sábado, 13 de agosto de 2011

LUCAS (O EVANGELHO SEGUNDO), CAPÍTULO 4 : VERSÍCULO 14

  LUCAS (O EVANGELHO SEGUNDO), CAPÍTULO 4 : VERSÍCULO 14
(Programa de 14 e 17 Agosto/2011)

MINISTÉRIO DE JESUS NA GALILÉIA
Jesus Inaugura sua pregação

14  Jesus voltou então [para a Galiléia], com a força do Espírito, e sua fama espalhou-se por toda a região circunvizinha.


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GALILEIA NA ROTA COMERCIAL: "GALILEIA DOS GENTIOS"

                             APONTAMENTOS - A GALILÉIA
Na ponta leste do Mar Mediterrâneo, situa-se a estreita faixa de terra, que em seu sentido longitudinal tem cerca 21.000 km de extensão territorial, compreendida entre o Mar e o deserto Árabe.

Por milhares de anos povos lutaram sobre essa terra. Essa terra é Israel, também denominada A Terra Santa.

A Palestina poderia ser dividida, geograficamente, em quatro faixas paralelas, que vão de norte a sul do país.

Região marítima: Da esquerda para direita no mapa, encontraremos uma estreita faixa plana muitíssimo fértil, banhada pelo Mar Mediterrâneo, e por tal razão, de clima ameno e vegetação riquíssima.

Cordilheira Central: Em direção no sentido do interior, encontraremos uma área central montanhosa que é continuidade das montanhas do Líbano, propícia à criação de animais e ao plantio, por ser uma região abençoada por chuvas regulares. Seguindo no sentido do Rio Jordão, ocorre uma queda na altitude, até a região de vale.

Vale do Jordão: A terceira faixa é o Vale do Rio Jordão, que corre numa falha geológica, que é a maior do mundo, rica em vegetação tropical, e dividi Israel de norte a sul.

Mais à direita do mapa de Israel, a quarta área fica entre o Rio Jordão e as Colinas de Moab, sendo uma vasta faixa de planalto oriental, também muito fértil pela precipitação dos ventos úmidos do mediterrâneo que encontram e colidem com as montanhas, condensando as nuvens em chuvas, no entanto, à medida que nos afastamos desse planalto, a região torna-se desértica, com montanhas arredondadas que formam o Deserto da Judéia.

Ao tempo de Jesus, a Terra Santa de Israel estava sob a dominação militar do Império Romano, que – após a morte do Rei Herodes Magno no ano 4ac – dividiu a Província da Judéia em tetrarquias, ou quartas parte do território dominado, entregando essas tetrarquias aos filhos de Herodes, ficando - após a deposição de Arquelau - a Judéia, a Samaria e a Iduméia sob a governança de um praefectus romano. A capital da Província da Judéia era a magnífica cidade de Cesaréia Marítima.

Arquelau foi deposto por Augusto e enviado para as Gálias. No seu lugar, César nomeia governadores para a Judéia, onde ficava Jerusalém e Cesaréia (porto). Pôncio Pilatos, também conhecido simplesmente como Pilatos (em latim, Pontius Pilatus), foi o quinto Prefeito (praefectus) da província da Judéia, da iduméia e da samaria entre os anos 26 e 36.

Herodes Ântipas foi nomeado tetrarca da Galiléia e da Peréia de 4ac até 39dc. Isso foi confirmado por Augusto. Casou-se com a própria sobrinha, sendo seu comportamento condenado pelos judeus e por João Batista. Tinha uma vida moralmente condenável, e que influenciava os costumes dos súditos, por isso Jesus fala do “fermento de Herodes”.

Filipe também era filho de Herodes O Grande com Cleopatra. Tertraca de 4ac a 34dc. Segundo o historiador Flávio Josefo, era o mais justo e sensato. Era pagão, reconstrói a cidade Cesaréia de Filipe (homenagem a César e a si mesmo) e de Betsaida Júlia, homenageando a filha de Augusto (Pedro, André e Felipe eram de Bestsaida).

Lisânia, tetrarca de Abilene. Na Antiguidade, Abilene ou simplesmente Abila, era um distrito da Síria, cujos limites são ainda imprecisos, mas que parece ter incluído as encostas orientais do Anti-Líbano, e ter o sul e o sudeste estendidos de Damasco até as fronteiras da Galiléia, de Batanea, e de Traconítides.

Conforme já o dissemos, a Galiléia era a tetraquia governada, ao tempo do ministério de Jesus, por Herodes Antipas, filho de Herodes O Grande. Galiléia deriva da palavra hebraica galil, que significa círculo, realmente, era uma tetrarquia com forma circular no mapa. Foi dividida pelo historiador Flávio Josefo em duas regiões geográficas: alta Galiléia e baixa Galiléia.

No centro dessa região está o Mar da Galiléia, também chamado Lago de Tiberíades, ou também Lago de Genesaré, que tem a forma de pêra ou, de corpo do violão, medindo 23.613 m de comprimento. De largura, tem em média 9km na curvatura menor e 11 km na curvatura maior da forma geométrica usada como analogia.

É um lago de águas frias, oriundas da neve derretida do Monte Hermom, trazidas pelo Rio Jordão. A atividade pesqueira era a principal fonte de subsistência das cidades banhadas pelo Tiberíades, e o comércio do peixe trazia inúmeros negociantes à região.

Cerca de três km ao sul, as águas deixam o lago, e se juntam ao Rio Jordão seguindo em direção ao Mar Morto.

Muitas praias do Lago são cercadas por declives bastante íngremes, o que protege o Lago de borrascas. No entanto, quando os ventos mudam de sentido, correndo sobre o Tiberíades ao longo de um de seus vales/declives, ele torna-se subitamente perigoso devido às ventanias e tempestades. Encontraremos no NT várias passagens onde ocorreram fortes chuvas de inicio súbito.

Como está a 210 metros abaixo do nível do Mar Mediterrâneo, no verão a região pode ficar insuportavelmente quente e abafada. Nada obstante, nas regiões de montanhas o clima é bastante ameno na maioria do ano.

Ao redor do Lago existe grande variedade na paisagem: ao leste, encontraremos uma faixa árida das Montanhas da Galiléia; a norte, temos as águas do Rio Jordão que passam por um pequeníssimo lago, o Lago Hula Basin; além de Cafarnaum, a nordeste, temos a fértil planície do Genesaré; existem os grandes precipícios do Penhasco de Arbel. Percebe-se, portanto, que trata-se de uma região pequena, mas de grande diversidade geográfica.

A Cidade de Carfarnaum era uma das mais famosas da Judéia, em função de ser a principal rota de comércio, ligando os mercados das regiões da Mesopotâmia, Damasco, Egito com as cidades da Grécia e os territórios Romanos, sobretudo através do Mar Mediterrâneo. Isaías (9:12) se refere a Galiléa como “Galiléia dos Gentios”, profetizando que ela seria honrada com uma grande luz. Por conseguinte, teria sido uma região de grande afluência de estrangeiros, razão pela qual os pesquisadores acreditam que Jesus teria escolhido Cafarnaum como sede de Seu ministério por razões estratégicas, bem possivelmente para o objetivo de pregar Sua mensagem ao maior número possível de pessoas, de povos diversos. Como o grego era língua universal para as atividades comerciais, acreditam os investigadores, que Jesus deveria dominar a língua grega, razão que explicaria as seguintes passagens:

João,7:35
"Disseram, pois, os judeus uns aos outros: Para onde irá ele, que não o acharemos? Irá, porventura, à Dispersão entre os gregos, e ensinará os gregos?"

João, 12: 20-23
"Ora, entre os que tinham subido a adorar na festa havia alguns gregos. "Estes, pois, dirigiram-se a Felipe, que era de Betsaida da Galiléia, e rogaram-lhe, dizendo: Senhor, queríamos ver a Jesus. Felipe foi dizê-lo a André, e então André e Felipe foram dizê-lo a Jesus. Respondeu-lhes Jesus: É chegada a hora de ser glorificado o Filho do homem.

Mas o ministério de Jesus na Galiléia não ficou limitado a Cafarnaum. Em incrível demonstração de visão e inteligência, Jesus desenvolvera um ministério itinerante, realizando inúmeras viagens missionárias na própria Galiléia, nas regiões circunvizinhas, em regiões estrangeiras como a sírio-fenícia e outras tetrarquias, como a Judéia. Além disso, em genial demonstração de liderança superior, criou e desenvolveu inúmeras equipes, como os doze apóstolos, os setenta de Galiléia, as mulheres piedosas, culminado com os quinhentos da Galiléia.

LUCAS (O EVANGELHO SEGUNDO), CAPÍTULO 4 : VERSÍCULO 14

  LUCAS (O EVANGELHO SEGUNDO), CAPÍTULO 4 : VERSÍCULO 14
(Programa de 14 e 17 Agosto/2011)

MINISTÉRIO DE JESUS NA GALILÉIA
Jesus Inaugura sua pregação

14  Jesus voltou então [para a Galiléia], com a força do Espírito, e sua fama espalhou-se por toda a região circunvizinha.


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GALILEIA NA ROTA COMERCIAL: "GALILEIA DOS GENTIOS"

                             APONTAMENTOS - A GALILÉIA
Na ponta leste do Mar Mediterrâneo, situa-se a estreita faixa de terra, que em seu sentido longitudinal tem cerca 21.000 km de extensão territorial, compreendida entre o Mar e o deserto Árabe.

Por milhares de anos povos lutaram sobre essa terra. Essa terra é Israel, também denominada A Terra Santa.

A Palestina poderia ser dividida, geograficamente, em quatro faixas paralelas, que vão de norte a sul do país.

Região marítima: Da esquerda para direita no mapa, encontraremos uma estreita faixa plana muitíssimo fértil, banhada pelo Mar Mediterrâneo, e por tal razão, de clima ameno e vegetação riquíssima.

Cordilheira Central: Em direção no sentido do interior, encontraremos uma área central montanhosa que é continuidade das montanhas do Líbano, propícia à criação de animais e ao plantio, por ser uma região abençoada por chuvas regulares. Seguindo no sentido do Rio Jordão, ocorre uma queda na altitude, até a região de vale.

Vale do Jordão: A terceira faixa é o Vale do Rio Jordão, que corre numa falha geológica, que é a maior do mundo, rica em vegetação tropical, e dividi Israel de norte a sul.

Mais à direita do mapa de Israel, a quarta área fica entre o Rio Jordão e as Colinas de Moab, sendo uma vasta faixa de planalto oriental, também muito fértil pela precipitação dos ventos úmidos do mediterrâneo que encontram e colidem com as montanhas, condensando as nuvens em chuvas, no entanto, à medida que nos afastamos desse planalto, a região torna-se desértica, com montanhas arredondadas que formam o Deserto da Judéia.

Ao tempo de Jesus, a Terra Santa de Israel estava sob a dominação militar do Império Romano, que – após a morte do Rei Herodes Magno no ano 4ac – dividiu a Província da Judéia em tetrarquias, ou quartas parte do território dominado, entregando essas tetrarquias aos filhos de Herodes, ficando - após a deposição de Arquelau - a Judéia, a Samaria e a Iduméia sob a governança de um praefectus romano. A capital da Província da Judéia era a magnífica cidade de Cesaréia Marítima.

Arquelau foi deposto por Augusto e enviado para as Gálias. No seu lugar, César nomeia governadores para a Judéia, onde ficava Jerusalém e Cesaréia (porto). Pôncio Pilatos, também conhecido simplesmente como Pilatos (em latim, Pontius Pilatus), foi o quinto Prefeito (praefectus) da província da Judéia, da iduméia e da samaria entre os anos 26 e 36.

Herodes Ântipas foi nomeado tetrarca da Galiléia e da Peréia de 4ac até 39dc. Isso foi confirmado por Augusto. Casou-se com a própria sobrinha, sendo seu comportamento condenado pelos judeus e por João Batista. Tinha uma vida moralmente condenável, e que influenciava os costumes dos súditos, por isso Jesus fala do “fermento de Herodes”.

Filipe também era filho de Herodes O Grande com Cleopatra. Tertraca de 4ac a 34dc. Segundo o historiador Flávio Josefo, era o mais justo e sensato. Era pagão, reconstrói a cidade Cesaréia de Filipe (homenagem a César e a si mesmo) e de Betsaida Júlia, homenageando a filha de Augusto (Pedro, André e Felipe eram de Bestsaida).

Lisânia, tetrarca de Abilene. Na Antiguidade, Abilene ou simplesmente Abila, era um distrito da Síria, cujos limites são ainda imprecisos, mas que parece ter incluído as encostas orientais do Anti-Líbano, e ter o sul e o sudeste estendidos de Damasco até as fronteiras da Galiléia, de Batanea, e de Traconítides.

Conforme já o dissemos, a Galiléia era a tetraquia governada, ao tempo do ministério de Jesus, por Herodes Antipas, filho de Herodes O Grande. Galiléia deriva da palavra hebraica galil, que significa círculo, realmente, era uma tetrarquia com forma circular no mapa. Foi dividida pelo historiador Flávio Josefo em duas regiões geográficas: alta Galiléia e baixa Galiléia.

No centro dessa região está o Mar da Galiléia, também chamado Lago de Tiberíades, ou também Lago de Genesaré, que tem a forma de pêra ou, de corpo do violão, medindo 23.613 m de comprimento. De largura, tem em média 9km na curvatura menor e 11 km na curvatura maior da forma geométrica usada como analogia.

É um lago de águas frias, oriundas da neve derretida do Monte Hermom, trazidas pelo Rio Jordão. A atividade pesqueira era a principal fonte de subsistência das cidades banhadas pelo Tiberíades, e o comércio do peixe trazia inúmeros negociantes à região.

Cerca de três km ao sul, as águas deixam o lago, e se juntam ao Rio Jordão seguindo em direção ao Mar Morto.

Muitas praias do Lago são cercadas por declives bastante íngremes, o que protege o Lago de borrascas. No entanto, quando os ventos mudam de sentido, correndo sobre o Tiberíades ao longo de um de seus vales/declives, ele torna-se subitamente perigoso devido às ventanias e tempestades. Encontraremos no NT várias passagens onde ocorreram fortes chuvas de inicio súbito.

Como está a 210 metros abaixo do nível do Mar Mediterrâneo, no verão a região pode ficar insuportavelmente quente e abafada. Nada obstante, nas regiões de montanhas o clima é bastante ameno na maioria do ano.

Ao redor do Lago existe grande variedade na paisagem: ao leste, encontraremos uma faixa árida das Montanhas da Galiléia; a norte, temos as águas do Rio Jordão que passam por um pequeníssimo lago, o Lago Hula Basin; além de Cafarnaum, a nordeste, temos a fértil planície do Genesaré; existem os grandes precipícios do Penhasco de Arbel. Percebe-se, portanto, que trata-se de uma região pequena, mas de grande diversidade geográfica.

A Cidade de Carfarnaum era uma das mais famosas da Judéia, em função de ser a principal rota de comércio, ligando os mercados das regiões da Mesopotâmia, Damasco, Egito com as cidades da Grécia e os territórios Romanos, sobretudo através do Mar Mediterrâneo. Isaías (9:12) se refere a Galiléa como “Galiléia dos Gentios”, profetizando que ela seria honrada com uma grande luz. Por conseguinte, teria sido uma região de grande afluência de estrangeiros, razão pela qual os pesquisadores acreditam que Jesus teria escolhido Cafarnaum como sede de Seu ministério por razões estratégicas, bem possivelmente para o objetivo de pregar Sua mensagem ao maior número possível de pessoas, de povos diversos. Como o grego era língua universal para as atividades comerciais, acreditam os investigadores, que Jesus deveria dominar a língua grega, razão que explicaria as seguintes passagens:

João,7:35
"Disseram, pois, os judeus uns aos outros: Para onde irá ele, que não o acharemos? Irá, porventura, à Dispersão entre os gregos, e ensinará os gregos?"

João, 12: 20-23
"Ora, entre os que tinham subido a adorar na festa havia alguns gregos. "Estes, pois, dirigiram-se a Felipe, que era de Betsaida da Galiléia, e rogaram-lhe, dizendo: Senhor, queríamos ver a Jesus. Felipe foi dizê-lo a André, e então André e Felipe foram dizê-lo a Jesus. Respondeu-lhes Jesus: É chegada a hora de ser glorificado o Filho do homem.

Mas o ministério de Jesus na Galiléia não ficou limitado a Cafarnaum. Em incrível demonstração de visão e inteligência, Jesus desenvolvera um ministério itinerante, realizando inúmeras viagens missionárias na própria Galiléia, nas regiões circunvizinhas, em regiões estrangeiras como a sírio-fenícia e outras tetrarquias, como a Judéia. Além disso, em genial demonstração de liderança superior, criou e desenvolveu inúmeras equipes, como os doze apóstolos, os setenta de Galiléia, as mulheres piedosas, culminado com os quinhentos da Galiléia.

domingo, 7 de agosto de 2011

VÍCIOS E DEPENDÊNCIA QUÍMICA NA VISÃO ESPÍRITA

TEMA: "VÍCIOS".
PROGRAMA DESPERTAR ESPÍRITA, PRODUZIDO PELO CLUBE DE ARTE, SERÁ EXIBIDO À PARTIR DO DIA 07 DE AGOSTO DE 2011

 

VÍCIOS E DEPENDÊNCIA QUÍMICA NA VISÃO ESPÍRITA

TEMA: "VÍCIOS".
PROGRAMA DESPERTAR ESPÍRITA, PRODUZIDO PELO CLUBE DE ARTE, SERÁ EXIBIDO À PARTIR DO DIA 07 DE AGOSTO DE 2011

 

LUCAS (O EVANGELHO SEGUNDO), CAPÍTULO 4 : VERSÍCULO 14 – Jesus Inaugura sua pregação (Programa de 07 e 10 de Agosto/2011)

O NOVO TESTAMENTO - TRADUÇÃO "BÍBLIA DE JERUSALÉM" - O EVANGELHO SEGUNDO LUCAS

MINISTÉRIO DE JESUS NA GALILÉIA

Jesus Inaugura sua pregação

14 Jesus voltou então para a Galiléia, com a força do Espírito, e sua fama espalhou-se por toda a região circunvizinha.

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# Terra Santa de Israel

# Mapa da Província da Judeia
 


# Lago de Tiberíades, Mar da Galileia, Lago de Genesaré












# Cesareia Marítima - capital da Província da Judeia








LUCAS (O EVANGELHO SEGUNDO), CAPÍTULO 4 : VERSÍCULO 14 – Jesus Inaugura sua pregação (Programa de 07 e 10 de Agosto/2011)

O NOVO TESTAMENTO - TRADUÇÃO "BÍBLIA DE JERUSALÉM" - O EVANGELHO SEGUNDO LUCAS

MINISTÉRIO DE JESUS NA GALILÉIA

Jesus Inaugura sua pregação

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# Cesareia Marítima - capital da Província da Judeia








sábado, 30 de julho de 2011

A VERDADEIRA APARÊNCIA DE JESUS

A VERDADEIRA APARÊNCIA DE JESUS
Autor: Fabiano P Nunes

Artigo publicado na REVISTA CULTURA ESPÍRITA, do ICEB, ano III, n.28, julho de 2011, p. 15.

Por mais de dois milênios o enigma da real aparência de Jesus tem sido motivo de infindáveis especulações, inquietando o imaginário de religiosos, devotos, artistas e investigadores científicos.

Desde a época da renascença cultural, a arte tem sido inspirada por modelos de um homem-Jesus com finos e belos traços europeus, olhos azuis e cabelos com matizes do louro. Conquanto esse arquétipo mental continue dominando o psiquismo de grande parte da cristandade até os dias atuais, não existem evidências histórico-científicas que confirmem tal pressuposição.

Sob o rigor do método científico, a carta dirigida pelo senador Públio Lêntulus – personagem ainda não identificado pelos historiadores1 - ao imperdor romano Tibério, contendo uma descrição física e moral de Jesus, tem sido considerada apócrifa2, por ora.

De igual modo, a autenticidade de O Sudário de Turim – o lençol de linho longo e desigual que exibe a imagem, frente e costas, de um indivíduo crucificado, a qual muitos acreditam pertencer a Jesus – tem sido duramente contestada por renomados pesquisadores3, sobretudo em função dos resultados de testes com o carbono-14 feitos em fragmento do Sudário, que não demonstraram uma datação compatível com o século I. O assunto da legitimidade do Sudário ainda carece de maiores verificações científicas para lograr concordância na comunidade científica.

Além disso, nenhum dos oito autores - nove, para os exegetas que não consideram Paulo como o autor da Epístola aos Romanos - dos 27 livros que compõem o Novo Testamento ofereceu qualquer informação direta quanto aos aspectos corporais de Jesus, levando muitos pesquisadores a acreditarem que a feição de Jesus não apresentaria diferenças em relação aos traços faciais característicos do grupo étnico hebreu da região da Judeia, como pode, por exemplo, ser inferido pela análise dos relatos evangélicos sobre a prisão de Jesus no Jardim do Getsêmani. Naquela ocasião, os soldados do Templo de Jerusalém não conseguiram distingui-Lo dentre os demais discípulos, sendo necessária a autodenominação feita por Jesus e o beijo de Judas Iscariotes, para que se Lhe identificassem sem equívocos4.

Por outro lado, há indícios bíblicos de que a aparência de Jesus viria ser bastante desgastada pelas duras pelejas de sua vida. No livro de Isaías5, o profeta que trouxera as ricas anunciações sobre o advento do Messias Hebreu, nos oferece as notícias proféticas acerca do Ungido de Deus:

Ele cresceu diante dele como um renovo, como raiz que brota em terra árida; não tinha beleza nem esplendor que pudesse atrair o nosso olhar, nem formosura capaz de nos deleitar. Era desprezado e abandonado pelos homens, um homem sujeito à dor, familiarizado com o sofrimento, como uma pessoa de quem todos escondem o rosto; desprezado, não fazíamos caso nenhum dele.”

Poder-se-ia, ainda, fazer uma ilação sobre uma aparência envelhentada de Jesus no relato contido em O Evangelho Segundo João6:

Abraão, vosso pai, exultou por ver o meu Dia. Ele o viu e encheu-se de alegria!" Disseram-lhe, então, os judeus: "Não tens ainda cinqüenta anos e viste Abraão!" Jesus lhes disse: "Em verdade, em verdade, vos digo: antes que Abraão existisse, EU SOU". Então apanharam pedras para atirar nele;”

Nesse relato do Evangelista João6, constata-se que Jesus fora confundido pelos Doutores da Lei com um homem de quase cinquenta anos, não obstante ainda fosse um moço com trinta e poucos anos, em virtude de uma vida especialmente áspera para com Ele: perseguições intermináveis desde a infância, orfandade e precoce arrimo à família, pobreza, trabalhos extenuantes, incompreensões e caridade ininterrupta com absoluto olvido de si mesmo.

A despeito do nobre esforço de investigadores em desvelar a aparência de Jesus, seria realmente importante conhecer Suas verdadeiras linhas físicas? Com base na, voluntária, inexistência de informes legada pelos Seus mais admiráveis discípulos, acreditamos que não.

Observaremos que Lucas de Antioquia, a quem são atribuídos a autoria de O Evangelho Segundo Lucas e de Atos dos Apóstolos, na condição de o primeiro investigador do “Jesus Histórico”, não dispensara qualquer atenção à Sua aparência fisionômica.

Outrossim, notaremos que Paulo de Tarso, o grande apóstolo que tivera a experiência de ver o Cristo na Sua condição de espírito puro (I Cor 9:1; I Cor 15:8), e com Ele se comunicar em várias ocasiões (Gal 1:12; I Cor 11: 23), cujas epístolas são consideradas magistrais dissertações acerca da doutrina cristã, igualmente não franqueara nenhuma consideração sobre as feições do Mestre, ainda que indiretamente.

Conquanto, é Allan Kardec - alcunha do cientista e pedagogo francês H.L.D. Rivail – quem, 143 anos antes dos grandes autores contemporâneos, apresenta a luz da exegese perfeita para mais esta temática, novamente desvelando extraordinária sintonia com o próprio pensamento do Cristo7. Em “A Gênese”8, o apóstolo do cristianismo da Idade Moderna9 lega à ciência hermenêutica admirável interpretação para a irrelevância do conhecimento da real feição de Jesus:

[...] “Como homem, tinha a organização dos seres carnais, mas como espírito puro, desprendido da matéria, devia viver mais da vida espiritual do que da vida corporal, da qual não possuía as fraquezas. Sua superioridade sobre os homens não resultava das qualidades particulares do seu corpo, mas das do seu espírito, que dominava a matéria de uma maneira absoluta, e da qualidade do seu perispírito, constituído da parte mais quintessenciada dos fluidos terrestres.” [...]

O espiritismo também tem por missão restituir o cristianismo ao seu sentido genuinamente espiritual9, porquanto, nesse capítulo, o fiel servo lionês de O Espírito de Verdade conduz-nos o entendimento acerca dos fanais que verdadeiramente devem arrebatar o cristão sincero: a vida, os ensinos e a obra do Cristo.

Consonante com a visão dos Evangelistas, de Paulo de Tarso e de Allan Kardec, apreende-se, pois, ser condição essencial para fazermos uma imersão na clareza diamantina dos ensinos de Jesus que libertemo-nos integralmente de toda e qualquer forma de idolatria, desvinculando-nos dos atavismos multisseculares que ainda possam se nos agrilhoar, com o fito de incorporarmos o exato espírito do cristianismo, definitivamente fixando-nos n alma seus sublimes e verazes conteúdos.

1.      Publius Lentulus. In: Wikipédia – A enciclopédia livre. Disponível em http://pt.wikipedia.org/wiki/Publius_Lentulus. Acesso em abril de 2011.

2.      Oliveira, Therezinha. Estudos Espíritas do Evangelho. Campinas, SP: Allan Kardec Ed, 2005. 6. Ed. p. 110.

3.      Zugibe, Frederick T. Crucificação de Jesus. As conclusões surpreendentes sobre a morte de Cristo na visão de um investigador criminal. Tradução de Paulo Cavalcante. São Paulo: Ideia & Ação, 2008. 455 p.

4.      Debarros, Aramis C. Doze Homens, Uma Missão. Curitiba, PR: Editora Luz e Vida, 1999. 338p.

5.      BÍBLIA. Português. Bíblia de Jerusalém. Nova edição rev. e ampl. São Paulo: Paulus, 2002. 3 a. Impressão: 2004. Isaías, cap. 53, vers. 1-4, p. 1340.

6.      BÍBLIA. Português. Bíblia de Jerusalém. Nova edição rev. e ampl. São Paulo: Paulus, 2002. 3 a. Impressão: 2004. O Evangelho Segundo João, cap. 8, vers. 56-59, p. 1867.

7.      KARDEC, Allan. Obras Póstumas. Tradução de Guillon Ribeiro. 33. Ed. Rio de Janeiro: FEB, 2003. Segunda parte, p. 307-308.

8.      KARDEC, Allan. A Gênese. Os Milagres e As Predições Segundo o Espiritismo. Tradução de Albertina Escudeiro Sêco. 2. Ed., Rio de Janeiro, CELD Ed: 2008. Cap. XV, item 2. p. 332

9.      KARDEC, Allan. A Revista Espírita. Jornal de Estudos Psicológicos. Ano sexto, novembro de 1863. Tradução de Evandro Noleto Bezerra. 3. Ed. Rio de Janeiro: FEB, 2006. p. 476.