não sacrifício. Com efeito, eu não vim chamar justos, mas pecadores"(2).

Em ímpar combinação de compaixão, coragem e caridade, Jesus inovara o entendimento da problemática da viciação moral, interpretando-a como enfermidade que carece de atenção, identificação e cuidados especiais, e situando-a como o principal fator causal da infelicidade do homem. Notável presciência do Excelso Médium de Deus, posto que, modernamente, as ciências médicas lograram novas elucidações para o drama da viciosidade moral.

De acordo com a Organização Mundial de Saúde, cerca de 25% dos pacientes consultados por médicos clínicos-gerais apresentam transtornos psiquiátricos em atividade. E ocupando lugar de grande relevância no cenário das disfunções psíquicas estão os Transtornos de Caráter (3).

Difíceis de reconhecer - e de diferenciar dos traços não patológicos da personalidade - os Transtornos de Caráter caracterizam-se por padrões disfuncionais de cognição (percepção e entendimento) e de emoções ao lidar com as situações cotidianas da vida, acarretando um modelo de comportamento altamente perturbador, nocivo, repetitivo, com consequente ruptura das relações interpessoais e sociais do indivíduo.

Dentre os padrões patológicos de comportamento que caracterizam os diferentes tipos de Transtornos de Caráter(3) encontraremos: desconfiança e suspeição paranoicas; afastamento das relações sociais, com faixa restrita de emoções; comportamento excêntrico com desconfortos agudos e instabilidade no relacionamento íntimo; desrespeito aos direitos dos outros, compulsão em prejudicar ou magoar as pessoas; instabilidade na percepção da autoimagem, inibição social e hipersensibilidade à avaliação negativa de outrem; hiperatividade emocional, comportamento teatral e sedução; grandiosidade persistente, falta de empatia e excessiva necessidade de admiração; comportamento nocivamente submisso e aderente; rígida e intransigente preocupação com detalhes desnecessários.

Como os pacientes portadores dos Transtornos de Caráter não estão conscientes de suas enfermidades, o reconhecimento e tratamento dessa moléstia são bastante difíceis. A psicofarmacologia não está indicada nesses distúrbios, sendo a terapêutica mais atual a psicoterapia interpessoal, objetivada em fazer o paciente tomar consciência dos padrões comportamentais nocivos, dos seus impactos pessoais e sociais, assim como em aprender a dominar essa conduta.

O Espiritismo,  em sua condição de cristianismo da idade moderna(4), é a nova ciência(5) que veio revelar aos homens, com provas irrecusáveis, a existência e a natureza do mundo espiritual e as suas relações com o mundo corporal, desvelando os conhecimentos que edificam uma aliança entre as ciências e a religião(6). Descortinando um novo ponto de vista (7) – o da vida futura, espiritual, eterna e evolucional – revoluciona a maneira de se encarar a existência, as vicissitudes e os valores humanos. Por conferir, pelo entendimento das Leis Divinas, lucidez, resignação e fé racional, dá ao espírito os instrumentos necessários para resistir aos vícios, se constituindo, ainda, num poderoso preventivo contra as doenças morais, e as doenças mentais (8), sendo, por conseguinte, formidável adjuvante da ciência para o enfrentamento do drama dos Transtornos do Caráter.

Portanto, ao confrontarmo-nos com os desafios das doenças do corpo e da mente, recorramos sempre ao Amigo Fiel, assim como às ciências médicas e ao espiritismo, que são os instrumentos que o Sublime Médico da alma humana se utiliza para nos amparar e educar.

 1.BÍBLIA. Português. Bíblia de Jerusalém. Nova edição rev. e ampl. São Paulo: Paulus, 2002. 3 a. Impressão: 2004. O Evangelho Segundo Lucas 5:27-32 p. 1797

2.    BÍBLIA. Português. Bíblia de Jerusalém. Nova edição rev. e ampl. São Paulo: Paulus, 2002. 3 a. Impressão: 2004. O Evangelho Segundo Mateus 9:10-13 p. 1719

3.    SCHIFFER, R. B.: Os Distúrbios Psiquiátricos na Prática Médica. In: Cecil Medicina, editores AUSIELLO, D; GOLDMAN, L. 23. Ed. Tradução de Adriana Pitella Sudré, et al. Rio de Janeiro: Elsevier. 2009. Seção XXV, cap. 420, p. 3038-50.

4.    KARDEC, Allan. A Revista Espírita. Jornal de Estudos Psicológicos. Ano sexto, novembro de 1863. Tradução de Evandro Noleto Bezerra. 3. Ed. Rio de Janeiro: FEB, 2006. p. 476.

5.    Idem. O Evangelho Segundo o Espiritismo. Tradução de Albertina Escudeiro Sêco. 5. Ed., Rio de Janeiro: CELD Ed, 2010. Cap. I, item 5. p. 54.

6.    Idem. Ibidem. Cap. I, item 8. p. 55-6.

7.    Idem. Ibidem. Cap. II, item 5. p. 66-8.

8.    Idem. O Livro dos Espíritos. Tradução de Maria Lúcia Alcântara de Carvalho. 2. Ed., Rio de Janeiro: CELD Ed, 2011. Introdução ao Estudo da Doutrina Espírita, Item XV.  p.51-52.

O Pentecoste (estudo final) -O Evangelho Segundo Lucas - cap. 4 - vers. 15 (Programa dos dias 11 e 14 de dezembro de 2011)


MINISTÉRIO DE JESUS NA GALILEIA

JESUS INAUGURA SEU MINISTÉRIO

Lc 4:15 - Jesus voltou então para a Galileia, com a força do Espírito, e Sua fama espalhou-se por toda a região circunvizinha.

Temática: O Pentecoste (estudo   final)

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E PARA BAIXAR O ARQUIVO DE ÁUDIO NO SEU COMPUTADOR, CLIQUE  A Q U I

ð             Entendimentos para O ESPÍRITO SANTO – contexto Novo Testamento


I)        MEDIUNIDADE

I.1) ATOS DOS APÓSTOLO – CAP. 2:37-38

I.2)ATOS DOS APÓSTOLOS – CAP. 10:44-46

I.3) ATOS DOS APÓSTOLOS - CAPÍTULO 2:21 – O PENTECOSTE

I.3.1)  Elucidações de Allan Kardec sobre O Pentecoste e o Espírito Santo

Pergunta: Poder-se-ia dizer que “O Consolador” teria vindo aos discípulos de Jesus no dia da Pentecoste?

Resposta de Allan Kardec:

A GÊNESE – Capítulo XVII – item 42

 “42. Se disserem que essa promessa foi realizada no dia de Pentecostes, com a descida do Espírito Santo, poder-se-á responder que o Espírito Santo os inspirou, que pôde abrir as suas inteligências, desenvolver neles as aptidões mediú­nicas que deviam lhes facilitar a missão, porém que não lhes ensinou nada além do que Jesus já ensinara, porquanto não se encontra nenhum vestígio de um ensinamento especial. Assim, o Espírito Santo não realizou o que Jesus anunciara em relação ao Consolador, caso contrário os apóstolos teriam elucidado, durante suas vidas, tudo o que permaneceu obscu­ro até hoje no Evangelho, e cuja interpretação contraditória deu origem às inúmeras seitas que dividiram o Cristianismo desde o primeiro século.”

KARDEC, Allan. A Gênese. Os Milagres e As Predições Segundo o Espiritismo. Tradução de Albertina Escudeiro Sêco. 2. Ed., Rio de Janeiro, CELD Ed: 2008. Cap. XVII, item 42.

(João cap. 15:26; “Mas o Paráclito, o Espírito Santo que o Pai enviará em meu nome, vos ensinará tudo e vos recordará tudo o que eu vos disse.”)

I.3.2) Elucidações de Allan Kardec sobre O Pentecoste e o Espírito Santo

A GÊNESE- CAPÍTULO I - Fundamentos da Revelação Espírita

45. A primeira revelação estava personificada em Moisés, a segunda no Cristo, a terceira não o está em indivíduo algum. As duas primeiras são individuais, a terceira é coletiva, eis aí uma característica essencial de uma grande importância. É coletiva no sentido de não ter sido feita para privilégio de pessoa alguma; assim sendo, ninguém pode dizer-se seu profeta exclusivo. Ela foi feita simultaneamente por toda a Terra, para milhões de pessoas, de todas as idades, de todas as épocas e de todas as condições, desde a mais baixa até a mais alta da escala, de acordo com esta predição registrada pelo autor dos Atos dos Apóstolos:* “Nos últimos tempos, disse o Senhor, derramarei do meu espírito sobre toda a carne; vossos filhos e filhas profetizarão, os jovens terão visões, e os velhos terão sonhos.”

Ela não se originou de nenhum culto especial, a fim de servir, um dia, de ponto de encontro para todos.

KARDEC, Allan. A Gênese. Os Milagres e As Predições Segundo o Espiritismo. Tradução de Albertina Escudeiro Sêco. 2. Ed., Rio de Janeiro, CELD Ed: 2008. Cap. I, item 45, p.38.

I.3.3) Elucidações de Allan Kardec sobre O Pentecoste e o Espírito Santo

A Gênese - Capítulo XVII -  Predições do Evangelho - Vossos filhos e vossas filhas profetizarão

 61. Assim, como vimos (cap. I, item 32), coincidente com outras circunstâncias, o advento do Espiritismo realiza uma as mais importantes predições de Jesus, pela influência que deve forçosamente exercer sobre as ideias. Além disso, ele é claramente anunciado no que foi narrado nos Atos dos Apóstolos: “Nos últimos tempos, diz o Senhor, derramarei do meu espírito sobre toda a carne; vossos filhos e vossas filhas profetizarão.”

É o anúncio inequívoco da vulgarização da mediunidade, que presentemente se revela em indivíduos de todas as idades, de ambos os sexos e de todas as condições, e em consequência da manifestação universal dos espíritos, uma vez que sem os espíritos não haveria médiuns. Conforme está dito, isso acontecerá nos últimos tempos; ora, visto que não chegamos ao fim do mundo, mas, ao contrário, à sua regeneração, devemos entender essas palavras como os últimos tempos do mundo moral que chega ao fim.

KARDEC, Allan. A Gênese. Os Milagres e As Predições Segundo o Espiritismo. Tradução de Albertina Escudeiro Sêco. 2. Ed., Rio de Janeiro, CELD Ed: 2008. Cap. XVII, item 61.

I.3.4) Elucidações de Allan Kardec sobre O Pentecoste e o Espírito Santo

O Evangelho Segundo o espiritismo - Capítulo XXVIII - Coletânea de Preces Espíritas.

Prefácio

O Senhor quis que a luz se fizesse para todos os homens, e que a voz dos espíritos penetrasse em toda parte, para que cada um desses homens pudesse adquirir a prova da imortalidade. É com esse objetivo que os espíritos se manifestam atualmente sobre todos os pontos da Terra, e a mediunidade — que desponta entre pessoas de todas as idades e de todas as condições, entre homens e mulheres, entre crianças e velhos — é uma prova da realização dos tempos preditos por Jesus.

KARDEC, Allan. O Evangelho Segundo o Espiritismo. Tradução de Albertina Escudeiro Sêco. 1. Ed., Rio de Janeiro, CELD Ed: 2008. Cap. XXVIII, item 9, p. 266.

O Pentecoste (estudo final) -O Evangelho Segundo Lucas - cap. 4 - vers. 15 (Programa dos dias 11 e 14 de dezembro de 2011)


MINISTÉRIO DE JESUS NA GALILEIA

JESUS INAUGURA SEU MINISTÉRIO

Lc 4:15 - Jesus voltou então para a Galileia, com a força do Espírito, e Sua fama espalhou-se por toda a região circunvizinha.

Temática: O Pentecoste (estudo   final)

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I)        MEDIUNIDADE

I.1) ATOS DOS APÓSTOLO – CAP. 2:37-38

I.2)ATOS DOS APÓSTOLOS – CAP. 10:44-46

I.3) ATOS DOS APÓSTOLOS - CAPÍTULO 2:21 – O PENTECOSTE

I.3.1)  Elucidações de Allan Kardec sobre O Pentecoste e o Espírito Santo

Pergunta: Poder-se-ia dizer que “O Consolador” teria vindo aos discípulos de Jesus no dia da Pentecoste?

Resposta de Allan Kardec:

A GÊNESE – Capítulo XVII – item 42

 “42. Se disserem que essa promessa foi realizada no dia de Pentecostes, com a descida do Espírito Santo, poder-se-á responder que o Espírito Santo os inspirou, que pôde abrir as suas inteligências, desenvolver neles as aptidões mediú­nicas que deviam lhes facilitar a missão, porém que não lhes ensinou nada além do que Jesus já ensinara, porquanto não se encontra nenhum vestígio de um ensinamento especial. Assim, o Espírito Santo não realizou o que Jesus anunciara em relação ao Consolador, caso contrário os apóstolos teriam elucidado, durante suas vidas, tudo o que permaneceu obscu­ro até hoje no Evangelho, e cuja interpretação contraditória deu origem às inúmeras seitas que dividiram o Cristianismo desde o primeiro século.”

KARDEC, Allan. A Gênese. Os Milagres e As Predições Segundo o Espiritismo. Tradução de Albertina Escudeiro Sêco. 2. Ed., Rio de Janeiro, CELD Ed: 2008. Cap. XVII, item 42.

(João cap. 15:26; “Mas o Paráclito, o Espírito Santo que o Pai enviará em meu nome, vos ensinará tudo e vos recordará tudo o que eu vos disse.”)

I.3.2) Elucidações de Allan Kardec sobre O Pentecoste e o Espírito Santo

A GÊNESE- CAPÍTULO I - Fundamentos da Revelação Espírita

45. A primeira revelação estava personificada em Moisés, a segunda no Cristo, a terceira não o está em indivíduo algum. As duas primeiras são individuais, a terceira é coletiva, eis aí uma característica essencial de uma grande importância. É coletiva no sentido de não ter sido feita para privilégio de pessoa alguma; assim sendo, ninguém pode dizer-se seu profeta exclusivo. Ela foi feita simultaneamente por toda a Terra, para milhões de pessoas, de todas as idades, de todas as épocas e de todas as condições, desde a mais baixa até a mais alta da escala, de acordo com esta predição registrada pelo autor dos Atos dos Apóstolos:* “Nos últimos tempos, disse o Senhor, derramarei do meu espírito sobre toda a carne; vossos filhos e filhas profetizarão, os jovens terão visões, e os velhos terão sonhos.”

Ela não se originou de nenhum culto especial, a fim de servir, um dia, de ponto de encontro para todos.

KARDEC, Allan. A Gênese. Os Milagres e As Predições Segundo o Espiritismo. Tradução de Albertina Escudeiro Sêco. 2. Ed., Rio de Janeiro, CELD Ed: 2008. Cap. I, item 45, p.38.

I.3.3) Elucidações de Allan Kardec sobre O Pentecoste e o Espírito Santo

A Gênese - Capítulo XVII -  Predições do Evangelho - Vossos filhos e vossas filhas profetizarão

 61. Assim, como vimos (cap. I, item 32), coincidente com outras circunstâncias, o advento do Espiritismo realiza uma as mais importantes predições de Jesus, pela influência que deve forçosamente exercer sobre as ideias. Além disso, ele é claramente anunciado no que foi narrado nos Atos dos Apóstolos: “Nos últimos tempos, diz o Senhor, derramarei do meu espírito sobre toda a carne; vossos filhos e vossas filhas profetizarão.”

É o anúncio inequívoco da vulgarização da mediunidade, que presentemente se revela em indivíduos de todas as idades, de ambos os sexos e de todas as condições, e em consequência da manifestação universal dos espíritos, uma vez que sem os espíritos não haveria médiuns. Conforme está dito, isso acontecerá nos últimos tempos; ora, visto que não chegamos ao fim do mundo, mas, ao contrário, à sua regeneração, devemos entender essas palavras como os últimos tempos do mundo moral que chega ao fim.

KARDEC, Allan. A Gênese. Os Milagres e As Predições Segundo o Espiritismo. Tradução de Albertina Escudeiro Sêco. 2. Ed., Rio de Janeiro, CELD Ed: 2008. Cap. XVII, item 61.

I.3.4) Elucidações de Allan Kardec sobre O Pentecoste e o Espírito Santo

O Evangelho Segundo o espiritismo - Capítulo XXVIII - Coletânea de Preces Espíritas.

Prefácio

O Senhor quis que a luz se fizesse para todos os homens, e que a voz dos espíritos penetrasse em toda parte, para que cada um desses homens pudesse adquirir a prova da imortalidade. É com esse objetivo que os espíritos se manifestam atualmente sobre todos os pontos da Terra, e a mediunidade — que desponta entre pessoas de todas as idades e de todas as condições, entre homens e mulheres, entre crianças e velhos — é uma prova da realização dos tempos preditos por Jesus.

KARDEC, Allan. O Evangelho Segundo o Espiritismo. Tradução de Albertina Escudeiro Sêco. 1. Ed., Rio de Janeiro, CELD Ed: 2008. Cap. XXVIII, item 9, p. 266.

domingo, 4 de dezembro de 2011

O Espírito Santo (Estudo 8) - O Evangelho Segundo Lucas - cap. 4 - vers. 15 (Programa dos dias 04 e 07 de dezembro de 2011)


MINISTÉRIO DE JESUS NA GALILEIA

JESUS INAUGURA SEU MINISTÉRIO

Lc 4:15 - Jesus voltou então para a Galileia, com a força do Espírito, e Sua fama espalhou-se por toda a região circunvizinha.

Temática: O Espírito Santo (estudo   8)

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ESTUDO SOBRE O PENTECOSTE: ATOS DOS APÓSTOLOS - CAPÍTULO 2: 21
I) O Pentecoste — Tendo-se completado o dia de Pentecostes, estavam todos reunidos no mesmo lugar.
De repente, veio do céu um ruído como o agitar-se de um vendaval impetuoso, que encheu toda a casa onde se encontravam.
Apareceram-lhes, então, línguas como de fogo, que se repartiam e que pousaram sobre cada um deles. E todos ficaram repletos do Espírito Santo e começaram a falar em outras línguas, conforme o Espírito lhes concedia se exprimissem.
Achavam-se então em Jerusalém judeus piedosos vindos de todas as nações que há debaixo do céu.
Com o ruído que se produziu a multidão acorreu e ficou perplexa, pois cada qual os ouvia falar em seu próprio idioma.
Estupefatos e surpresos, diziam: "Não são, acaso, galileus todos esses que estão falando?
Como é, pois, que os ouvimos falar, cada um de nós, no próprio idioma em que nascemos?
Partos, medos e elamitas; habitantes da Mesopotâmia, da Judéia e da Capadócia, do Ponto e da Ásia, da Frigia e da Panfília, do Egito e das regiões da Líbia próximas de Cirene; romanos que aqui residem; tanto judeus como prosélitos, cretenses e árabes, nós os ouvimos apregoar em nossas próprias línguas as maravilhas de Deus!"
Estavam todos estupefatos. E, atônitos, perguntavam uns aos outros: "Que vem a ser isto?" Outros, porém, zombavam: "Estão cheios de vinho doce!"
Discurso de Pedro à multidão
— Pedro, então, de pé, junto com os Onze, levantou a voz e assim lhes falou: "Homens da Judéia e todos vós, habitantes de Jerusalém, tomai conhecimento disto e prestai ouvidos às minhas palavras.
Estes homens não estão embriagados, como pensais, pois esta é apenas a terceira hora do dia.
O que está acontecendo é o que foi dito por intermédio do profeta:Sucederá nos últimos dias, diz o Senhor, que derramarei do meu Espírito sobre toda carne. Vossos filhos e vossas filhas profetizarão, vossos jovens terão visões e vossos velhos sonharão. Sim, sobre meus servos e minhas servas derramarei do meu Espírito. E farei aparecerem prodígios em cima, no céu, e sinais embaixo, sobre a terra. O sol se mudará em escuridão e a lua em sangue, antes que venha o Dia do Senhor, o grande Dia. E então, todo o que invocar o nome do Senhor, será salvo.
II) LIVRO DO PROFETA JOEL – Cap 3:1-5
"Depois disto, derramarei o meu espírito sobre toda carne. Vossos filhos e vossas filhas profetizarão, vossos anciãos terão sonhos, vossos jovens terão visões. Mesmo sobre os escravos e sobre as escravas, naqueles dias, derramarei o meu espírito. 3Colocarei sinais nos céus e na terra, sangue, fogo e colunas de fumaça". 4O sol se transformará em trevas, a lua em sangue, antes que chegue o dia de Iahweh, grande e terrível! Então, todo aquele que invocar o nome de Iahweh, será salvo. Porque no monte Sião haverá salvação, como Iahweh falou, e em Jerusalém sobreviventes que Iahweh chama. Bíblia de Jerusalém pág. 1609
III) As três festas obrigatórias aos varões hebreus, ao tempo de Jesus:
ANTIGO TESTAMENTO ÊXODO (Moisés) capítulo 23:14-17
"Três vezes no ano me celebrarás festa. Guardarás a festa dos Ázimos. Durante sete dias comerás ázimos, como te ordenei, no tempo marcado do mês de abib, porque foi nesse mês que saíste do Egito.
Ninguém compareça de mãos vazias perante mim, Guardarás a festa da Messe, das primícias dos teus trabalhos de semeadura nos campos, e a festa da Colheita, no fim do ano, quando recolheres dos campos o fruto dos teus trabalhos. Três vezes no ano, toda a população masculina comparecerá perante o Senhor Iahweh."
A) Festas dos Ázimos e Pessach (véspera de 14 nisã)– Livramento da escravidão no Egito. Durante sete dias era comido pão sem fermento, sendo no primeiro e último dias feitas as convocações santas, onde eram realizados os sacrifícios. No último dia da Páscoa ocorria a Festa da Messe. Nesta festa havia a consagração a Deus da primeira porção das primeiras colheitas (geralmente cevada).
B) Festa das Semanas – Louvor a Deus pelas colheitas, acontecendo a consagração a Deus da primeira porção das últimas colheitas (geralmente trigo). Como ocorria 7 semanas e um dia após o sábado pascal, recebeu o nome de Pentecoste, que em grego significa 50 dias.
C) Festa dos Tabernáculos – Tabernáculo significa Tenda da Congregação, um lugar provisório para a reunião de Deus com Seu povo. Celebrava a Provisão Divina que tirou os hebreus do Egito, se fez presente nas tendas, conduzindo-os no deserto. Durante essa ocasião ocorria a Festa da Colheita.
ð              Entendimentos para O ESPÍRITO SANTO – contexto Novo Testamento

I)         MEDIUNIDADE
I.1) ATOS DOS APÓSTOLO – CAP. 2:37-38
I.2)ATOS DOS APÓSTOLOS – CAP. 10:44-46
I.3.1)  Elucidações de Allan Kardec sobre O Pentecoste e o Espírito Santo
PENTECOSTES e a promessa da Vinda do Consolador
Pergunta: Poder-se-ia dizer que “O Consolador” teria vindo aos discípulos de Jesus no dia da Pentecoste?
Resposta de Allan Kardec
A GÊNESE – Capítulo XVII – item 42
 “42. Se disserem que essa promessa foi realizada no dia de Pentecostes, com a descida do Espírito Santo, poder-se-á responder que o Espírito Santo os inspirou, que pôde abrir as suas inteligências, desenvolver neles as aptidões mediú­nicas que deviam lhes facilitar a missão, porém que não lhes ensinou nada além do que Jesus já ensinara, porquanto não se encontra nenhum vestígio de um ensinamento especial. Assim, o Espírito Santo não realizou o que Jesus anunciara em relação ao Consolador, caso contrário os apóstolos teriam elucidado, durante suas vidas, tudo o que permaneceu obscu­ro até hoje no Evangelho, e cuja interpretação contraditória deu origem às inúmeras seitas que dividiram o Cristianismo desde o primeiro século.”
KARDEC, Allan. A Gênese. Os Milagres e As Predições Segundo o Espiritismo. Tradução de Albertina Escudeiro Sêco. 2. Ed., Rio de Janeiro, CELD Ed: 2008. Cap. XVII, item 42.
(João cap. 15:26; “Mas o Paráclito, o Espírito Santo que o Pai enviará em meu nome, vos ensinará tudo e vos recordará tudo o que eu vos disse.”)
I.3.2) Elucidações de Allan Kardec sobre O Pentecoste e o Espírito Santo
A GÊNESE- CAPÍTULO I - Fundamentos da Revelação Espírita
45. A primeira revelação estava personificada em Moisés, a segunda no Cristo, a terceira não o está em indivíduo algum. As duas primeiras são individuais, a terceira é coletiva, eis aí uma característica essencial de uma grande importância. É coletiva no sentido de não ter sido feita para privilégio de pessoa alguma; assim sendo, ninguém pode dizer-se seu profeta exclusivo. Ela foi feita simultaneamente por toda a Terra, para milhões de pessoas, de todas as idades, de todas as épocas e de todas as condições, desde a mais baixa até a mais alta da escala, de acordo com esta predição registrada pelo autor dos Atos dos Apóstolos:* “Nos últimos tempos, disse o Senhor, derramarei do meu espírito sobre toda a carne; vossos filhos e filhas profetizarão, os jovens terão visões, e os velhos terão sonhos.”
Ela não se originou de nenhum culto especial, a fim de servir, um dia, de ponto de encontro para todos.
KARDEC, Allan. A Gênese. Os Milagres e As Predições Segundo o Espiritismo. Tradução de Albertina Escudeiro Sêco. 2. Ed., Rio de Janeiro, CELD Ed: 2008. Cap. I, item 45, p.38.
I.3.3) Elucidações de Allan Kardec sobre O Pentecoste e o Espírito Santo
A Gênese - Capítulo XVII -  Predições do Evangelho - Vossos filhos e vossas filhas profetizarão
 61. Assim, como vimos (cap. I, item 32), coincidente com outras circunstâncias, o advento do Espiritismo realiza uma as mais importantes predições de Jesus, pela influência que deve forçosamente exercer sobre as ideias. Além disso, ele é claramente anunciado no que foi narrado nos Atos dos Apóstolos: “Nos últimos tempos, diz o Senhor, derramarei do meu espírito sobre toda a carne; vossos filhos e vossas filhas profetizarão.”
É o anúncio inequívoco da vulgarização da mediunidade, que presentemente se revela em indivíduos de todas as idades, de ambos os sexos e de todas as condições, e em consequência da manifestação universal dos espíritos, uma vez que sem os espíritos não haveria médiuns. Conforme está dito, isso acontecerá nos últimos tempos; ora, visto que não chegamos ao fim do mundo, mas, ao contrário, à sua regeneração, devemos entender essas palavras como os últimos tempos do mundo moral que chega ao fim.
KARDEC, Allan. A Gênese. Os Milagres e As Predições Segundo o Espiritismo. Tradução de Albertina Escudeiro Sêco. 2. Ed., Rio de Janeiro, CELD Ed: 2008. Cap. XVII, item 61.
I.3.4) Elucidações de Allan Kardec sobre O Pentecoste e o Espírito Santo
O Evangelho Segundo o espiritismo - Capítulo XXVIII - Coletânea de Preces Espíritas.
Prefácio
O Senhor quis que a luz se fizesse para todos os homens, e que a voz dos espíritos penetrasse em toda parte, para que cada um desses homens pudesse adquirir a prova da imortalidade. É com esse objetivo que os espíritos se manifestam atualmente sobre todos os pontos da Terra, e a mediunidade — que desponta entre pessoas de todas as idades e de todas as condições, entre homens e mulheres, entre crianças e velhos — é uma prova da realização dos tempos preditos por Jesus.
KARDEC, Allan. O Evangelho Segundo o Espiritismo. Tradução de Albertina Escudeiro Sêco. 1. Ed., Rio de Janeiro, CELD Ed: 2008. Cap. XXVIII, item 9, p. 266.